Todos nós somos antagónicos. Todos procuramos, incessantemente, dentro e fora de nós. Todos somos múltiplos. Neste espaço, é a minha multiplicidade que se manifesta.
domingo, 8 de agosto de 2010
Hoje quero chuva
Palavras que merecem ser recuperadas
Somos capazes de dizer em várias circunstâncias - "Olha
qu’essa!!!", mas não dizemos "Homessa!".
Acho mal.
Por exemplo:
- O compadre já viu?! Este malvado deste tempo?!
- Homessa amigo! Há lá coisa melhor qu’uma chuvinha p’r
assentar a poeira!
Ou:
- Amanhã não dá p'ra ir à praia!
- Homessa! Então porquê?!
São ou não momentos dignos de um valente "Homessa!"?
Homessa - diriam vocês agora -, mas é claro que são!
sábado, 7 de agosto de 2010
Particularidades das palavras
Quando isso me acontece, esteja onde estiver, salto para o computador ou puxo da caneta e registo-as o mais rapidamente possível. Por estarem longe, tão longe como as imagens que requerem instrumentos de longo alcance e muita concentração para as conseguirmos definir, é fundamental que ninguém se mexa, que nada bula, que tudo se concentre naquelas palavras vagabundas e fugidias, as mais preciosas, as melhores. Nada que venha depois as poderá substituir, nunca.
Nem toda a gente conhece esta particularidade das palavras. Nem toda a gente compreende a irritabilidade dos caçadores quando, por ignorância, um ai se solta no momento em que o dedo está prestes a puxar o gatilho. E a caça foge.
Pensei em chamar a este post «Da fragilidade humana», mas achei demasiado pretensioso, já que sobre ela muito mais há a dizer...
Essa pequenez, não em tamanho mas em infantilidade, regressa à medida que a idade avança. Como se dela nunca devêssemos ter saído.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Ao ponto a que uma pessoa chega!
Tadinhos dos leõezinhos...
Antes de mais quero deixar bem claro que sou do Sporting. Quer dizer, não sou sócia nem nada disso. Sou simpatizante. É uma tradição de família.Apesar disso não resisto: Os coitaditos ficaram nervosos porque os adeptos assobiaram!!...coitados! Isso não se faz adeptos! Então assobia-se assim?! Não vêem que põem as pessoas nervosas?!
E ficaram sem bola! Tsh tsh – sem bola!... A outra equipa usurpou-lhes a bola!... Outra coisa que não se faz!
Tenho tanta pena deles!...
Dos homens e das mulheres
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
O dinheiro, sempre o dinheiro
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
E envergonharem-se, não?!...
Passeiam-se, quais baleias, de biquíni que mal se vê porque a barriga não deixa, ou de calções minúsculos cuja parte da frente não vê sol nem água porque o umbigo alinha com a parte de cima das coxas que, para se movimentarem coitadas, têm de andar bem afastadas uma da outra não vá o interior assar.
E não, não é doença, é desleixo. Esta gente não teme os ataques cardíacos?! Não tem espelhos em casa que lhes dê consciência que com corpos assim o melhor é usarem fatos de banho ou calções compridos?! E depois, que mal fiz eu a Deus para ter de levar com espectáculos destes?!
Hoje, na piscina, uma mulher de idade incerta mas seguramente avançada; que com certeza engoliu, em determinada altura do seu percurso vivencial, um buda, plantou-se à nossa frente num diminuto biquíni ao qual resolveu tirar as alças e foi um por um triz que não nos agraciou, a todos, com o maravilhoso espectáculo da sua nudez. Por amor de Deus!...
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Maus hábitos
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Vergonhas
De vez em quando...
