quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Mode Disparate

O mode Disparate é aquele mode em que se abre a boca, ou se estica os dedos no teclado, para dizer tudo aquilo que nos vem à cabeça sem nos lembrarmos que quem vai ouvir ou ler pode não estar no mesmo mode que nós.
Eu tenho alturas em que funciono neste mode. Geralmente são momentos de ansiedade e alguma insegurança que precedem outros de importância alta, pelo menos para mim. São momentos em que faço questão de vomitar tudo o que penso e sempre de uma forma tão desgarrada que sai uma espécie de salada cujos ingredientes, para serem identificados, têm de ser mexidos e remexidos por quem tem paciência para o fazer e são poucos os que a têm…Daí ser um mode em que tudo o que sai soa a disparate desconexo vindo de uma cabeça que não pensa, pensa pouco ou se está nas tintas para o que os outros pensam – o que não é, de todo, verdade.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O barato sai caro

Não me canso de comprovar isto mas parece que nunca aprendo. Entre um disparate e outro pode até mediar muito tempo mas, mais cedo ou mais tarde, acabo sempre por cair nesta armadilha das baratezas.
Fui comprar lenha «barata». Na verdade a metade do preço!... A estupor, para além de não querer arder - tem mais água lá dentro do que madeira..., vem cheia, mas cheinha mesmo, de formigas gigantes!
Tenho formigas a passearem pela casa cada vez que enfio um tronco na lareira. A minha mãe leva o dia todo a «caçar formigas» e a rezar para que elas não descubram a marmelada...
Entre a água e as formigas sobra muito pouca madeira! Metade do preço my ass!

Os Críticos...

...são aquelas pessoas que percebem imennnnnnso de uma coisa, embora não sejam, na verdade, capazes de fazer nada.
Avaliam pormenorizadamente um quadro, ainda que nunca tenham pintado nenhum. Uma obra literária, embora as suas se fiquem pelos textos críticos.
Os críticos são, ao fim e ao cabo, aquilo que todos nós também somos - perfeitamente capazes de resolver os problemas alheios.
Os críticos não fazem a mínima ideia do que é ter necessidade de «estar dentro do convento para saber o que vai lá dentro», porque eles sabem tudo, e mais alguma coisa...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Foi um fim-de-semana frio. Muito frio. E eu andei a cirandar entre temperaturas – aqui está quente; aqui está frio – o resultado foi uma daquelas constipações que passam pela garganta e pelo nariz, e seguem directamente para os brônquios porque houve uma altura em que os médicos cortavam amígdalas e adenóides por dá cá aquela palha e como se não houvesse amanhã.
Mas ter quem se levante a meio da noite para fazer chá e tratar de nós não é para todos. Por isso, e só por isso, estou muito melhor.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Quando for grande...

...quero ser gestora de uma empresa pública.
Um estudo da Deco revela que as Empresas Públicas são as mais mal geridas, e como os seus gestores são mais bem pagos do que o Presidente da República, deste e doutros países como os Estados Unidos e a Alemanha, é isso que eu quero ser - Gestora de uma Empresa Pública.
Não há para aí uma vaga?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Nós - os portugueses

Não vou dizer mal do 25 de Abril, nem da nossa entrada na UE. Temos hoje, apesar de tudo, um povo mais instruído do que aquele que tínhamos em 1974. Talvez, por isso mesmo, tenha chegado o momento de ler Eduardo Lourenço, Agostinho da Silva e, porque não?, Fernando Pessoa. Talvez tenha chegado o momento de nos virarmos um pouco mais para nós, porque a globalização é boa – dá-nos uma visão do mundo e do nosso lugar nele, mas cada povo tem as suas particularidades e o seu próprio temperamento.
Somos um povo «manso», de «brandos costumes», e lamentamos, muitas vezes, um certo divórcio político, de participação activa. Fechamo-nos, tantas vezes, cada um de nós, na nossa individualidade e na nossa humanidade, sem saber que, se calhar, partilhamos, todos nós, estas características. E é essa ignorância do todo que impede que nos organizemos e que tomemos parte verdadeiramente activa no que nos está a acontecer.
Tenho por mim que as tendências humanistas são difíceis de conciliar com a ambição de poder, mas trazem vantagens que aqueles que partilham essa ambição não têm. Tenho por mim que o destino da humanidade é humanizar-se e, assim, distanciar-se, mais cedo ou mais tarde, das mesquinhas questão da ambição, do poder e da riqueza conseguida à custa da miséria das bases. Tenho por mim que nós, os portugueses, poderemos ser grandes candidatos à liderança humanitária. E tenho por mim que só aumentando os nossos conhecimentos; só investindo numa educação que contemple, sobretudo, quem somos e do que somos capazes, conseguiremos cumprir o nosso fado.
Está na altura de nos conhecermos.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ver, escutar e dizer

