sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ó cum caraças!!!!!!!

Nunca pensei vir a sentir (também é verdade que nunca me passou pela cabeça, sequer, pensar sobre isso…) a aflição do Governo tão próxima de mim, tão directa, tão óbvia e…tão filha da puta.
Sinto-me literalmente rodeada por instituições que «lutam» desesperadamente por alguns tostões e fazem-no despudoradamente como quem se vira para um pobre e diz: Temos pena, mas a partir de hoje é proibido andar de camisa. Faça favor de a tirar.
Outras há bem mais cínicas. Rodeiam-nos de burocracias e dificuldades e ficam à espera dos enganos e das desistências. Bolsas de Estudo?! CLARO! CLARO QUE ATRIBUÍMOS! Mas agora, se não se importa, repita lá tudo o que nos disse há 4 meses atrás, sem enganos por favor e, já agora, não se importa de nos facilitar os papeizinhos todos que entregou a tempo e horas? É que são precisos outra vez. Mudou a legislação…
Se fossem todos levar num sítio que eu cá sei...

Dos ovos e dos sonhos - E se forem Fabergé?


Levei a noite inteira a sonhar com eles!
Diz* que ovos é bom, jóias nem por isso...a não ser que as percamos!
Bem, pensando bem, tive-os na mão, mas nem eram meus!...
* in Grande Dicionário dos Sonhos, TodoLivro

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Depois da tempestade...

Já estou um bocadinho mais calma. Isto por muito controle que se tenha, ou se julgue ter, sobre a vida e a forma como a encaramos, há sempre momentos em que o controle vai p’rás urtigas e o desespero se instala – ai ai ai que desta é que é! Ai que não me aguento!...
Para completar o ramalhete calhou-me em sorte a revisão de uma obra sobre macroeconomia, de um autor prestigiadíssimo que me deixa ainda mais deprimida - só dou com os olhos em termos complicadíssimos; fórmulas esquisitas e raciocínios elaborados e penso cá para comigo, mas quem é que vai compreender isto?! Ai meu Deus se este homem tem soluções e ninguém as entende o que vai ser de nós que vamos todos pelo cano e isto nunca mais se endireita!... Mas isto sou eu, e a minha fraca fé nos técnicos da nossa praça, a pensar…
Verdade verdadinha é que já passei por situações bem mais complicadas e não só sobrevivi como singrei. Portanto upa upa que isto há-de ir.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Consultor/a Precisa-se

Alguém absolutamente isento em frente do qual eu possa explanar toda a minha vidinha profissional, económica e seus derivados, e que me saiba dar bons conselhos mas que, sobretudo, me ajude a encontrar soluções viáveis porque eu, como de resto todos nós, quando me embrenho cegamente no trabalho deixo de ter olhos para o analisar. Isto ou se trabalha ou se pensa. E quando se pensa não se existe. E o que eu quero mesmo, o que eu gosto mesmo, é de existir...
Consultor/a precisa-se! E que trabalhe de borla. Anda tanta gente por aí que ADORA dar conselhos! Pois que os dê. Estou a precisar.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Conspiração, só pode!

Isto não está mesmo nada fácil e já me passou pela cabeça que se trata de uma qualquer conspiração para me levar o pouco que ainda tenho, ele é carro, ele é casa, ainda agora me mudei e já tenho de contribuir para a pintura do prédio, o carro coitado já lhe vão pesando os anos e o orçamento para lhe dar algum gás por mais uns tempos (longos, espero eu...) é de ir às lágrimas, ou a coisa vira e eu começo realmente a colher os frutos de um trabalho que tem sido árduo ou pego mas é na trouxa e vou pregar para outra freguesia.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Voltei

Agora sim, voltei. Vencida pela sobrevivência, não convencida quanto aos benefícios do trabalho porque, se ele dá saúde, o descanso dá-a com muito mais eficácia e menos esforço, logo é muito mais adequado a estes tempos de crise.

Convenhamos que depois de três dias aqui me passou pela cabeça a reformulação, mais uma, desta forma de por cá andar. Mas dado o avanço da idade e a perspectiva de alguma falta de força o melhor mesmo é deixar-me ficar onde estou, e rezar para que ela, a força, não me falte antes de tempo. Até porque hoje passei por um atrasado mental qualquer que me gritou que eu ia ter um AVC só porque me viu a fumar… até se me puseram os cabelos em pé e em surdina atirei-lha de volta, a profecia, e murmurei entre dentes – a tua mãe.

