Todos nós somos antagónicos. Todos procuramos, incessantemente, dentro e fora de nós. Todos somos múltiplos. Neste espaço, é a minha multiplicidade que se manifesta.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Maus hábitos
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Vergonhas
De vez em quando...
Tenho saudades, de vez em quando. Mas ainda bem que é só de vez em quando, não fosse eu cair nessa tristeza de abandono e impossibilidade em que os sonhos por realizar, tantas vezes, nos fazem cair.
domingo, 1 de agosto de 2010
Projecto Moda
O seu, a seu dono
Assim quando o meu filho me disse – Estou aqui na FNAC a mostrar os teus livros à J. Estão em destaque! - O meu coração estremeceu. Por momentos pensei que podiam, por um qualquer milagre ou doideira da editora, ser os, realmente MEUS, livros. Os três que não passaram da primeira edição; que poucos conheceram e de que ainda menos se lembram. – EM DESTAQUE?!! – Exclamei. E ele, muito naturalmente, respondeu que sim e começou a citá-los. – Esses livros não são meus! – reclamei eu.
– Pois. Aqueles que tu reviste…
Já lá vão perto de oitenta obras. Algumas com mais de um volume. É um trabalho que gosto de fazer, mas só o meu filho para ter orgulho em abrir um deles e mostrar à namorada a ficha técnica…
sábado, 31 de julho de 2010
Das férias
Ainda assim tenho conseguido ir para fora cá dentro, nem que seja durante um fim-de-semana prolongado, como fiz o ano passado, e isso já dá para carregar um pouco as baterias que chegam a esta altura do ano e estão tão gastas que trabalham aos solavancos ameaçando parar a qualquer momento se eu não for aproveitando um bocadinho ou outro para as alimentar, num liga-desliga que lá as vai enganando, mas que não dura quase nada.
Este ano está ameaçado por um nonstop que me tem parecido, apesar da aparente inevitabilidade, pouco inteligente. É que apesar da vontade ser soberana, neste caso o que gera a vontade não é um amor transcendente pelo que se faz, mas uma suposta necessidade que pode deitar tudo a perder se acabar em esgotamento físico antes da entrada no novo ano lectivo.
Assim, aguento mais um mesinho e, nas primeiras semanas de Setembro, hei-de arranjar maneira de ir pregar para outra freguesia, nem que seja só por uns dias ou então, há falta de melhor, deixo-me dormir «até vir a mulher da fava rica» que já não consigo suportar o som do despertador às seis e meia da manhã a chatear-me o juízo on and on and on…
Enfim, ou uma coisa ou outra. Mas que tenho de ter uns diazinhos de férias, tenho.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
António Feio

quinta-feira, 29 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Inconveniências
Gente que fez parte de cenários que caíram; que participou em realidades que tiveram o seu fim, são como barómetros que nos ajudam a calcular até que ponto é que o passado ainda mexe connosco. E não interessa sequer se a mudança foi para melhor ou para pior, até porque isso não é linear – se numas coisas piorou, noutras com certeza que melhorou que nada é perfeito.
Contudo, algo é absolutamente imprescindível – é que essas pessoas nos revejam no nosso melhor. Se estão anos sem nos ver, têm de nos rever num dia de glamour. Já basta o facto de estarmos mais velhos; mais pobres; mais gordos.
Ora, um encontro à saída da piscina, de cabelo apanhado e cara lavada, NÃO é o ideal!…
Acordo Ortográfico
Calhou-me em sorte a primeira revisão de acordo com o Acordo Ortográfico.
Não vou mentir. Fez-me um bocado de confusão ver «ótimo» escrito sem «p»; «ato» sem «c» ou «exceto» sem «p», tanto mais que, neste último, eu sou daquelas que pronuncia o «p» - ex-ce-p-to – agora já não…
Contudo, e contra todos aqueles que dizem ser contra o Acordo, parece-me absolutamente lógico, natural, próprio de todas as línguas vivas, que caiam certas letras e certos acentos. Toda a evolução linguística é feita no sentido da economia, de caracteres, perdão - carateres evidentemente. Se este tipo de Acordo não existisse, ainda escreveríamos «farmácia» com «ph» e, quais Camões, estaríamos ainda a usar, em muitas circunstâncias de que agora não me recordo mas existiram acreditem, três «c» em vez dos dois que temos vindo a usar até agora e que, em certas palavras, passarão para um apenas.
Ora digam lá se, nesta vida de correria, não dá jeito escrever o mesmo com menos caracteres?
terça-feira, 27 de julho de 2010
Tomem lá que já almoçaram...
Eu sei que o tema já chateia, mas...
