terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Surpresas que não são bem surpresas

Por vezes descobrimos tesouros nos lugares mais insuspeitos. Não é bem o caso porque este meu amigo sempre teve alma de artista, ainda que eu o visse mais nas letras ou na música.
Ao que parece estava enganada porque ele tem mesmo olho é para a lente, ora espreitem aqui.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Da crueldade

Não há justificação para a crueldade a não ser a própria crueldade.
Ela não muda de nome quando se está do lado da justiça.

Do Fantástico

Sou uma apaixonada pelo Fantástico! 3D; viagens à Lua ou a Marte; selvas recônditas; povos imaginários... realidade virtual...
Li todos os volumes da saga do Senhor dos Anéis, Hobbit incluído; vi todos os filmes, alguns mais do que uma vez e até o Harry Potter é capaz de me levar ao cinema.

Hoje fui ver o Avatar e adorei. Mesmo que o enredo seja uma espécie de adaptação dos tantos extermínios que a suposta civilizada raça tem feito de indígenas; mesmo que os Incas e os Maias não me tenham saído da cabeça durante 3 horas, adorei! Adorei o efeito das 3D, adorei a autenticidade dos animais; as cores! as cores! aquela Natureza toda! Lindas imagens! Saí de lá a odiar ainda mais o ferro e tudo quanto é bélico. Ainda havemos de evoluir ao ponto de erradicar o bélico, senão deste planeta de um outro qualquer que nos sirva de refúgio.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Quero que seja sempre Natal

Custam-me os afastamentos, as despedidas. Carecem de sentido os momentos contados, as independências. E é nestas alturas que mais sinto isso, que mais sinto que nasci para ter uma grande casa, com toda a minha família lá dentro. É tão mais acolhedor, tão mais quente, estarmos todos juntos, os pais, os filhos, os irmãos, os sobrinhos.
Há momentos em que não vejo sentido nesta vida que temos vindo a construir, neste mundo isolado e particular, neste cada um na sua casa, nesta física desunião.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!

Desejo-vos a todos um Lindo e Santo Natal.
Que seja um Natal de Encontros e Reencontros; de Alegria e de Amizade; de Paz e Solidariedade.; de Introspecção e de Verdade.
Que o Amor e a Compaixão habitem nos vosso corações; que os Anjos visitem as vossas casas; que as lembranças sejam boas; que os presentes abundem, que os fritos não façam mal, e que o Menino Jesus nos dê pelo menos uma semanita para descansarmos, porque nós merecemos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Das boas mentiras

Uma boa mentira tem de ter por base alguma verdade.
Em termos matemáticos, quanto maior for a verdade mais convincente será a mentira.
Logo, uma excelente mentira é aquela que só contém verdade.
A partir de agora, sempre que alguém lhes perguntar: Isso é verdade?
Poderão responder: Não. É uma excelente mentira.

Da época natalícia

Circular por estes dias em qualquer rua de qualquer cidade e entrar num qualquer centro comercial é uma aventura digna de nota e um excelente treino para o caso do caos aparecer, assim de repente, como quem não quer a coisa.
Comprar seja o que for implica uma luta desmedida com as filas de gente, com os empregados, com a sanidade mental!
É bom mesmo que o Natal seja amanhã e que a Paz reine em todos os lares. De resto é mesmo o mais certo! Quando a noite do dia 24 entrar pelas nossas casas já nos estafámos no meio do trânsito, perdidos entre embrulhos, a fugir da chuva e do vento e a saltar os verdadeiros rios que correm por todo o lado. Isto para não falar da azáfama na cozinha, que não pode ser descurada…
Isto para o Natal ser mesmo Natal, todo o país deveria parar pelo menos uma semana antes para dar tempo às pessoas de prepararem as 35.545 coisas que se inventaram para esta ocasião!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Do Natal

Estou em negação, descobri hoje…

Não, não é Natal; não, não é preciso fazer compras; não, não tenho de me agarrar ao telefone durante um dia inteiro; não, não tenho adiado…e adiado… e adiado…

Não há dúvida! Estou em negação!

E por muito que goste do Natal, nunca, mas nunca gostei da azáfama que o precede. Deprime-me o ter de, ainda para mais quando tenho de tantas coisas e tão diferentes!

Do que eu precisava mesmo era de ter um mês só para mim. Isso sim. Um mês, para pôr as coisas todas em ordem, e o Natal que esperasse uns diazinhos.

Não me dá jeito nenhum que seja já na 5ª Feira.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Frio! Muito Frio!