Se víssemos tudo aquilo que olhamos; escutássemos tudo aquilo que ouvimos e pesássemos todas as palavras que dizemos, provavelmente não nos aguentaríamos vivos muito tempo – cansar-nos-íamos.
Há, realmente, muita coisa que não vale a pena ser vista e muita que não vale a pena ser escutada.
Mas não me parece difícil pesarmos todas as palavras que dizemos, ou, pelo menos, a maior parte delas. É que há também muita coisa que não vale a pena ser dita…

domingo, 28 de novembro de 2010

Hoje



Conhecemos o novo membro da família - o meu «neto», Ramone de Sousa. Como podem ver ele sentiu-se muito bem cá em casa e até nos deixou tratar dos enfeites de Natal! É um cão muito bem comportado.

sábado, 27 de novembro de 2010

A falta de memória e a figura de urso (neste caso, de ursa)

Eis que entro no recinto! Mais do que atrasada, espreito por uma frincha. O meu amigo já está há uma hora de pé, em frente a uma tela onde passa um powerpoint. Hesito; ele pára tudo, manda-me entrar; abraça-me como de costume e aponta uma cadeira. Penso que me está a indicar um lugar vago mas não, está a apontar para uma pessoa. Olho essa pessoa e reconheço-lhe o olhar. Tudo, na sua cara, me é familiar. Instintivamente dirigi-me a ela e dou-lhe dois beijinhos. Ela faz-me uma grande festa e eu sento-me atrás, comprometida por ter interrompido a apresentação e confusa por não fazer a mínima ideia de quem é a pessoa que acabo de cumprimentar.
Pouco tempo depois toda a gente se levanta. Cumprimento uma série de pessoas e aproveito para acertar pormenores de uma parceria com um dos presentes, sempre de olhos postos na pessoa que cumprimentei à entrada e de cabeça às voltas a tentar lembrar-me de quem será! Ela dirige-se a mim, apresenta-me o filho e o marido e pergunta-me por uma quantidade de gente comum. E sicrana? E beltrana? E como foi que nunca mais nos vimos? E eu ia respondendo… a medo não fosse meter água pelo caminho. E meti! A dada altura ponho-a a viver num lugar que nunca foi. Meia engasgada, corrijo o disparate. Ela dá-me o telefone que eu anoto, sem nome…
Despercebidamente agarro o meu amigo por um braço e segredo-lhe ao ouvido: Como é que se chama aquela pessoa que me indicaste? Ele responde e eu fico na mesma. Mesmo assim faço o meu papel até ao momento em que dou com os dois a comentarem a morte de um amigo comum de outros tempos e pergunto-me o que é que ela tem a ver com esse que já morreu. A minha memória não responde e eu despeço-me, frustrada.
Assim que me sento no carro vejo-a há 30 e tal anos atrás: pequena; muito morena; com aqueles olhos inconfundíveis! À memória vêm-me momentos únicos que a ligam, indelevelmente, a mim; ao que morreu; e a todos os outros por quem perguntou.
O meu coração disparou. Agarrei no telefone e gritei para o bucal: Ó mulher! Só agora é que se me fez luz!
Assim que desliguei liguei para a sicrana: Epá! Tu lembras-te da…? Então não é que…!
São estas, principalmente, as alturas em que tenho consciência da idade e do tempo que já passou.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Das saudades que não tenho

