Por muito complicada que seja a vida, que às vezes é, ela é sempre mais simples quando não estamos sozinhos, quando temos à nossa volta gente que nos quer bem e que está pronta a ajudar nas horas de maior sufoco. Quanto é que isso vale? Tudo! Mais do que qualquer ouro; mais do que qualquer fortuna. Tudo. E eu sou rica.
Todos nós somos antagónicos. Todos procuramos, incessantemente, dentro e fora de nós. Todos somos múltiplos. Neste espaço, é a minha multiplicidade que se manifesta.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Da influência dos ânimos
Em tempos difíceis como este, parece que os ânimos oscilam entre o pessimismo e o optimismo.
No meio costumava estar a normalidade, mas deve-se ter cansado e fugiu para a esperança que pelos vistos é mesmo verde, daquele verde de que se alimentam certos animais... daí que não se encontre em lado nenhum, nem a esperança e nem a normalidade.
De resto a esperança alberga tudo o que é bom e rejeita tudo o que é mau. Por ausência de egoísmo alguma coisa tem de ficar para o medo…
Mas o mais estranho, no meio disto tudo, é a forma como os ânimos influenciam os acontecimentos. Ontem não foi um dia fácil. Nem fácil nem agradável no que diz respeito a tudo o que pode influenciar o ânimo. Por consequência a noite foi de pesadelos e o despertar de hoje… enfim, nem vale a pena comentar… a questão é que tudo empanou como se o país tivesse sido assolado, de repente, por uma epidemia qualquer que lhe tolheu os mecanismos e, enquanto eu jazia, transida de pânico, agarrada ao volante do automóvel, todos os outros condutores sofreram, na certa, do mesmo mal e, pelas nove e tal da manhã, as filas de trânsito acumularam-se sem razão aparentemente objectiva.
E, voltando ao mais estranho dos estranhos, tudo se aliviou no momento em que a erva da esperança, a tal que de vez em quando é manjar de certos animais, voltou a despontar viçosa mas quebradiça, que os tempos, como já disse, são suficientemente difíceis para que ela não se aguente firme e hirta.
Chamem-me doida, mas que o ânimo influencia grandemente os acontecimentos reais, influencia. Pode até não mudar o âmago, mas muda o superficial e isso é, muitas vezes, o suficiente para se arranjar as forças necessárias para, senão mudar, pelo menos chocalhar o que é vital.
Trabalhem-se os ânimos e pode ser que se consiga alguma coisa no meio desta embrulhada que é o nosso incertíssimo futuro. Alguma razão os brasileiros hão-de ter quando apregoam os benefícios do espírito positivo, ao fim e ao cabo é um povo que percebe bem o que são dificuldades...
No meio costumava estar a normalidade, mas deve-se ter cansado e fugiu para a esperança que pelos vistos é mesmo verde, daquele verde de que se alimentam certos animais... daí que não se encontre em lado nenhum, nem a esperança e nem a normalidade.
De resto a esperança alberga tudo o que é bom e rejeita tudo o que é mau. Por ausência de egoísmo alguma coisa tem de ficar para o medo…
Mas o mais estranho, no meio disto tudo, é a forma como os ânimos influenciam os acontecimentos. Ontem não foi um dia fácil. Nem fácil nem agradável no que diz respeito a tudo o que pode influenciar o ânimo. Por consequência a noite foi de pesadelos e o despertar de hoje… enfim, nem vale a pena comentar… a questão é que tudo empanou como se o país tivesse sido assolado, de repente, por uma epidemia qualquer que lhe tolheu os mecanismos e, enquanto eu jazia, transida de pânico, agarrada ao volante do automóvel, todos os outros condutores sofreram, na certa, do mesmo mal e, pelas nove e tal da manhã, as filas de trânsito acumularam-se sem razão aparentemente objectiva.
E, voltando ao mais estranho dos estranhos, tudo se aliviou no momento em que a erva da esperança, a tal que de vez em quando é manjar de certos animais, voltou a despontar viçosa mas quebradiça, que os tempos, como já disse, são suficientemente difíceis para que ela não se aguente firme e hirta.
