Todos nós somos antagónicos. Todos procuramos, incessantemente, dentro e fora de nós. Todos somos múltiplos. Neste espaço, é a minha multiplicidade que se manifesta.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Oxalá que não...
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Wii
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Estereopsia
Este processo só está acessível àqueles que têm a sorte de possuir dois olhos saudáveis. Perde-se um e perde-se esta capacidade, sendo que o mundo passa a ter apenas duas dimensões o que implicará todo um processo de readaptação do indivíduo a um mundo onde se sente posicionado como espectador, a um mundo que ele observa mas do qual não é parte integrante ou, pelo menos, não se “vê” como tal.
Muitas vezes, quando o olho remanescente possuí uma boa visão, o indivíduo não se dá conta da perda da estereopsia.
Pergunto-me, por vezes, se não existirão casos destes relativos ao amor. Em que a perda de uma certa “visão” impeça a integração no campo amoroso, condenando quem dela sofre a viver permanentemente como observador de algo que conhece, do qual sente, até, saudades, mas que lhe está vedado como a um nadador que por uma qualquer amputação se senta na praia a olhar o mar que costumava abraçar e agora já não.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Que desperdício!
Pois foi mais ou menos isso que senti esta manhã, literalmente enlatada numa fila de trânsito impossível, sem fuga, com tempo de sobra para sentir profundamente o desperdício de tempo que um acidente a meio do tabuleiro da 25 de Abril; o mau tempo e a greve da CP provocam.
Foi com muito jeitinho que fui pedindo licença para, ao contrário do que convinha ao desgraçado que parou em Espanha, me deixarem chegar à direita e, tal como ele, fazer uns quilómetros suplementares para regressar ao ponto de partida.
Comecei, portanto, o dia, “passeando” por “vias-rápidas” e estradas periféricas. Vou agora ver se recupero o tempo perdido e agarrar-me ao trabalho que a vida não está para isto.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Pois é...
E ao lado de uma grande mulher? Está, ou alguma vez esteve, um grande homem? Sei, por exemplo, que a Amália Rodrigues foi “discretamente” casada com um personagem que poucos conheciam e que a Isabel Allende, casada também, se dá “ao luxo” de um isolamento bianual para poder escrever o que escreve. Ou, pelo menos, dava. Não tenho acompanhado a obra dela, pelo que não sei se tem escrito ou não. Mas, sinceramente, não sei se se podem considerar grandes mulheres… Das grandes mulheres da História parece que não rezam companhias estáveis. Isabel I, por exemplo, nunca chegou a casar.
Seja como for, sempre foi, e continua a ser, muito mais fácil, e “aceitável”, a progressão da carreira masculina no seio do casal, já que esta implica preciosas dádivas de tempo, naturalmente “roubado” à família. À mulher continua a caber o papel daquela “que se adapta”. Há excepções, evidentemente, creio até que as haverá mais nestas novas gerações. A minha e as anteriores são verdadeiras desgraças e é por isso que eu não me entendo com companheiros. Não que seja, ou tenha pretensões a ser, uma grande mulher, mas porque tenho traçado, ao longo dos últimos anos, o meu próprio caminho e não estou disposta a abdicar de nenhuma das suas parcelas. Quem quiser caminhar ao meu lado é bem-vindo, quem achar que para isso acontecer eu terei de me “adaptar”, desengane-se. Já dei para esse peditório e saiu-me caríssimo! Para além de que, provavelmente, o meu amor se gasta diariamente por aí, pelos meus filhos, pelos meus pais, pela minha família enfim; pelos livros que leio (e pelos que escrevo e hei-de escrever); por todas as crianças com quem trabalho; pela minha aposta académica… É muito, reconheço. Mas pergunto-me se mais alguma vez ele será “suficiente” para corresponder a uma única pessoa. Em particular a alguém da minha geração que acredita que a “necessidade” do outro é vital numa relação, quando eu acredito que a vitalidade está na partilha de duas almas completas, verdadeiramente autónomas e independentes.
Assim sendo, retorno à minha condição anterior, que aliás já tinha tomado por certa, e dou por terminada mais esta tentativa de vida “acompanhada” na certeza de que valeu a pena; na esperança de não ter magoado ninguém – não foi, nunca é, minha intenção – e na consciência de que o perpetuar deste meu, mais ou menos, solitário caminho, se vai afirmando cada vez mais com o decorrer dos anos.
A ignorância - um inimigo a abater
Mitos que defendem a inevitabilidade do sofrimento para crescer, para aprender, na própria vida, devem ser banidos da nossa mente. Pais que se regem por eles criam filhos que, para além da dor que sentem, causá-la-ão a outros, descendentes e ascendentes.
Sabe-se hoje muito mais do que aquilo que se sabia há bem pouco tempo atrás. Que o conhecimento se espalhe e não pare de crescer. Que os agora pais sejam capazes de ultrapassar os erros de que foram vítimas de forma a quebrar esta corrente de gente mal-educada, em toda a extensão do termo, para que a humanidade possa, um dia, ser mais feliz.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Prosopagnosia
Já cumprimentei gente desconhecida e já ignorei gente que era suposto conhecer.
