segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O meu reino...

...por uma cabana à beira-mar, rodeada de árvores e uma rede para me deitar.

Alienígenas e assim...

Não percebo nada de ficção científica. Não sei quem foi o pai, ou se há um pai, destas andanças. Mas gostei de ler Júlio Verne e sei que de todas as suas imaginativas obras, à época em que foram escritas, apenas uma ainda não se realizou - a Viagem ao Centro da Terra.
Mais tarde, muito mais tarde, apareceu 2001 Odisseia no Espaço, com as suas naves sofisticadíssimas. Daí até às invasões alienígenas foi um saltinho. Com extraterrestres compridos e verdes, ou mesmo castanhos, sem forma humana, até que os Homens de Negro nos vieram meter na cabeça que muitos de nós somos eles.
Agora, cada filme que se vê de ficção científica comporta organismos inteligentíssimos que nos roubam a «carcaça»!...e eu já pensei cá p’ra comigo: Tu queres ver A.M. que é por isso que há dias em que parece estares rodeada de gente doida?!...É que naves já temos; extraterrestres há muito quem diga que existem sim senhor e que até já houve quem os visse! Só falta mesmo esta dos organismos inteligentes e eu tenho por mim que a ficção científica funciona muitas das vezes como uma premonição. Ou isso ou há quem saiba coisas que a maioria desconhece…Medo! Muito Medo!...

domingo, 8 de agosto de 2010

Hoje quero chuva

A pouca chuva que caiu serviu para transformar o pó dos carros em terra. Bom mesmo era que caísse uma bela de uma carga d’água que os lavasse, já agora…; que refrescasse o ar e humedecesse a terra. Isso sim, seria um belo de um domingo. A partir de amanhã poderia voltar o sol, mas hoje ficávamo-nos com o cheiro da terra molhada.

Palavras que merecem ser recuperadas



"Homessa" - porque é giro, prático e até vem no dicionário.

Somos capazes de dizer em várias circunstâncias - "Olha 

qu’essa!!!", mas não dizemos "Homessa!".

Acho mal.

Por exemplo:

- O compadre já viu?! Este malvado deste tempo?!

- Homessa amigo! Há lá coisa melhor qu’uma chuvinha p’r 
assentar a poeira!

Ou:

- Amanhã não dá p'ra ir à praia!

- Homessa! Então porquê?!

São ou não momentos dignos de um valente "Homessa!"


Homessa - diriam vocês agora -, mas é claro que são!

sábado, 7 de agosto de 2010

Particularidades das palavras

Por vezes as palavras surgem ao longe e tão rápidas que se não forem agarradas de imediato nos fogem e aquele texto, tão promissor, deixa de o ser.
Quando isso me acontece, esteja onde estiver, salto para o computador ou puxo da caneta e registo-as o mais rapidamente possível. Por estarem longe, tão longe como as imagens que requerem instrumentos de longo alcance e muita concentração para as conseguirmos definir, é fundamental que ninguém se mexa, que nada bula, que tudo se concentre naquelas palavras vagabundas e fugidias, as mais preciosas, as melhores. Nada que venha depois as poderá substituir, nunca.
Nem toda a gente conhece esta particularidade das palavras. Nem toda a gente compreende a irritabilidade dos caçadores quando, por ignorância, um ai se solta no momento em que o dedo está prestes a puxar o gatilho. E a caça foge.

Pensei em chamar a este post «Da fragilidade humana», mas achei demasiado pretensioso, já que sobre ela muito mais há a dizer...

Nós somos frágeis. Muito mais frágeis do que aquilo que gostamos de fazer crer. E apesar de todos, em determinada fase do nosso crescimento, termos pressa de crescer, na verdade gostaríamos de ficar toda a vida pequeninos, para que outros tomassem conta de nós.
Essa pequenez, não em tamanho mas em infantilidade, regressa à medida que a idade avança. Como se dela nunca devêssemos ter saído.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ao ponto a que uma pessoa chega!

Hoje dei comigo a tentar enfiar um par de óculos sem tirar os que tinha postos e levei alguns segundos a perceber porque carga d'água é que os estupores não entravam nas orelhas!

Tadinhos dos leõezinhos...

Antes de mais quero deixar bem claro que sou do Sporting. Quer dizer, não sou sócia nem nada disso. Sou simpatizante. É uma tradição de família.
Apesar disso não resisto: Os coitaditos ficaram nervosos porque os adeptos assobiaram!!...coitados! Isso não se faz adeptos! Então assobia-se assim?! Não vêem que põem as pessoas nervosas?!
E ficaram sem bola! Tsh tsh – sem bola!... A outra equipa usurpou-lhes a bola!... Outra coisa que não se faz!
Tenho tanta pena deles!...