Chamem-me doida, mas que o ânimo influencia grandemente os acontecimentos reais, influencia. Pode até não mudar o âmago, mas muda o superficial e isso é, muitas vezes, o suficiente para se arranjar as forças necessárias para, senão mudar, pelo menos chocalhar o que é vital.
Trabalhem-se os ânimos e pode ser que se consiga alguma coisa no meio desta embrulhada que é o nosso incertíssimo futuro. Alguma razão os brasileiros hão-de ter quando apregoam os benefícios do espírito positivo, ao fim e ao cabo é um povo que percebe bem o que são dificuldades...
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Embora lá aproveitar que a gaja está de bom humor!
Wrong!
Não, não estou! Não, não vale a pena atirarem o barro à parede.
Não me liguem a pedir preços de empreitada como se tivessem uma dúzia de filhos quando eu percebo muito bem que o interesse é outro.
Não me venham pedir para ficar tardes inteiras com os meninos que, coitadinhos, têm trabalhos de casa para fazer, a troco de nada porque eu não sou a Santa Casa da Misericórdia.
Não me enviem mails a fingir que precisam de apoio quando, afinal, o que precisam é de trabalho.
A sério - já chega. Por hoje, chega.
2ª Feira
Estive a pintar o cabelo, ontem. A tinta mudou de cara e não só, mas eu achei que podia não ler as instruções.
Hoje acordei morena! Fui ler o que devia ter lido ontem - 10 minutos! 10 minutos é o que diz na caixa ou corre o risco de ficar mais escuro.
Eu estive com ela na cabeça durante UMA HORA!
Só o esforço que tenho de fazer para me reconhecer!...
domingo, 26 de setembro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
Incumprimentos
Porque é que as pessoas, em termos gerais, acham que podem dizer uma coisa e fazer outra?!
Dizer que antigamente a leviandade era coisa condenável não me parece bem já que continua a ser, ou não?!
É leviano e prejudicial a terceiros quando os deixamos plantados à espera, com a vida toda programada para uma coisa e depois lhes sai outra e nem se dignam avisar! para quê?!... Ah e tal, espere lá mais meia hora porque aconteceu um imprevisto! E para se conseguir esta informação temos de ser nós a ligar, caso contrário quando aparecessem bateriam com o nariz na porta porque quem espera, cansado de esperar, batia asas. Se calhar era o que se deveria fazer...
É falta de respeito! É invasão de privacidade! É entrar por vidas alheias adentro! Nunca ouviram dizer que a liberdade de cada um acaba onde começa a dos outros?!
Chateia-me esperar, mas chateia-me ainda mais a falta de consideração da ausência de um aviso quando há tantas formas de o fazer.
Se não tivesse a certeza que teria muito pouca adesão, criava um programa de cursos de civilidade sob o tema - A importância do OUTRO.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Da vida dos últimos dias (ou serão meses?)
Se me pedissem para resumir como tem sido ultimamente a minha vida, diria que tenho tido muito do que deveria ser pouco e pouco do que deveria ser muito.
E mesmo que me digam que é sempre assim, o facto é que há alturas em que é mais «assim» do que outras.
Parece-me, no entanto, que o período está a terminar. É que isto é cíclico...
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Sobrevivência
Tenho uma cabeça que não me dá descanso. E se sofro, porque sofro, os primeiros impactos de um qualquer desaire ou as angústias e os medos de uma qualquer dificuldade, depressa me levanto (ainda que a mim me pareça sempre uma eternidade) e faço verdade do velho mote: serve-te de cada pedra que se te atravessa no caminho e sobe mais um degrau.
Hoje, e após alguns dias de dores de cabeça; noites agitadas e manhãs angustiantes, plantou-se-me uma sementinha de solução que espero que cresça...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Ao despique
De vez em quando os meus pais entram em despique para ver quem é que está mais apto, digamos assim...
Para já o meu pai tem estado em vantagem. Mas isso é coisa que não se pode, DE FORMA NENHUMA, dizer, porque a mãe fica sentida, muito sentida. Se é que não toma isso como uma afronta e uma injustiça... Até porque, na verdade, o problema são os ouvidos. Se ela ouvisse melhor não teria andado que nem uma louca à procura de um saco que afinal foi «atrás» de um cabide para dentro do roupeiro...