Isto nada tem a ver com a idade porque eu fui sempre assim – não fixo rostos.
Acabo de descobrir o nome da “coisa” – prosopagnosia.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Diferenças...de opinião
Há alguns dias li no i uma crónica do Alberoni que, entre outras coisas, defendia a importância, e a vantagem, da diferença no seio do casal. Que a diferença é uma porta aberta a novos mundos, que é enriquecedora, e por aí fora…a apologia da diferença! Não tenho essa experiência. A diferença afasta. As pessoas gostam de partilhar e não se partilha o que não se conhece porque não se viveu.
Não quer isto dizer que uma ou outra diferença, inevitável até, não seja um tempero, um bom tempero. Mas não passa disso, de um tempero. Não constitui base para aguentar uma relação. É no que há de comum que ela se sustém. Até porque todos temos a nossa dose de narcisismo e muito do amor que se tem pelo outro mais não é do que a admiração daquilo que reconhecemos em nós, e gostamos.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Smile
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
2 de Fevereiro, dia de Nossa Senhora das Candeias
Diz que é dia de Nossa Senhora das Candeias.
Há 79 anos uma mãe pegou na mão da filha de oito dizendo:
- Vamos a casa do senhor João. A dona Maria teve uma menina!
Talvez por ter nascido neste dia a minha mãe tenha sobrevivido a uma meningite grave e a mais umas tantas maleitas que afectavam à época tantas crianças. Dos oito filhos que teve, a minha avó só guardou quatro. Todas meninas. Uma delas é aquela que nasceu neste dia, o de Nossa Senhora das Candeias, e que vinte e seis anos mais tarde me geraria a mim.
E esta aproximação ao seu nascimento, trazida pela memória da menina que tinha então oito anos e que hoje nos acordou às 8 da manhã para lhe dar os parabéns, comoveu-me.
Comovem-me tempos que nem foram meus! Como se o passar do tempo, só por si, fosse um milagre!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Curiosidades
Esta criatura tem cerca de 300 ou 400 milhões de anos. Viu dinossauros, homens e outros bichos, nascerem e morrerem sem sofrer grandes alterações ou adaptações; tem sangue azul porque em vez de ferro tem cobre no dito e, para além disso, possui poder de regeneração, o que é uma preciosidade para a ciência médica. Podemos extrair-lhe sangue ou arrancar-lhe uma das dez patas que o sangue renova-se e a pata volta a nascer!sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Dos armários e dos esqueletos que a gente vai metendo lá dentro
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Ilusões, quereres e coisas
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
...
Dia de aniversário
Já falta pouco. Logo logo tenho-o aí a bater à porta e mal posso esperar.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Frio, muito frio
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Da abstenção
Na impossibilidade de investigar sobre cada motivo que levou cada pessoa a abster-se de votar, creio que será justo, e democrático, ter em conta a existência de populações que utilizam a abstenção como forma de luta por não terem mais nenhuma.
Contudo, e uma vez que a abstenção não é considerada uma figura de valor percentual no quadro do eleitorado, lá se vai a forma de luta! É que, votem 100 ou 20, ganhará sempre o candidato que tiver mais cruzes efectivas no papel.
Em qualquer concelho de administração, creio eu, quando um ou mais membros são impossibilitados de comparecer numa votação terão de se fazer representar por outrem. Quer isto dizer que TODAS as vontades serão tidas em conta ou não se avança com medida nenhuma.
Essa deveria ser, na minha opinião, a atitude correcta no que às eleições diz respeito. Deveria ser determinado um número mínimo de votantes, nunca abaixo de 51% do eleitorado, para que qualquer eleição fosse levada a cabo. Só assim se estaria, realmente, a dar voz à maioria dos portugueses.
Até que ponto é que o modelo vigente serve o poder, é algo sobre o qual nos deveríamos debruçar.
Como já tive oportunidade de referir, em resposta a um comentário deixado no post anterior a este, e ao contrário do que possa parecer, eu votei, voto sempre a não ser que esteja verdadeiramente incapacitada de me deslocar. Contudo, numa democracia, não digo verdadeira porque a nossa o é, mas completa, esse quadro teria de ser tido em conta. Como é que faz, por exemplo, quem está internado ou incapacitado de se deslocar?
Existem, sempre existiram desde os primórdios gregos da democracia, formas mais ou menos subtis de afastar a participação dos mais fracos, e por “mais fracos” entenda-se todos aqueles que já mencionei mais os que continuam a ser objecto de uma selecção velada e que, de uma forma ou de outra, são mantidos na ignorância.
À pergunta “Como votar?”, digitada no site do Ministério da Administração Interna, obtive como resposta “0 resultados”.
Este é o site cujo link deveria aparecer no do Ministério da Administração Interna, sempre que é formulada uma pergunta sobre eleições.