Dos homens e das mulheres

Uma das coisas que me orgulha em nós, mulheres, é o facto de termos sido, durante séculos, religiosamente afastadas das chamadas «actividades masculinas» e termos, em pouco tempo, conseguido recuperar estoicamente todo esse tempo perdido e sermos, nos dias que correm, melhores do que eles em muitas circunstâncias, por exemplo na condução.
Embora ainda gostem de fazer piadinhas acerca da forma como as mulheres conduzem, nabos são muitos deles, mas NABOS MESMO. E só a faltinha de jeito e o medo que sentem é que os obrigam a proferir os impropérios que proferem e que ainda os tornam mais pequeninos.
A todos aqueles que gritam e fazem gestos obscenos; que aceleram sempre que um carro ameaça passar-lhes à dianteira e que depois estão meia hora para tirar o carro da garagem deixando que uma fila se vá formando porque, atravessados na estrada, se vêem aflitos para endireitar o dito, acabando por deixar a viatura estacionada em contra mão -VÃO MAS É A PRENDER A CONDUZIR PÁ!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O dinheiro, sempre o dinheiro

Para que uma empresa cresça são precisos clientes; para se ter clientes tem de haver um bom serviço (e barato, o que cada vez é mais difícil já que praticamente metade daquilo que se factura é para alimentar Estado; Bancos e Seguradoras...); para haver um bom serviço temos de trabalhar como se não precisássemos de dinheiro e para trabalhar como se não precisássemos de dinheiro teríamos, de facto, de o ter ou, pelo menos, que a sua falta não nos tirasse o sono...
E assim se fecha o círculo, sem saber o que fazer - se correr aos bancos, que é o que todos fazem mas eu gostava de não ter de o fazer (de facto sonho permanentemente, já tive oportunidade de o dizer, com o dia em que chego lá, pago tudo e os mando àquela parte...); se continuar a andar para a frente a ver o que acontece e rezar todos os dias, todas as semanas e todos os meses que a coisa ande, pelo menos ao mesmo ritmo com que tem andado até aqui...e que, pelo caminho, não me dê uma travadinha...; se desistir desta história e voltar aos recibos verdes - isentos de IVA; isentos de retenção, que é o que esta gente merece. E ainda falam de incentivos às pequenas empresas!...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

E envergonharem-se, não?!...

É extraordinário o estado a que certas pessoas se deixam chegar. Não é só a obesidade; é o desleixo; a desvergonha.
Passeiam-se, quais baleias, de biquíni que mal se vê porque a barriga não deixa, ou de calções minúsculos cuja parte da frente não vê sol nem água porque o umbigo alinha com a parte de cima das coxas que, para se movimentarem coitadas, têm de andar bem afastadas uma da outra não vá o interior assar.
E não, não é doença, é desleixo. Esta gente não teme os ataques cardíacos?! Não tem espelhos em casa que lhes dê consciência que com corpos assim o melhor é usarem fatos de banho ou calções compridos?! E depois, que mal fiz eu a Deus para ter de levar com espectáculos destes?!
Hoje, na piscina, uma mulher de idade incerta mas seguramente avançada; que com certeza engoliu, em determinada altura do seu percurso vivencial, um buda, plantou-se à nossa frente num diminuto biquíni ao qual resolveu tirar as alças e foi um por um triz que não nos agraciou, a todos, com o maravilhoso espectáculo da sua nudez. Por amor de Deus!...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Maus hábitos

Sou daquelas pessoas que não devia almoçar. Deveria andar a manhã toda a «petiscar» - uma maçã agora; um iogurte mais tarde; mais uma peça de fruta...vá lá, no máximo um prato de sopa a meio do dia. Depois jantava cedo, tipo seis da tarde, como deve de ser.
É que o almoço tira-me a energia toda! Derreia-me! Acabo de comer e, se não me deito nem que seja um quarto de hora, ando por aí a arrastar o esqueleto e a desejar cama, para «despertar» novamente para a vida ao final da tarde, quando já não é preciso!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vergonhas

Com gajos a receberem reformas milionárias e salários obscenos, o Estado resolve fazer poupanças à custa de desgraçados que não têm onde cair mortos!

De vez em quando...

...tenho saudades do amor. Daquele amor profundo que envolve corpos e almas e que transforma, ainda que por momentos, dois na ilusão de um. Daquele amor cúmplice, que se sabe com o olhar; que se sente quando por ele se passa como se uma nuvem etérea envolvesse os envolvidos. De vez em quando tenho saudades e, em rewind, busco o que tive de mais parecido - o que mais me aproximou desse estado que se diz existir e eu sei que sim porque lhe vi a sombra, curta, reflectida em mim. Só o que existe projecta sombra.
Tenho saudades, de vez em quando. Mas ainda bem que é só de vez em quando, não fosse eu cair nessa tristeza de abandono e impossibilidade em que os sonhos por realizar, tantas vezes, nos fazem cair.

domingo, 1 de agosto de 2010

Projecto Moda

Não sei se a minha curiosidade na criatividade dos concorrentes vai conseguir superar as agonias que sinto cada vez que a Nayma abre a boca.