Um destes dias recebi um mail, daqueles que circulam por aí, a falar de Saudades. Falava de saudades disto e daquilo, de tudo e mais alguma coisa. Saudades do passado e do futuro. Saudades de quem não vive o presente e deixa a vida passar sem lhe dar grande importância por ter, provavelmente, os olhos permanentemente postos no amanhã que nunca chega porque já cá está.
Não me identifiquei com ele, pelo menos no momento em que o li.
É claro que há coisas, momentos talvez, das quais tenho saudades, às vezes. Provavelmente quando sinto a falta de outras. Mas desde que tenho memória de mim que vivo tudo de uma forma tão intensa que não é possível sentir essas saudades tão gerais e tão empedernidas. Desde que me conheço que ponho em tudo o que faço um entusiasmo tão desgarrado que pouco resta de mim para depois. E quando caio, levo tempo a levantar-me porque até as quedas são profundas. Tudo é profundo. E de tal forma que nos entretantos fico sem forças para sentir o que quer que seja.
Talvez por isso precise tanto de momentos de vazio. E talvez por isso, também, não me aventure em grandes voos. Provavelmente queimaria as asas no sol ou morreria de ataque cardíaco.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O Perigo da Austeridade (e prometo que, pelo menos hoje, não chateio mais ninguém com isto)


Andei para aqui às voltas com o raio do vídeo para ver se o minguava mas não consegui. As minhas desculpas. Podem sempre fazer duplo clic e vão directos para o Youtube. Se quiserem comentar, façam-no no post anterior, já percebi que, com estas gingajogas todas, os comentários desapareceram...

Do Fosso entre Ricos e Pobres ou As Causas da Crise

Agora é que eles descobriram a pólvora!
Aquilo que toda a gente já sabe, passa a ser verdade quando é dito pelos tipos do FMI... e sai nos jornais, evidentemente...aqui.

Um pedaço de terra

Há uns anos atrás, quando comecei a pensar em vender a minha casa, poisaram-me os olhos, e a vontade, num hectare de terra lá para os lados do Alandroal. Tinha uma série de oliveiras, duas ou três pereiras, poço e sítio de casa. Não tinha luz mas o que eu queria mesmo era ficar independente da EDP; da Companhia das Águas e dos supermercados, por isso fiz uma proposta ao vendedor, ele aceitou e eu assinei o contrato de promessa, que me dava um ano para vender a minha casa e acabar de liquidar o terreno.
A casa não se vendeu. Perdi o dinheiro e a terra.
Na época vários amigos me alertaram para a loucura da minha decisão. O que iria eu fazer, sozinha, para lá do mundo, isolada de tudo e de quase todos!... Um chegou mesmo a dizer que não me bastaria comprar um cão, que teria de ter uma espingarda. Talvez a casa não se tenha vendido por isso mesmo. Talvez eu tenha, em determinado momento do percurso, ficado com medo. Talvez tenha recuado na minha decisão e tenha tratado mal cada potencial comprador que me ia batendo à porta.
Hoje creio que foi o melhor que me aconteceu. Creio, sinceramente, que não estava preparada, como ainda não estou e não sei se virei a estar, para deitar tudo para trás das costas, sozinha. Mas, não estando sozinha, penso muitas vezes nesse sonho, ainda vivo, de ter um pedaço de terra, de me auto-sustentar, de me independentizar, o mais que me for possível, deste sistema que nos suga o corpo e, tantas vezes, a alma.
Hoje, ao que parece, há muito mais gente a pensar assim. As permaculturas, as hortas e os jardins comestíveis, os regressos à terra e os abandonos da cidade, proliferam. Hoje, essa minha ideia, não parece tão disparatada.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Esta greve e a luta de classes