Sei que prometi mais informação mas, acreditem, está tudo aqui. O encantamento por que passei na presença deste projecto; a maravilha de saber que há gente suficientemente revolucionária para pensar e executar (porque o pensar nem sempre é o mais difícil), projectos de vida verdadeiramente alternativos, deixa-me sem palavras e sem bagagem para acrescentos àquilo que por eles é dito. Isso e a má disposição que me assolou esta manhã quando tomei consciência da demasiadamente rápida semana à qual dificilmente poderei chamar Férias.

A boa notícia é que se tenho estado sozinha, porque tenho, agora deixei de o estar. E isso dá-me força.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Até para a semana


Fiquem com Deus. Divirtam-se. Pr'á semana estou de volta.

A Saga da Segurança Social

Ao cabo de dois meses de cartas registadas; telefonemas; visitas com direito a duas páginas no livro de reclamações e, não nego, alguns insultos, a Segurança Social emitiu o seu parecer: depois de analisadas todas as reclamações a Segurança Social reconheceu que, na verdade, não existia dívida, isto é, tudo tinha sido SEMPRE pago a tempo e horas mas, ainda assim, nós teríamos de pagar juros de mora e custas, no valor de pouco menos de dezassete euros.
Seguiram-se mais duas cartas para as suas mais altas esferas numa tentativa de compreender porque carga d’água é que nós, não devendo nem N-U-N-C-A tendo devido, tínhamos de pagar custas e JUROS DE MORA!!! Juros de mora de quê?! E terminavam as cartas com uma singela frase em que eu explicava às destinatárias que ele há muitas formas de roubar e que esta, minhas senhoras, seria uma delas…
Mais um mês se passou e ontem, dia de despedida já que hoje penso meter pés, aliás rodas, ao caminho e esquecer-me disto pelo menos por uma semana, vi-me em braços com um nota de pagamento única, com a merda dos dezasseis euros e noventa e tal cêntimos para pagar!
Não é pela importância, evidentemente, é pelo princípio. Se nunca devi, não posso ter acumulado juros de mora. Se não acumulei juros de mora, não tenho de pagar qualquer tipo de custas.
Esta equação parece-me, a mim, mais do que lógica. Por isso, agarrei no telefone e vá de ligar.
Atendeu-me um senhor que depois de ter ouvido o motivo do telefonema me pediu para aguardar que ia passar a quem de direito. Aguardei.
Ele voltou passado um bocadinho. Que a colega não estava. Ia passar a outra.
Voltou passado um bocado. A outra também não estava. «Mas a senhora se não se importa vai-me deixar todos os dados que, mais tarde, entraremos em contacto.»
E eu vá de desabafar: e porque assim; e porque assado; inadmissível…e blablablabla…tome lá o número do processo; e porque ainda por cima mandam-me uma coisa a dia 27 com prazo limite a 31, é claro que só recebi depois do prazo limite, mas ainda assim NÃO PAGO, não quero saber se são só dezassete euros. Não tenho nada de pagar!
Esteja descansada, dizia-me ele, que entraremos em contacto. E com quem falei? pergunto eu que gosto de tomar nota destas coisas todas. Com o vigilante P.V., responde-me ele despreocupadamente!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Da União e da Força

A união faz a força; aumenta exponencialmente as possibilidades , todas, e resolve qualquer problema.
Toda a gente sabe isto. Toda a gente sabe isto e são poucos os que não aceitam unir-se por uma causa que seja justa, por um objectivo que seja comum. Desde que apareça, é claro, um unificador. E não pode, evidentemente, ser um unificador fraquinho, tem de ser alguém a explodir de vontade e de razão; de entusiasmo e de fé.
É isso que nos falta, a nós, humanos – verdadeiros unificadores. Aqueles que pensam ter adoptado esse papel já o desempenham há tanto tempo que se lhes esvaíram os requisitos fundamentais. Já nenhum de nós acredita em causas, ou poucos acreditam…, já ninguém confia nos líderes que para aí andam. E depois, como em tudo, quanto mais extenso for o território maior a dificuldade. Experimentem lá unir meia dúzia de pessoas, que lhes sejam próximas, para resolver um problema familiar…é que é num ápice! Ninguém diz que não e, nos corações, fica aquela sensação reconfortante de se ter contribuído para a alegria de alguém.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O último dia