E adivinhem quem é que o descobriu - o pai! E isso é que foi o pior! É que ela fica possessa cada vez que perde!
terça-feira, 21 de setembro de 2010
De repente sinto-me adoentada. Não doente, adoentada. Como se as forças me faltassem. Como se deixasse de ter consistência para suportar um determinado peso que, antes, me pareceu suportável.
A força da psique é imensa! Muito maior do que se imagina. Muito superior ao que se crê. O corpo vai agindo, robusto, enquanto o espírito acredita, e sucumbe quando ele deixa de acreditar. É isso que fazem os desaires - adoecem-nos.
O que me faz feliz?
Criar condições para a felicidade dos que amo. Arrancar-lhes as dores; poupar-lhes as amarguras; tê-los perto de mim. É para isso que quero o dinheiro…
Filhos da puta! Incompetentes! Garganeiros! Energúmenos! Tudo menos Santos...
Em Março passado contraí um empréstimo para compra de casa com a garantia de que, durante o primeiro ano, a prestação não aumentava.
Já aumentou duas vezes!!!!!!!!!!!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Coisas...

Depois de ter despejado a casa, lembrei-me que deixei para trás uma cadeira.
Sem saber porquê meteu-se-me na cabeça que era capaz de não ficar mal por aqui. Quem sabe até era capaz de dar jeito, especialmente no Natal...o meu pai era capaz de achar graça - poder ter perto dele uma das suas cadeiras...
Sem saber porquê meteu-se-me na cabeça que era capaz de não ficar mal por aqui. Quem sabe até era capaz de dar jeito, especialmente no Natal...o meu pai era capaz de achar graça - poder ter perto dele uma das suas cadeiras...
Voltei atrás e, com pouca luz, tirei-lhe de cima a tralha destinada à betel, carreguei-a para o carro e trouxe-a para casa.
Há coisas que não merecem ser resgatadas, são más lembranças. Mas há outras que trazem boas memórias e uma cadeira pode ser mais do que uma cadeira.
Esta, se não era, passou a ser. O meu pai sorriu - É uma boa cadeira! disse ele.
Há coisas que não merecem ser resgatadas, são más lembranças. Mas há outras que trazem boas memórias e uma cadeira pode ser mais do que uma cadeira.
Esta, se não era, passou a ser. O meu pai sorriu - É uma boa cadeira! disse ele.
E é verdade. Se ele disse, está dito.
sábado, 18 de setembro de 2010
Déjà-vu...
Cada vez que despejo uma casa parece que desmancho um bocado de vida, que pode até nem ser meu, se é que não é meu também aquilo que pertence aos que me são mais próximos…
Hoje foi a dos meus pais. Alugámo-la. Não faria sentido estar vazia de gente e cheia de móveis a coberto do pó, e de máquinas a degradarem-se. Quem a alugou quise-a livre de tralhas antigas e escuras e hoje foi o dia escolhido para o despejo.
Não fui capaz de tirar tudo. Por lá ficaram pequenas coisas. A umas abandonei, a outras meti-as ao bolso. Lembram-me tempos antigos... Não consegui dominar o aperto do coração. E nem as lágrimas. O nó na garganta. Dói-me sempre! Por esta altura já deveria estar habituada! Mas dói-me sempre.
Para a semana trata-se do resto.
Hoje foi a dos meus pais. Alugámo-la. Não faria sentido estar vazia de gente e cheia de móveis a coberto do pó, e de máquinas a degradarem-se. Quem a alugou quise-a livre de tralhas antigas e escuras e hoje foi o dia escolhido para o despejo.
Não fui capaz de tirar tudo. Por lá ficaram pequenas coisas. A umas abandonei, a outras meti-as ao bolso. Lembram-me tempos antigos... Não consegui dominar o aperto do coração. E nem as lágrimas. O nó na garganta. Dói-me sempre! Por esta altura já deveria estar habituada! Mas dói-me sempre.
Para a semana trata-se do resto.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Ó cum caraças!!!!!!!
