Todos nós somos antagónicos. Todos procuramos, incessantemente, dentro e fora de nós. Todos somos múltiplos. Neste espaço, é a minha multiplicidade que se manifesta.
domingo, 16 de maio de 2010
Oportunidades
sábado, 15 de maio de 2010
Não quero crescer
sexta-feira, 14 de maio de 2010
«O barato sai caro» ou como a sovinice engole o dinheiro
Já tinha saudades...
Aqui ficam dois dos melhores poemas que este país alguma vez produziu, na minha modesta opinião, evidentemente.
Já tinha saudades, do bem que me fazem estes momentos que cada vez são menos e que forçosamente terão de voltar a ser mais.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Ainda a p... da lente
quarta-feira, 12 de maio de 2010
O dia hoje...
Se os óculos não fossem tão incómodos já tinha desistido disto. É que volta não volta é esta merda! É que só me apetece dizer asneiras!
Da importância da palavra dita
São pessoas que vivem ao sabor das circunstâncias. Controladas pela vida, circulam tipo bolas de ping-pong, direccionadas pelas «circunstâncias».
Para esse tipo de pessoas aqui fica um alerta: A vida já tem na sua mão o suficiente, que nos aparece em forma de imprevisto ou inesperado. Se cada um de nós não tentar segurar as rédeas da sua própria vida, arrisca-se a que a vida lhe fuja e que, assim de repente, ela deixe completamente de lhe pertencer, sendo que passa a ser a pessoa a pertencer à vida e não o contrário.
Para além disso, o cumprimento da palavra dita é fundamental para a confiança que os outros depositam em nós, e nós mesmos em nós mesmos evidentemente. Saber que podemos contar connosco e saber que os outros sabem que o podem fazer também, ajuda a facilitar este percurso já de si tão complicado.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Fazer jus ao nome aqui do burgo
O que dizer de uma pessoa que reconhece todos os erros e graves pecados da Igreja; de alguém que vê neste Papa um olhar algo diabólico, mas que depois, quando na televisão olha aquela multidão e a recepção e a solidariedade e os ajuntamentos, fica com um nó na garganta e, comovida, prende uma ou outra lágrima traiçoeira?
O que dizer?! Eu pecador me confesso?...ou, Estou a ficar velha?...
segunda-feira, 10 de maio de 2010
SLB
domingo, 9 de maio de 2010
É a falta de silêncio...
sábado, 8 de maio de 2010
Dos livros
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Resiliência
As palavras são como os casacos – adaptam-se às modas. Se eu utilizar a palavra «resiliência» numa conversa com a minha mãe, ou com qualquer pessoa da idade dela, o mais certo é surgir a pergunta – O que é isso?!
O próprio dicionário começa por definir «resiliência» relativamente aos materiais - «energia potencial acumulada por unidade de volume de uma substância elástica, quando deformada elasticamente» [in Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, (2009) p.1381], e só a última designação, a figurativa, se refere ao ser humano. Contudo, hoje em dia, esta palavra tem lutado para tirar do anonimato o seu significado figurativo - «capacidade de defesa e recuperação de uma pessoa perante factores ou condições adversos.» (idem, ibidem). Se isto se deve a um aumento de condições adversas ou a uma maior preocupação em evitar estados de incapacidade mental, não sei. Mas uma coisa é certa, nunca tinha ouvido, ou lido, tanto esta palavra como agora.
Associada ao «stress», ela fecha a porta da nossa transformação em elásticos. Mas, atenção – elásticos capazes de esticar e retornar, quando largados, à sua forma inicial. Para tal, há que saber o limite do elástico e há ainda que ter em atenção a forma como este é largado (não vá embater em algo ou alguém). Assim, estimados terráqueos, desejo-vos uma excelente elasticidade e uma ainda maior resiliência.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
E agora...
Regresso ao passado
Teimoso que só ele, o meu pai insiste em recusar todos os artifícios, hoje em dia tão comuns, que permitem uma vida mais simples e ajudam tanto quem precisa como quem tem de ajudar. Comprei uma prancha para a banheira – não a quer; comprei uma pega para se agarrar – usa o toalheiro, e a minha mãe, velhota que está, é que tem de estar de braços no ar para o ensaboar. Já lhe disse que não é por ele, é por ela, e só assim ele aceita que a prancha se monte amanhã e que outra pega se compre porque uma só serve para entrar, não serve para sair.
A televisão a gritar novelas nocturnas é outra coisa de que vai ter de se desabituar a não ser que endoideça eu. Portanto, já está montada uma mais pequena no quarto para onde ele pode ir ensurdecer com os disparates novelescos e dar descanso à minha mãe que anda há anos a aguentar o que não gosta.
Mimado, isso sim, é o que ele tem sido, o que vale é que me parece que tem bom feitio e lá vai sorrindo às contrariedades, mas uma coisa é certa – é ele quem mais vai sentir esta mudança, que em vez de uma agora tem duas mulheres a rodeá-lo, e uma delas é tão teimosa como ele.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Quanto mais velho pior...
O que fazia sentido ontem, hoje já não faz. Gente que conhecemos, e ou mudou ou fomos nós, cuja companhia nos agradava e agora já não.
As pessoas tendem a refinar com a idade. Pequenas chamas, que ardem ténues, ganham dimensão ao longo dos anos e é quase possível, agora que já vivi uma boa maquia deles, adivinhar o que lá vem.
Pena que sejam precisos também alguns anos para aprendermos isto. Evitar-se-iam alguns constrangimentos se, jovens ainda, soubéssemos que esses pequenos nadas que nos incomodam pontualmente, um dia se transformarão em quase tudo, que incomoda permanentemente.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Rescaldo
Quando, de afogadilho, me desunho para acabar qualquer coisa, fico tão esgotada que o mais sensato seria tirar uns diazitos de férias só para me consolar com a visão da obra pronta, refastelada no sofá sem me mexer. Mas acontece que os dias de férias, se é que se podem chamar assim, foram gastos naquilo que me esgotou. E estou tão esgotada, mas tão esgotada que a minha resistência a qualquer contrariedade está reduzida, sei lá, para aí a um terço vá...ou a um quarto. E quando espero, e quando preciso, MESMO, que tudo corra de feição, o carro começa a guinchar e cá para mim é um rolamento e mais qualquer coisa que estremece quando travo, coitado está velhote e eu abusei dele que carregou que nem um burro, agora toma lá o que é bom para tosse.
Mas a casinha está bem catita e já não dormia tão bem faz tempo, o silêncio é uma bênção, sem camionetas, sem carros a passar durante a noite, sem vizinhos aos gritos, sem cães a ladrar. Só se ouve o canto dos pássaros e quando me sento na varanda tenho horizonte, e algumas árvores, e crianças a brincar no jardim ao sábado, e gente a jogar ténis, pode-se ficar horas ali, só a olhar...
segunda-feira, 3 de maio de 2010
A casa está pronta
É verdade, vou partilhar a casa. Com quem? Com os meus pais.
A vida é assim, uma espiral que se confunde com círculo. Foi com eles que comecei e é comigo que conto que eles acabem. A idade já começou a pesar faz tempo, as alternativas foram analisadas em família e esta foi a solução que mais agradou a todos e a mim parece-me muitíssimo bem. As vantagens são múltiplas e ultrapassam, creio eu, uma ou outra desvantagem que possa surgir e que se prevê. Vou desfrutar de companhia, ter alguém que me espera quando abro a porta e eles vão sentir-se, com certeza, mais apoiados, porque isto de andar a correr de um lado para o outro sempre que algo acontece é muito cansativo.
Podem mudar quando quiserem. A casa está ponta.