Tenho saudades, de vez em quando. Mas ainda bem que é só de vez em quando, não fosse eu cair nessa tristeza de abandono e impossibilidade em que os sonhos por realizar, tantas vezes, nos fazem cair.
domingo, 1 de agosto de 2010
Projecto Moda
O seu, a seu dono
Assim quando o meu filho me disse – Estou aqui na FNAC a mostrar os teus livros à J. Estão em destaque! - O meu coração estremeceu. Por momentos pensei que podiam, por um qualquer milagre ou doideira da editora, ser os, realmente MEUS, livros. Os três que não passaram da primeira edição; que poucos conheceram e de que ainda menos se lembram. – EM DESTAQUE?!! – Exclamei. E ele, muito naturalmente, respondeu que sim e começou a citá-los. – Esses livros não são meus! – reclamei eu.
– Pois. Aqueles que tu reviste…
Já lá vão perto de oitenta obras. Algumas com mais de um volume. É um trabalho que gosto de fazer, mas só o meu filho para ter orgulho em abrir um deles e mostrar à namorada a ficha técnica…
sábado, 31 de julho de 2010
Das férias
Ainda assim tenho conseguido ir para fora cá dentro, nem que seja durante um fim-de-semana prolongado, como fiz o ano passado, e isso já dá para carregar um pouco as baterias que chegam a esta altura do ano e estão tão gastas que trabalham aos solavancos ameaçando parar a qualquer momento se eu não for aproveitando um bocadinho ou outro para as alimentar, num liga-desliga que lá as vai enganando, mas que não dura quase nada.
Este ano está ameaçado por um nonstop que me tem parecido, apesar da aparente inevitabilidade, pouco inteligente. É que apesar da vontade ser soberana, neste caso o que gera a vontade não é um amor transcendente pelo que se faz, mas uma suposta necessidade que pode deitar tudo a perder se acabar em esgotamento físico antes da entrada no novo ano lectivo.
Assim, aguento mais um mesinho e, nas primeiras semanas de Setembro, hei-de arranjar maneira de ir pregar para outra freguesia, nem que seja só por uns dias ou então, há falta de melhor, deixo-me dormir «até vir a mulher da fava rica» que já não consigo suportar o som do despertador às seis e meia da manhã a chatear-me o juízo on and on and on…
Enfim, ou uma coisa ou outra. Mas que tenho de ter uns diazinhos de férias, tenho.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
António Feio

quinta-feira, 29 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Inconveniências
Gente que fez parte de cenários que caíram; que participou em realidades que tiveram o seu fim, são como barómetros que nos ajudam a calcular até que ponto é que o passado ainda mexe connosco. E não interessa sequer se a mudança foi para melhor ou para pior, até porque isso não é linear – se numas coisas piorou, noutras com certeza que melhorou que nada é perfeito.
Contudo, algo é absolutamente imprescindível – é que essas pessoas nos revejam no nosso melhor. Se estão anos sem nos ver, têm de nos rever num dia de glamour. Já basta o facto de estarmos mais velhos; mais pobres; mais gordos.
Ora, um encontro à saída da piscina, de cabelo apanhado e cara lavada, NÃO é o ideal!…
Acordo Ortográfico
Calhou-me em sorte a primeira revisão de acordo com o Acordo Ortográfico.
Não vou mentir. Fez-me um bocado de confusão ver «ótimo» escrito sem «p»; «ato» sem «c» ou «exceto» sem «p», tanto mais que, neste último, eu sou daquelas que pronuncia o «p» - ex-ce-p-to – agora já não…
Contudo, e contra todos aqueles que dizem ser contra o Acordo, parece-me absolutamente lógico, natural, próprio de todas as línguas vivas, que caiam certas letras e certos acentos. Toda a evolução linguística é feita no sentido da economia, de caracteres, perdão - carateres evidentemente. Se este tipo de Acordo não existisse, ainda escreveríamos «farmácia» com «ph» e, quais Camões, estaríamos ainda a usar, em muitas circunstâncias de que agora não me recordo mas existiram acreditem, três «c» em vez dos dois que temos vindo a usar até agora e que, em certas palavras, passarão para um apenas.
Ora digam lá se, nesta vida de correria, não dá jeito escrever o mesmo com menos caracteres?