Há pessoas para quem a luta de classes é uma forma de estar na vida. Assim, tipo, uma segunda profissão. Sendo que a primeira lhes alimenta o bolso e a segunda, a consciência.
A luta de classes existe como uma necessidade criada pela própria sociedade mas que a alimenta, como todas as necessidades criadas por ela. Numa sociedade que se preze têm de existir lutas de classes; centros de desintoxicação; organizações sem fins lucrativos; polícias e outras coisas assim, daquelas que só existem porque existe o outro extremo. E tanto um lado como outro, que aliás se alimentam mutuamente, são alimentados e até estimulados e incentivados, pela ordem vigente.
É claro que era suposto aqueles que lutam pela defesa dos mais desprotegidos e pelos seus próprios direitos, não estarem aqui incluídos nesta lista porque se eles, REALMENTE, lutassem, esta lista, provavelmente, nem sequer existiria.
O problema é que eles lutam sossegaditos. Lutam nas horas livres; lutam mas não querem abdicar daqueles prazeres que esta sociedade de vícios; injustiça e desigualdade lhes vai dando. Não querem abdicar dos rebuçados!
Afinal que raio de luta é essa?! Que Governo é que cede perante este tipo de luta? Quem é que acredita que as pessoas andam, realmente, insatisfeitas?!
Eu não!...
Dizem os sindicatos que houve uma adesão de três milhões. Somos dez. Não chega a metade! Desses 3 milhões quantos é que não foram trabalhar por não ter transporte?! Quantos não compareceram no local de trabalho por não terem onde deixar os filhos?!
Uma professora ficou, sozinha, ostentando um cartaz à porta da escola onde lecciona e lamentando que os colegas não estivessem ali com ela. Pois…ficaram em casa…
Quais foram as conquistas deste «dia de férias»? O que vai mudar depois desta «greve geral sem precedentes»? Quem lucrou com isto? Quem perdeu?
Provavelmente lucraram os sindicatos. Ah! e os candidatos à Presidência da República que aproveitaram para fazer campanha… Perderam, com certeza, os mais pobres. Os que dependem dos transportes públicos; os que ficaram à porta dos Hospitais públicos porque não têm meios para recorrerem aos privados.
É claro que toda a gente sabe que quando há luta sofrem mais as bases. Mas então que a luta seja renhida! Que seja uma luta! Que seja uma guerra! Que não se descanse enquanto não houver justiça! É isso que se espera daqueles que dedicam a sua vida à defesa dos mais fragilizados. Onde estiveram as manifestações?! Onde se meteu toda a gente?!
Ah! é verdade! A Praça da Figueira estava cheia (também não é preciso muito) de gente para assistir ao espectáculo!...E que tal? O José Mário Branco esteve bem?

Da Greve Geral

A greve é uma arma legítima e poderosa em qualquer Estado que se diz democrático. É um bater de pé; um dizer – Não trabalho nestas condições; um parar tudo.
Quando imagino uma greve vejo sempre os trabalhadores às portas dos seus locais de trabalho, de pé, de braços cruzados, marcando uma posição sem se demoverem enquanto as suas reivindicações não foram satisfeitas. Uma greve assim, pode durar um dia, dois ou três…o tempo que for preciso para se alcançar aquilo que se crê justo e necessário.
Hoje, neste país, é Feriado! Os «grevistas» ficaram na cama a dormir e à tarde, por volta das cinco horas, alguns deles rumarão a Lisboa para assistir a um espectáculo de música onde cantores de intervenção, como José Mário Branco, cantarão cantigas de outros tempos. Todos passarão um bom bocado. Será um dia de festa!
E porque não?! Afinal para a semana também será feriado, precisamente na 4ª Feira; e, para a outra, também. Significa isto que teremos três semaninhas maravilhosas em que se trabalhará/produzirá, quatro dias por semana, o que é suficiente para um país que tanto produz e que está tão rico que não sabe o que fazer ao dinheiro!
Já agora podíamos tirar férias, todos! Assim como assim, estamos a precisar…
A única chatice é que, com todos em casa a dormir, os blindados não terão qualquer préstimo. A não ser, lá está, como estátuas no Terreiro do Paço.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Não sei se hei-de rir se chorar...

Chegaram ontem os blindados encomendados para proteger a cimeira da NATO dos possíveis ataques deste povo de guerreiros que somos nós.
Estou muito mais descansada. É que apesar da cimeira já ter terminado, nunca se sabe até que ponto os blindados não vão dar jeito…afinal amanhã temos uma greve geral...
Depois disso...quem sabe não ficariam bem no Terreiro do Paço! Aquilo está tão vazio...
Se entretanto se achar que não, podemos sempre tentar vendê-los aos Coreanos. E, já agora, pode ser que eles também venham a precisar de um ou dois submarinos...