O seu, a seu dono

Ninguém liga nenhuma aos revisores a não ser, evidentemente, se se estiver a ler um livro cheio de erros, aí sim, dá-se uma vista de olhos à ficha técnica para ver quem terá sido a besta que o reviu.
Assim quando o meu filho me disse – Estou aqui na FNAC a mostrar os teus livros à J. Estão em destaque! - O meu coração estremeceu. Por momentos pensei que podiam, por um qualquer milagre ou doideira da editora, ser os, realmente MEUS, livros. Os três que não passaram da primeira edição; que poucos conheceram e de que ainda menos se lembram. – EM DESTAQUE?!! – Exclamei. E ele, muito naturalmente, respondeu que sim e começou a citá-los. – Esses livros não são meus! – reclamei eu.
– Pois. Aqueles que tu reviste…
Já lá vão perto de oitenta obras. Algumas com mais de um volume. É um trabalho que gosto de fazer, mas só o meu filho para ter orgulho em abrir um deles e mostrar à namorada a ficha técnica…

sábado, 31 de julho de 2010

Das férias

Férias férias, daquelas a sério em que se fazem as malas e se zarpa daqui pelo menos durante uma semana, há muito tempo que não tenho. Eu! Que noutras épocas chegava a apanhar aviões três ou quatro vezes por ano!
Ainda assim tenho conseguido ir para fora cá dentro, nem que seja durante um fim-de-semana prolongado, como fiz o ano passado, e isso já dá para carregar um pouco as baterias que chegam a esta altura do ano e estão tão gastas que trabalham aos solavancos ameaçando parar a qualquer momento se eu não for aproveitando um bocadinho ou outro para as alimentar, num liga-desliga que lá as vai enganando, mas que não dura quase nada.
Este ano está ameaçado por um nonstop que me tem parecido, apesar da aparente inevitabilidade, pouco inteligente. É que apesar da vontade ser soberana, neste caso o que gera a vontade não é um amor transcendente pelo que se faz, mas uma suposta necessidade que pode deitar tudo a perder se acabar em esgotamento físico antes da entrada no novo ano lectivo.
Assim, aguento mais um mesinho e, nas primeiras semanas de Setembro, hei-de arranjar maneira de ir pregar para outra freguesia, nem que seja só por uns dias ou então, há falta de melhor, deixo-me dormir «até vir a mulher da fava rica» que já não consigo suportar o som do despertador às seis e meia da manhã a chatear-me o juízo on and on and on
Enfim, ou uma coisa ou outra. Mas que tenho de ter uns diazinhos de férias, tenho.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

António Feio


Lembro-me dele miúdo, tal como eu que a diferença de idades é mínima. Na época corria o boato que era filho do Engº Sousa Veloso e que, só por isso, aparecia na televisão. Dantes, como agora, as pessoas eram mazinhas e se agora é comum, por via das novelas, apareceram crianças a representar, quando éramos miúdos nem tanto. Logo, se uma aparecia, tinha de ser filha de alguém já conhecido...

Nunca achei grande piada às Conversas da Treta mas vi mais do que uma vez a peça Arte. Confesso que sempre gostei mais do José Pedro Gomes. António Feio lembra-me a vida, é tudo. Até na morte, me lembra a vida - a minha. É um raio de uma doença esta! São raros aqueles que ela poupa e, quanto às idades, anda sempre pelas mesmas...mais coisa menos coisa.

Que descanse em paz. Creio que o fará. Teve tempo e espírito para se preparar...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Estou tão cansada, tão cansada, tão cansada, que a única coisa que consigo dizer, ou mesmo pensar, é esta - estou mesmo muito cansada.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Inconveniências

A não ser que se mude de terra; de nome e de profissão, o risco de nos cruzarmos com fantasmas do passado existe, o que é bom porque é a grande oportunidade de testarmos até que ponto o passado está ou não resolvido e, caso esteja, se muito; pouco ou assim assim…
Gente que fez parte de cenários que caíram; que participou em realidades que tiveram o seu fim, são como barómetros que nos ajudam a calcular até que ponto é que o passado ainda mexe connosco. E não interessa sequer se a mudança foi para melhor ou para pior, até porque isso não é linear – se numas coisas piorou, noutras com certeza que melhorou que nada é perfeito.
Contudo, algo é absolutamente imprescindível – é que essas pessoas nos revejam no nosso melhor. Se estão anos sem nos ver, têm de nos rever num dia de glamour. Já basta o facto de estarmos mais velhos; mais pobres; mais gordos.
Ora, um encontro à saída da piscina, de cabelo apanhado e cara lavada, NÃO é o ideal!…