Parece que a Europa gela e há até alguns voos a serem cancelados!

Por cá esperamos o meu irmão e o meu sobrinho amanhã...vamos lá a ver se chegam...a minha mãe já me ligou - está preocupada... e gelada! Diz que até o aquecimento parece não dar vazão a tanto frio... Será que o Inverno é mesmo assim e a nossa memória é que é curta, ou isto está mesmo tudo a mudar à velocidade da luz?!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Hoje sim...


Abriu oficialmente a época natalícia, pelo menos cá em casa...

Para fazer jus ao nome deste blogue...

...devo dizer que em verdade e sinceramente agradeço a existência deste tipo de gente porque se não fossem eles o meu filho estaria neste momento a trabalhar, com a responsabilidade de uma casa e sabe Deus que mais… a levar uma vida monótona que provavelmente o levaria a repensá-la daqui a alguns anos quando fosse deveras inconveniente, e sentir-se-ia frustrado por nunca ter visto o mundo.
Assim sendo, obrigada a todos os filhos da mãe por existirem já que se não fossem eles outros não cresceriam.
A minha mãezinha sempre disse: Deus escreve direito por linhas tortas, e ela sabe o que diz...

Desenganos

Não tenho por hábito postar aqui os poemas, mas apeteceu-me dedicar este à Miss Kin, espero que ela goste e que lhe faça algum bem.


Crente que me apaixonei,
Sentindo o amor traído
Cem mil lágrimas chorei
E do meu peito arranquei
Um coração muito ferido

Vivi noites ao relento
Sofri mortes, escuridão
Vi a dor e o desalento
Não há maior sofrimento
Do que a dor duma traição.


Hoje vejo o grande engano,
Pois que falta não me fazes.
De resto não vejo ninguém
Por todos os que passei
Que pudesse ter ao lado.


E são tantos os que oiço
A chorar sem mais medida
Que por vezes me afoito
A pensar que no meu poiso
Não me custou a partida



E sem lamentos p’ra dar
Pensando que sou feliz
Vivo a crença de quem soube


Que não teve quis ou pôde
Porque em verdade não houve
Alguém capaz de me amar.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A liberdade de expressão é uma coisa maravilhosa!

Uma das coisas que me fascina na Internet é poder dizer tudo aquilo que penso, sem pruridos, sem constrangimentos, sem preocupações.
Sou filha de uma época em que poucos diziam o que pensavam; poucos pensavam o que diziam e quase ninguém, na verdade, pensava coisa nenhuma.
Poder dizer tudo o que me vem à cabeça! Tudo o que me aflora a alma! É maravilhoso! E super, super libertador!

Isto hoje é o dia das denúncias! Vai tudo a eito...

Quase que me apetece dizer que qualquer semelhança entre a obra de Daniel Defoe e o Robinson Crusoe que passa na Fox é pura coincidência, mas não posso porque não é. O que é na verdade é uma vigarice; uma inverdade; um adultério. O que é na verdade é a montra de alguém sem imaginação que decidiu apropriar-se de uma obra que não é sua e adulterá-la de forma a tornar-se, pensou ele com certeza, mais comercial – embora lá acrescentar aqui umas coisas pode ser que se venda mais…
É que nem sequer se trata de uma adaptação! Adaptação foi o que foi feito com Romeu e Julieta de Shakespeare. Isto, insisto, é um adultério; uma usurpação; uma infidelidade.

Denúncias - Que país é este?!

