Todos nós somos antagónicos. Todos procuramos, incessantemente, dentro e fora de nós. Todos somos múltiplos. Neste espaço, é a minha multiplicidade que se manifesta.
domingo, 30 de maio de 2010
Ele há cada invenção!!!
sábado, 29 de maio de 2010
E já agora...
Há dias...
Não suporto faltas de respeito; invasões de privacidade; abusos de poder. Não suporto a corrupção nem a mentira. Não suporto a vigarice. A falta de educação dá-me vómitos, a ignorância arrepia-me.
E é por isso que há dias em que só me apetece mudar de país. Há dias em que a desilusão me vence; em que olho o nosso povo e só vejo gente fraca, gente pobre, gente pequenina, e burra e ignorante (e não estou a falar de dinheiro, nem de poder de compra, nem de fome…). Gente que não presta.
Há dias em que só me apetece fazer as malas e zarpar.
O estado não é «pessoa» de bem
Recebi ontem uma notificação de dívida à Segurança Social, relativa à Empresa.
Se há coisa que nós fazemos questão é de não dever nada a ninguém. O montante era, para uma Empresa pequena como a nossa e que tinha acabado de entregar uma boa maquia relativa ao IVA, desconfortável.
Não tínhamos pago, diziam eles, o primeiro mês de actividade.
Vai de remexer em papéis, brancas como a cal e de pernas a tremer, vai de puxar dos dossiers. E lá estava! O famigerado documento. E pago! Então o que é que aconteceu?
Aconteceu que nos enganámos na introdução do mês de referência e, em vez de Agosto, pusemos Setembro.
O que a Segurança Social não viu foi que, de Setembro, tinha dois pagamentos! Nenhuma pessoa de bem esconde o que recebeu a mais e protesta pelo que recebeu a menos mas, mais grave do que isso, muito mais grave, foi o facto de ter andado, esta honorável entidade, a emitir declarações em como não tínhamos dívidas nenhumas, durante todos este meses em que nos andavam a cobrar juros de mora sem nós sabermos.
Pois é verdade, a Segurança Social emitiu, para entregarmos ao banco, três declarações em como estava tudo nos conformes e em dia e, por trás, ia acumulando juros por um suposto pagamento em atraso.
Foderam-se, que nós não devemos nada!
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Mourinho
Mas pessoas como o Mourinho criam e «descriam» laços com a facilidade de quem tem o objectivo de mostrar ao mundo quem manda. Cada vez que um jogador, treinado por ele, levanta uma taça, não é a equipa que ganha – é ele.
A disputa é com ele. É contra ele que os outros jogam. E quando chora, chora por este ou por aquele particular, não chora pela camisola. A camisola a ele, provavelmente, nada lhe diz. Pelo menos não lhe dirá com certeza tanto como os euros de que já não precisa. São tantos!...
quinta-feira, 27 de maio de 2010
As obrigações não existem
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Dia de Aniversário
terça-feira, 25 de maio de 2010
O mundo dos ricos e dos poderosos
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Comparações
Mas sou boa pessoa.
domingo, 23 de maio de 2010
Tudo se encaixou...
Com cedências de ambas as partes, tudo se encaixou.
Parece que agora sim, acabaram as mudanças.
sábado, 22 de maio de 2010
Ainda em mudanças...
São cheiros que se misturam; estilos que se acomodam. O novo e o velho, lado a lado. É preciso mestria.
Se há peças que ficam bem, outras, como a arca, ficam-se pelo singelo papel de «mal (quase) necessário». Há circunstâncias em que o necessário serve o coração e quando o coração está cansado há que conservar o «necessário» não vá ele sofrer de desgosto. Fica-se com a arca, portanto. E, de tão grande que é, não deu trabalho nenhum a escolher o «onde» - não passou do hall de entrada.
Upgrades
O facto de ter os meus pais a viver comigo traz os meus filhos de arrasto.
Agora, dizem eles, é uma casa de família e já há que comer para além do salmão e dos iogurtes de soja.
Quando se vive sozinho compra-se aquilo que se come e pouco mais. Faz-se o mínimo por falta de tempo e os imprevistos sofrem a contradição de terem de ser programados. Hoje voltei à praça. Vamos ser 5 à mesa. Só se perdeu o terraço. Aquele terraço onde se assavam sardinhas. Ganhou-se mais, muito mais.
O meu pai comprou canteiros que dispôs pela varanda para colmatar a falta que o jardim lhe faz. Já não vê tanta televisão como via e dá passeios matutinos pelos campos. Anda feliz.
A minha mãe está mais calma, sente-se apoiada e libertou-se de uma série de tarefas que a cansavam. Diz constantemente que se sente muito melhor.
Só me falta agora a mim, ser capaz de alicerçar o mais solidamente possível esta vida que não anda sem o vil metal e rezar para que tudo corra bem, para que todos os projectos se cumpram e possamos,enfim, viver em paz.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Há dias assim
Os sinais vêm de todo o lado, é o estômago que se aperta, o coração que dispara, a cabeça que dói ao mesmo tempo que os olhos se fecham e os membros entorpecem, de calor e de cansaço.
Perspectivo o Verão já preparado, já agendado, mas na incerteza, sempre na incerteza e no medo que a incerteza trás. Ilusório ou não, é um medo que se esvai quando me mexo, quando faço, quando resolvo, ou acho que sim.
É por isso que enquanto estou parada, enquanto obedeço ao cansaço, o meu coração não descansa. Mas não é no cansaço que se resolvem coisas, que se abordam pessoas, que se tomam decisões. Porque neste mundo o cansaço, o medo e as incertezas confundem-se com incapacidades. Cheiram-se à distância. É preciso respirar fundo, dormir uma noite bem dormida, erguer a cabeça e lutar.
Amanhã será outro dia. Hoje, vou descansar.
Da estupidez e outras limitações
Não há compreensão que lhe valha, nem paciência que aguente.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
«Antes a morte que tal sorte!»
Vivem todos lado a lado. Partilham cama; mesa; casa; bairro.
Oxalá houvesse um limite para a miséria humana! Mas os limites não existem senão impostos por nós.
Se alguma vez ela vos bater à porta, tenha que cara tiver, não a abram. Tranquem as janelas.
As misérias são como as pestes – quando damos por nós estamos infestados.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
E se?...
E se, de repente, um qualquer sistema avaliativo, verdadeiramente honesto e imparcial, tivesse a capacidade de detectar as aptidões de cada um de nós?
E se, de repente, se montasse um sistema capacitado para as desenvolver?
Quantos jardineiros não se transformariam em engenheiros? Quantos engenheiros, não passariam à jardinagem? Hem?
terça-feira, 18 de maio de 2010
Calor
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Não os posso deixar sozinhos!
domingo, 16 de maio de 2010
O Memorial do Convento e o roubo das «vontades»
Haverá maldade maior do que esta de recolher as vontades alheias, se a vontade do padre não era suficiente então talvez a Passarola não devesse ter sido construída. A quantos corpos roubou ela as vontades nunca se saberá, mas que as vontades dos portugueses andam pelas ruas da amargura lá isso andam.
Como pode um país andar para frente sem vontades férreas?! Não pode. E a culpa só pode ser da Blimunda que as roubou.