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Shiuuu
Começar o dia...
domingo, 25 de julho de 2010
Das vantagens da idade
Andei anos, muitos, a lutar com um estranho medo que me impedia de resolver pela negativa certas relações que, na verdade, nenhum bem me faziam mas que eu teimava em manter, vá lá saber-se porquê. Sempre que, por qualquer motivo, me deparava com a necessidade de me afirmar e de mandar àquela parte esta ou aquela pessoa, era um pesadelo que me tirava o sonho noites a fio e me ocupava o pensamento durante os dias em que ele me fazia tanta falta para outras coisas bem mais vantajosas. Desde a necessidade de despedir a mulher-a-dias até ao corte com um amigo que afinal não era, iam dias, às vezes meses, de preparação até já não ser possível encarar o dito e as coisas se resolverem por exaustão e abandono.
Quando me libertei desse medo, precisei de refrear todas as angústias guardadas ao longo dos anos e dizer a mim a mesma que passar do oito ao oitenta não é solução para nada e que há que discernir das razões de parte a parte.
Hoje estou mais calma, muito mais calma, e determinada. Enfim em paz comigo mesma, não me custa desligar do que não me interessa ainda que uma certa tristeza não deixe de se instalar, mas por pouco tempo. Se já não é o que antes foi, há que encarar a realidade e tomar medidas. Não deixo de ponderar acerca das minhas razões – há sempre a possibilidade de estar a ver a coisa de um ângulo errado – mas quando tenho razão não há quem ma tire e deixei de ter saco para más criações, burrices ou, o pior de tudo, o mais alarmante – a estupidez. E, se em tempos idos, senti necessidade de «recuperar» aqueles que eu, na minha extraordinária imodéstia, considerava «recuperáveis»; hoje acredito que cada um sabe de si, que cada um tem, com certeza, o seu próprio caminho que não me cabe a mim determinar.
sábado, 24 de julho de 2010
Das repetições
«Deus escreve direito por linhas tortas» é, talvez, o ditado popular mais relevante dessa antiga tomada de consciência em relação à forma como a vida se processa.
Para quem acredita que Deus habita em cada um de nós é mais difícil a exoneração da responsabilidade própria nas escolhas que se fazem. Ainda assim, muitas delas são feitas inconscientemente, como se o nosso inconsciente tivesse um poder de alcance misteriosamente superior - o espírito sabe mais do que a mente, creio ser já uma verdade pois não há boca de onde não se oiça, pela menos uma vez na vida, que dormindo sobre certos assuntos a solução nos surgirá, como se, para tal, nos bastasse apagá-los, temporariamente, da dita.
Tudo tem, assim, uma lógica muito própria - um propósito que verte a nosso favor. Contudo, de pouco nos serve esse «instinto» que nos empurra para certas decisões se nunca chegarmos a compreender o objectivo do caminho a que cada decisão nos leva.
Pensar sobre o que nos acontece, porque é que nos acontece e onde nos leva exactamente o caminho que escolhemos ou o que é que o nosso espírito espera de tal decisão, é primordial, sob a pena de ficarmos agarrados indefinidamente a decisões que nos param no tempo e nos obrigam a ver uma e outra vez os mesmos episódios de certos filmes que já púnhamos de parte, não fosse a nossa, às vezes escassa, visão.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Sou só eu?!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Da lei da morte
Para aqueles que, como eu, acreditam na existência do espírito, o único propósito lógico será o do crescimento espiritual. Tudo o que cá deixamos, quer a nível material quer afectivo, é com os outros que fica, quando fica, em memória que é, quase sempre, temporária. Mesmo aqueles que «através de obras valerosas se vão da lei da morte libertando», mais cedo ou mais tarde cairão no esquecimento, até voltarem a ser, como o foram os antigos, rebuscados. E isso nem sempre acontece.
Assim, fico-me com o propósito do crescimento espiritual já que é o único que para mim faz sentido. Recordo-me, portanto, amiúde, de que morrerei. E, não sabendo como nunca se sabe quando tal acontecerá, é talvez importante estar para isso preparada em qualquer momento, não vá ela surpreender-me e eu andar, depois, para aí perdida sem eira nem beira…
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Numa quase desistência
Ou é isso ou a surdez alheia que me cala num «não vale a pena».
terça-feira, 20 de julho de 2010
Das batalhas
Mantermo-nos firmes nas nossas convicções, visualizando o sucesso e não acreditando noutra coisa que não seja o sucesso, chamá-lo-á e os muros não cairão.
As batalhas são ganhas por aqueles que se acreditam vencedores e não pelos exércitos mais numerosos. Que o digam os Castelhanos.