O meu filho é cozinheiro. Terminou o curso há cerca de dois anos na Escola de Hotelaria do Estoril. Fez estágio na York House e rumou para Barcelona onde se especializou em cozinha, não sei se em se de vácuo. Por lá fez mais uns pequenos cursos, na mesma escola, uma das melhores, se não a melhor, de Barcelona.
Ainda cá não tinha chegado e já tinha trabalho em Lisboa. Ao fim de algum tempo decidiu que o restaurante onde estava não satisfazia os requisitos exigidos pelos objectivos a que se propôs – mudou de emprego com facilidade.
Entusiasmou-se neste segundo restaurante onde estava a desenvolver e a criar com alguma liberdade, sempre a passar recibos verdes.
Gostaram dele e foram-lhe gradualmente entregando a responsabilidade da cozinha, e da sala, e da abertura da porta, e já diziam «o nosso restaurante»… até lhe falarem em contrato. O meu filho andava feliz, entusiasmado, e pensou em comprar casa.
Um dia vieram ter com ele e pediram-lhe se não se importava de se inscrever no Centro de Emprego. Ele nem sequer se questionou, atarefado com a procura de casa e já a vislumbrar um futuro a curto prazo, lá se foi inscrever. Percebeu-se mais tarde que quem fizesse um contrato sem prazo a alguém inscrito no Centro de Emprego ficaria dispensado de pagar à Segurança Social durante dois anos…
A coisa foi andando e o contrato tardando até que apareceu a casa e o D. decidiu pressionar um pouco a entidade patronal. Algum tempo depois o contrato surgiu ao final de uma noite de trabalho e, junto a este, uma carta! Assina já, disseram, nessa aí não ponhas data.
O D. olhou a carta – o remetente era ele!!! Os destinatários eles!!! A carta dizia que por motivos de ordem particular ele (D.) não poderia continuar a trabalhar ali!!! Não ponhas data, foram as palavras que o meu filho reteve. Sentiu o estômago às voltas, disfarçou, guardou os papéis e disse que ia pensar.
Quando chegou a casa o contrato tinha como título Contrato Sem Prazo; no desenvolvimento da coisa lia-se a determinada altura – Contrato a Prazo, embora nunca, em alínea nenhuma, estivesse especificado de que prazo se tratava. A carta era tão só uma carta de demissão que ele teria de assinar, sem data, se quisesse assinar o contrato de trabalho. Foi exactamente assim que a coisa lhe foi posta – queres contrato, assinas a carta.
Enganado e usado por vigaristas o D. começou imediatamente à procura de um outro emprego, desanimado e descrente que estava na honestidade e na franqueza das pessoas.
Arranjou trabalho num restaurante mais próximo da casa que entretanto já tinha reservado. Um restaurante de um nível mais alto, onde gostaram imediatamente dele e onde lhe garantiram que não só lhe pagariam mais como lhe fariam contrato já que ninguém trabalha lá sem ele.
O D. está a trabalhar cerca de dez horas diárias. Tem o posto que era suposto ter – 1º cozinheiro. Está lá há um mês. Logo no início, quando perguntou quanto iria ganhar, o patrão pôs-lhe a mão no ombro e respondeu, olhos nos olhos, não te preocupes com isso. O meu filho confiou, não se preocupou e esperou… o horário de trabalho foi-se alargando à medida das necessidades; já ultrapassou largamente o número de horas inicial. Entretanto disseram-lhe que teria de trabalhar no Natal e no Ano Novo. Felizmente cancelaram o Natal...
Já passou um mês... e ele ainda não faz ideia de quanto é que vai ganhar!!!!
Há poucos dias voltou a perguntar ao Chefe que lhe respondeu que o patrão era uma pessoa muito ocupada e que, por isso, ainda não tinham falado sobre o assunto!!!!!
Ainda não tinham falado sobre o assunto???!!! Porquê??!! Pagar a quem trabalha é questão de somenos importância??!! Para alguém que tem um negócio as condições dos seus trabalhadores estão fora do âmbito das suas funções???!!! São extras??!! Mas que país é este???!!!! Que patrões, ou talvez melhor – que cabrões são estes???!!!! Quem é esta gente???!!!! Voltámos ao tempo da escravatura??!!!! Onde está a ASAE em casos como este???!!!!
Será que estas bestas têm a noção do mal que estão a fazer??!! Se eu tivesse 20 anos e ao entrar no mundo cheia de vontade e de planos deparasse com um mundo destes, qual seria a minha reacção??!!!
O D. decidiu que não está preparado para enfrentar abutres. Decidiu que precisa de crescer, de ver o mundo, de se encontrar. Provavelmente vou ficar um ano sem ver o meu filho…

Os Sem Número!

Na era das comunicações, em que sempre se sabe quem fala com quem e quando, existem pessoas que insistem em programar as definições dos telemóveis de forma a que a informação do número não chegue aos aparelhos das pessoas com quem parece quererem falar!
Estou convencida que muita gente tem o telemóvel programado assim e não o sabe! mas outros saberão! Outros são do estilo - eu sei muito bem para quem estou a ligar mas tu não tens nada de saber quem é que está a ligar para ti!...
Hoje um Sem Número já me tentou ligar três vezes! Eu respondo SEMPRE às chamadas que não consigo atender. Desde que saiba o número, evidentemente!...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Algures a 100 Km do Cabo de S. Vicente...