Acabou a Colónia. Despedimo-nos das crianças. E dos pais das crianças. E os abraços e os beijos; e os agradecimentos e a satisfação, pesaram muito mais do que os rendimentos. E se o dinheiro é importante, porque é, nada é mais importante do que o reconhecimento do sucesso.
Esta primeira Colónia foi um verdadeiro sucesso. E eu estou feliz.
Para o ano há mais. Agora vou ficar comigo e com os meus particulares afectos, durante uns dias – bem mereço.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Nasce connosco, está-nos no sangue

Têm quatro anos. Ela desfila enquanto ele faz flexões, deitado no chão. Dizem-se namorados e estão a brincar às casinhas. Ele troca, sistematicamente e com precisão, os Rs pelos Ls e vice versa. Fala compassado como se cada sílaba tivesse de ser antecipadamente pensada. Tratam-se por querido e quelida.

Ela está sentada numa cadeira com os pés apoiados noutra - está em casa dela.

Diz ele: - E agola eu passava pela tua casa e tu vias como eu ela rindo.

Ele passa, devagar e sacudindo o cabelo, pela frente dela.

Diz ela: - Aiii! Que senhor tão linnndo!!!

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Agora ela está a enviar-lhe um sms, escrito na palma da mão aberta, porque ele está doente, deitado ao comprido em cima de três cadeiras.
À medida que vai teclando vai verbalizando o texto: «Espero que estejas melhor. Gosto de ti. Beijos.»

domingo, 29 de agosto de 2010

Ninguém perguntou...

...mas, ainda assim: o fim-de-semana foi óptimo, obrigada.
Há muito muito muito tempo, que não descontraía; que não estava tão desassossegadamente sossegada.
Um grande Bem Haja, por isto e muito mais, a este fim-de-semana que passou. Amanhã volta a rotina, mas por pouco tempo. As férias estão já aí... Sou uma mulher de sorte, e mais não digo.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Da hora certa; do momento certo...

Há quem defenda que tudo acontece no momento certo, na hora certa, quando tem de ser. Nas redes sociais abundam os lugares comuns que gritam exactamente isso, que se não aconteceu antes foi porque não se estava preparado, não tinha chegado a hora e blábláblá...

Há frases dessas que me convencem, outras que nem por isso. As que defendem esta precisão estão na lista das nem por isso.

A não ser que eu não tenha a mínima percepção da «hora certa» ou do «momento certo», esta sensação de que as decisões importantes da minha vida estão constantemente desencontradas dos acontecimentos involuntários primordiais, não me abandona. O, se eu soubesse que isto ia acontecer teria esperado ou, que chatice isto devia ter acontecido antes de..., são sentimentos recorrentes nesta minha corrida de obstáculos que tenho feito sempre na perspectiva de chegar a uma pista e poder, a título de compensação, participar, vá lá, na pior das hipóteses, já que isto não permite a caminhada contemplativa, nas competições de marcha.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

De certos pais e de certos filhos

Há pais que não gostam dos filhos. Que não conseguem esconder aquele sentimento de desânimo ou frustração cada vez que os olham, porque os petizes não correspondem àquelas extraordinárias expectativas que sobre eles tombaram, logo à nascença.

Depois, em jeito de compensação, têm as atitudes mais primárias como se elas tivessem o estranho poder de lhes lavar a alma a abarrotar de uma culpa que negam porque só o coração lhe conhece a raiz.

O pior é que essas atitudes, grosso modo, agravam ainda mais o fraco ego dos pequenotes que se sentem não-amados e depois, super-protegidos, passam a sentir-se incapazes e incompetentes.

Assim se vão criando pequenos monstros capazes de tudo para chamar as atenções - desde as atitudes mais apalermadas àquelas mais violentas que são, de resto, as que dentro deles tendem a crescer mais e mais...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Universalidade

A mais levianamente pretensiosa de todas as palavras.
A culpa até que nem é dela, coitada, que não tem voto na matéria e limita-se a existir. A culpa é de quem a emprega sem saber o que diz porque tomar o mundo pelo Universo é não ter, de todo, a noção de dimensão – nem própria, nem alheia.
Mas tudo isto vem a propósito de uma notícia que ouvi hoje e que me deixou empolgada. É que foi descoberto, por portugueses, um sistema solar perto de nós, com sete planetas sendo que um deles é pequeninino como a Terra, ou quase tão… (qualquer coisa como 1,4 vezes se não me engano).
Portanto, meus amigos, as esperanças de termos ponto de fuga crescem de dia para dia, animem-se os «universalistas» que daqui a mais dois ou três séculos já poderão usar com muito mais substância a vossa universalidade.
P.S. – Se calhar estou a ser pessimista! Isto com a tecnologia nunca se sabe

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Não não adormeci...ainda...