Humanidades

Tudo aquilo que fazemos, todas as nossas acções, são em proveito próprio.
Seja para aplacar culpas, acalmar o ego ou por simples vaidade, são sempre em proveito próprio.
O altruísmo é a característica de quem encontra, na felicidade e no bem dos outros, a sua própria.
A inveja é a característica de quem encontra, na desgraça alheia, o seu alimento.
Ter consciência disto é sermos capazes de nos conhecer e de nos enfrentar.
Ninguém evolui escondendo, atrás das rosas, os espinhos dos caules. Sabermos porquê e para quê fazemos nós determinadas coisas ou temos determinado tipo de atitude é fundamental para que, se for caso disso, possamos mudar. Andarmos a ser bonzinhos só para ganhar o reino dos céus não nos servirá de nada. É bom quem é bom, é mau quem é mau – e as duas espécies existem, acreditem.
Não são apenas as nossas acções que nos mudam mas a descoberta dessa alegria interior que vem da alegria do outro. Se não a descobrirmos dentro de nós, então é porque ela não existe. Existirá outra coisa qualquer.
Desenganem-se aqueles que pensam que serão salvos, amados e honrados, porque se esforçam para ser bonzinhos. Mais cedo ou mais tarde, consciente ou inconscientemente, reclamarão os dividendos só porque não foram capazes de os cobrar de imediato com a alegria que lhes podiam ter dado as suas boas acções.
Sacrifícios são coisas que não existem. Desculpas esfarrapadas de quem não tem ou não teve força para seguir o seu próprio caminho e se deixou ficar encostado, aconchegado e quentinho. Sempre que me vêm falar de sacrifícios com voz chorosa e arrependida eriçam-se-me os cabelos, até onde não os tenho, e penso cá para mim: Pronto! Chegou a hora da cobrança...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ainda está para nascer o gajo, ou gaja, que invente um tubo de cola verdadeiramente eficaz e funcional!
Se a cola cola, o tubo não deita! Se o tubo deita, a cola não cola e quando a cola cola e o tubo deita, só se pode usar uma vez porque fica impróprio para consumo a não ser que se ande a colar este mundo e o outro antes que a porcaria da cola entupa a saída do tubo!
Isto para não falar do estado em que os dedos ficam e mais o papel quando se passam os dedos por ele para ver se colou ou não! Olha-se para o trabalho pronto e está uma verdadeira javardice com o envelope preto dos dedos que ficaram pretos, vá lá saber-se porquê!...
Ó senhores que fazem tubos de cola, lá por o volume de correspondência ter diminuído por via dos mails, não quer dizer que tenha parado! E não me venham cá com o argumento de que os envelopes trazem cola porque toda a gente sabe que a cola que os envelopes trazem não cola nem o menino Jesus!...

E se levassem os cãezinhos a cagar à vossa porta, hem?!

Com tantas leis e extorsões em forma de impostos, não há uma porcaria de uma multa pesada para quem abandona animais e/ou excrementos dos mesmos na via pública!!

Das acções e reacções

Complicadas as relações entre as pessoas. É muito mais fácil relacionarmo-nos com animais, tipo canários, ou peixes dentro de aquários que não dão mais trabalho do que aquele de lhes ir deitando, de vez em quando, uns pozinhos de perlimpimpim. Já as pessoas dão uma trabalheira! Ou porque não sabem o que dizem; ou porque não dizem o que pensam; ou porque o que pensam não presta; ou porque nem sequer pensam…
Eu tenho o estúpido hábito de reagir primeiro e pensar depois. Ninguém me pode acusar de não me debruçar sobre mim mesma. Faço-o como poucos, devo dizer. Vejo e revejo as acções; as reacções; os porquês e os devias…mas depois. Primeiro reajo. E que a mostarda não me chegue ao nariz que eu tenho mau feitio…
Estou-me pouco importando para as intenções. Não tenho capacidade, tempo ou mesmo disposição para tentar perscrutar no fundo dos olhos de cada um qual a intenção que o move. A mim o que me desperta são as acções. Se agem – eu reajo. Se agem bem – reajo bem; se agem mal – reajo mal. Neste campo estou mais próxima dos animais…é depois, no sossego do meu lar interior, que me torno gente e sou capaz de ver o que há para ver e mesmo além.
A boa notícia é que aprendo sempre qualquer coisa e cresço. A má é que se a razão estiver deste lado é uma grande chatice…