... as placas tectónicas resolveram mexer-se, e mexeram-se bem que 6, 1 já um sismo assim para o grandito, e eu aqui sentada ao computador só me deu para me agarrar à secretária e balbuciar para o meu filho - o que é isto?, e a secretária tremeu mais um bocado e eu a repetir - mas o que é isto? como se não soubesse ou não quisesse saber, que há coisas que mais vale não existirem mas não é por nós as ignorarmos que deixam de existir, o que é uma grande chatice, que eu não gosto nada de sismos, ainda me lembro de um bem grande que em 1969 nos tirou a todos da cama e já íamos a descer as escadas e a Terra não parava de tremer... se calhar anda zangada, a menina, por tanto peso de gente que carrega...

Os olhos dos outros

Passei cerca de 12 horas na faculdade!
É uma época lixada esta! Com frequências e trabalhos para entregar!
Dei por mim a pensar, o que não é difícil... mas dei por mim a pensar se isto seria normal! esta vontade, esta energia. E se penso nisso não é por mim! não é por duvidar que seja, é pelos olhos de tantos outros. Ele há de tudo - aqueles que batem palmas; aqueles que ficam de boca aberta; aqueles que invejam a coragem - porque é assim que vêem, como coragem - É preciso coragem para empreender uma cruzada dessas nesta altura do campeonato!, dizem. Não creio que se trate de coragem, mas de estar viva. Tão só de estar viva.
Não consigo andar por andar, fazer por fazer, sem alguma paixão, sem algum sentido. Não sei estar quieta, conformada. Não sei sobreviver.
Mas ainda não falei de todos! fiquei-me pelos que invejam, mas há ainda aqueles que criticam, que me tomam por doida, ou tonta. Não o dizem, mas sentem-no. Abanam a cabeça e perguntam-se porque carga de água é que não me deixo estar quieta, que já tenho idade para ter juízo. E arrogam-se a dizer - porque é que te preocupas com as notas que tens?! estás com medo de não arranjar emprego?! e riem! provavelmente até nem é crítica, é mais os olhos que têm para o ridículo da coisa. Coitados! mal sabem eles que o que lhes dá essa visão do ridículo é a dor de cotovelo!..
Pois eu estou a adorar! E como sou uma adepta ferrenha da formação ao longo da vida, porque sou... e tenho provas disso que ainda não parei com cursos e cursinhos, workshops e etcs., peço a Deus que me dê saúde e força para não prolongar o sacrifício por muito tempo, porque uma coisa pode ser adorada e constituir um sacrifício (leia-se esforço máximo) ao mesmo tempo, e que me vá dando ferramentas para levar o meu barco adiante e poder ir fazendo com ele a viagem que ambiciono. Sim, porque eu tenho planos! não pensem...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Profissões trocadas

Um dos principais requisitos para se ser professor deveria ser o amor às matérias. Não gosta? Não dá. Venha outro.
Veja-se a poesia, por exemplo. Para que serve a poesia? Para transmitir sentimentos?! Não. Para os criar. Para os despertar. A poesia sente-se, não se lê. Quem lê verso a verso, sem alma nenhuma; quem a analisa como quem analisa o motor de um carro, não sabe o que ela é.
Como é que é possível gostar dos Lusíadas com professores assim?!!!!

Das escolhas

Escolham bem os pais dos vossos filhos. Não os escolham pelos bens materiais, mas pelo carácter e pelo tamanho do seu coração.

Escolham-nos pela saúde que faz sempre falta e há males que são hereditários.

Não os escolham pela beleza porque se foram belos por dentro ela estampar-se-á mais cedo ou mais tarde, nos seus rostos.

Escolham-nos pela sua inteligência mais do que pela esperteza, o mundo está cheio de Xicos Espertos mas são os inteligentes que o manterão a rodar e é deles a criatividade e a capacidade de adaptação.

Escolham-nos pela sua coragem, a cobardia é incompatível com a vida.

Escolham bem os pais dos vossos filhos. Eles são determinantes na sua felicidade e no seu encontro com a vida.

Quanto aos caminhos escolham-nos com o coração, mas que ele esteja puro. Não confundam nunca a soberba, a vaidade, o orgulho ou a vingança, com amor.

Escolham-nos com amor e com coragem, porque para escolher é preciso coragem.

Nunca acreditem mais nos outros do que em vós mesmos. Ninguém saberá nunca de vós tanto quanto vós.

Oiçam tudo e todos mas dêem ouvidos apenas a quem lhes falar à alma. Saberão disso sempre que o eco das suas palavras se reflectir dentro de vós.

A vida pode ser maravilhosa. Basta que a encontremos.