Nunca pensei vir a sentir (também é verdade que nunca me passou pela cabeça, sequer, pensar sobre isso…) a aflição do Governo tão próxima de mim, tão directa, tão óbvia e…tão filha da puta.
Sinto-me literalmente rodeada por instituições que «lutam» desesperadamente por alguns tostões e fazem-no despudoradamente como quem se vira para um pobre e diz: Temos pena, mas a partir de hoje é proibido andar de camisa. Faça favor de a tirar.
Outras há bem mais cínicas. Rodeiam-nos de burocracias e dificuldades e ficam à espera dos enganos e das desistências. Bolsas de Estudo?! CLARO! CLARO QUE ATRIBUÍMOS! Mas agora, se não se importa, repita lá tudo o que nos disse há 4 meses atrás, sem enganos por favor e, já agora, não se importa de nos facilitar os papeizinhos todos que entregou a tempo e horas? É que são precisos outra vez. Mudou a legislação…
Sinto-me literalmente rodeada por instituições que «lutam» desesperadamente por alguns tostões e fazem-no despudoradamente como quem se vira para um pobre e diz: Temos pena, mas a partir de hoje é proibido andar de camisa. Faça favor de a tirar.
Outras há bem mais cínicas. Rodeiam-nos de burocracias e dificuldades e ficam à espera dos enganos e das desistências. Bolsas de Estudo?! CLARO! CLARO QUE ATRIBUÍMOS! Mas agora, se não se importa, repita lá tudo o que nos disse há 4 meses atrás, sem enganos por favor e, já agora, não se importa de nos facilitar os papeizinhos todos que entregou a tempo e horas? É que são precisos outra vez. Mudou a legislação…
Se fossem todos levar num sítio que eu cá sei...
Dos ovos e dos sonhos - E se forem Fabergé?
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Depois da tempestade...
Já estou um bocadinho mais calma. Isto por muito controle que se tenha, ou se julgue ter, sobre a vida e a forma como a encaramos, há sempre momentos em que o controle vai p’rás urtigas e o desespero se instala – ai ai ai que desta é que é! Ai que não me aguento!...
Para completar o ramalhete calhou-me em sorte a revisão de uma obra sobre macroeconomia, de um autor prestigiadíssimo que me deixa ainda mais deprimida - só dou com os olhos em termos complicadíssimos; fórmulas esquisitas e raciocínios elaborados e penso cá para comigo, mas quem é que vai compreender isto?! Ai meu Deus se este homem tem soluções e ninguém as entende o que vai ser de nós que vamos todos pelo cano e isto nunca mais se endireita!... Mas isto sou eu, e a minha fraca fé nos técnicos da nossa praça, a pensar…
Verdade verdadinha é que já passei por situações bem mais complicadas e não só sobrevivi como singrei. Portanto upa upa que isto há-de ir.
Para completar o ramalhete calhou-me em sorte a revisão de uma obra sobre macroeconomia, de um autor prestigiadíssimo que me deixa ainda mais deprimida - só dou com os olhos em termos complicadíssimos; fórmulas esquisitas e raciocínios elaborados e penso cá para comigo, mas quem é que vai compreender isto?! Ai meu Deus se este homem tem soluções e ninguém as entende o que vai ser de nós que vamos todos pelo cano e isto nunca mais se endireita!... Mas isto sou eu, e a minha fraca fé nos técnicos da nossa praça, a pensar…
Verdade verdadinha é que já passei por situações bem mais complicadas e não só sobrevivi como singrei. Portanto upa upa que isto há-de ir.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Consultor/a Precisa-se
Alguém absolutamente isento em frente do qual eu possa explanar toda a minha vidinha profissional, económica e seus derivados, e que me saiba dar bons conselhos mas que, sobretudo, me ajude a encontrar soluções viáveis porque eu, como de resto todos nós, quando me embrenho cegamente no trabalho deixo de ter olhos para o analisar. Isto ou se trabalha ou se pensa. E quando se pensa não se existe. E o que eu quero mesmo, o que eu gosto mesmo, é de existir...
Consultor/a precisa-se! E que trabalhe de borla. Anda tanta gente por aí que ADORA dar conselhos! Pois que os dê. Estou a precisar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