Ainda assim, há muitas formas de sono e o facto é que eu, ao fim de um ano sem parar, tenho evoluído para uma forma mais ou menos amorfa de morta-viva, que é como quem diz - ando a dormir em pé.

O que vale é que está a chegar ao fim! O que vale é que é quase dia 3 e eu, a despeito de tudo, vou-me pirar daqui. Vou para o campo! Vou fazer aquachi, ou lá como é que se chama; vou construir coisas com terra; vou viver no meio da Natureza - vou estar fora sete dias.
Eu sei que é uma merda mas é melhor do que nada (os sete dias, não o campo evidentemente, que eu amo de coração e que só me faz é bem porque, ao contrário das gentes, as árvores não nos enchem a cabeça de sons, muitas vezes bem confusos, antes pelo contrário - são bem capazes de nos aturar todas as pancadas e ainda nos acalmam os nervos...)

Até lá estou-me a aguentar muito bem e como duas das minhas quatro actividades estão suspensas por duas semanas! imagine-se! MILAGRE!, ainda vou conseguir dar um salto ao cabeleireiro, que já não me põe a vista em cima há bem um ano, antes de partir.

Agora, ridículo ridículo é este entusiasmo por causa de sete dias de férias! Isso sim é tão ridículo que quase toca as raias da pelintrice. Ou talvez não! Ou talvez seja este entusiasmo o que me salva! É que quem consegue entusiasmar-se assim com tão pouco, ou é porque nada tem, ou é porque está tão viva tão viva, que todos os pormenores contam. E se eu ainda estou de pé, só pode ser porque estou tão viva tão viva...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Do respeito

Desconfio que já aqui referi este tema - em mais de mil pequenos textos é natural que me repita - se for esse o caso considerem que não se trata de uma repetição mas de uma «alembradura». Eu não me repito, «alembro-me». E ele há temas que devem ser «alembrados».
Se me contradisser, é porque estou a evoluir. Se me mantiver firme nas minhas convicções, é porque há muito que finalizei o meu processo evolutivo (hihihihi).

Infelizmente a imagem que tenho dos seniores mais cresciditos da nossa praça não é muito abonatória no que concerne à educação. Tenho por mim que não a tiveram esmerada e não é à toa que digo isto - trata-se de largos anos de experiência a levar com idosos a quererem furar filas; a empurrarem sempre que podem; a não pedirem licença para nada, como se a idade lhes trouxesse o estranho direito de ignorar os outros, principalmente os mais novos. Provavelmente porque era moda lidar com os mais novos como se eles não fizessem parte do mundo. Párias, sem direitos!
Ontem constatei que afinal não é bicho que tenha dado na fruta nacional porque, se de bicho da fruta se trata, ele propagou-se por longínquas paragens.
No jardim de Belém tive de explicar a um estrangeiro que o facto de ele ser velho não significa que possa empurrar, isso mesmo - empurrar, porque foi o que ele fez - duas crianças para o lado, de forma a arranjar espaço para sentar um rabo gordo que ocupa, bem à vontade, dois lugares! (Note-se que éramos nove de vários tamanhos a ocupar um pequeno banco de jardim, do qual ele decidiu usurpar um cantinho assim que para isso teve oportunidade!). Nem: Dá-me licença; nem: Desculpe, estou cansado; nem o raio que o parta! Nada! Respeito, zero!
Estas criaturas não foram respeitadas em criança. Fazem parte de um tipo de educação em que às crianças não são dadas oportunidades de se manifestarem, e de uma época em que poucos sabiam que elas, as crianças, aprendem por imitação. Logo, se forem respeitadas, respeitarão - foi o que tive de explicar ao senhor que ainda por cima era mentiroso e dissimulado, convencido que eu não tinha assistido, de corpo presente e olhar vivo, à cena em questão.
Vamos lá a ver mas é se aprendem a respeitar os mais novos, que lá pelo facto de andarem por cá há menos tempo não merecem menos respeito por isso! Para além de que, já que o futuro se perspectiva tão desastroso, ao menos que daqui a uns anitos tenhamos um mundo de gente respeitadora. Já seria uma bela de uma evolução!