sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Da vida dos últimos dias (ou serão meses?)

Se me pedissem para resumir como tem sido ultimamente a minha vida, diria que tenho tido muito do que deveria ser pouco e pouco do que deveria ser muito.
E mesmo que me digam que é sempre assim, o facto é que há alturas em que é mais «assim» do que outras.
Parece-me, no entanto, que o período está a terminar. É que isto é cíclico...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sobrevivência

Tenho uma cabeça que não me dá descanso. E se sofro, porque sofro, os primeiros impactos de um qualquer desaire ou as angústias e os medos de uma qualquer dificuldade, depressa me levanto (ainda que a mim me pareça sempre uma eternidade) e faço verdade do velho mote: serve-te de cada pedra que se te atravessa no caminho e sobe mais um degrau.
Hoje, e após alguns dias de dores de cabeça; noites agitadas e manhãs angustiantes, plantou-se-me uma sementinha de solução que espero que cresça...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ao despique

De vez em quando os meus pais entram em despique para ver quem é que está mais apto, digamos assim...
Para já o meu pai tem estado em vantagem. Mas isso é coisa que não se pode, DE FORMA NENHUMA, dizer, porque a mãe fica sentida, muito sentida. Se é que não toma isso como uma afronta e uma injustiça... Até porque, na verdade, o problema são os ouvidos. Se ela ouvisse melhor não teria andado que nem uma louca à procura de um saco que afinal foi «atrás» de um cabide para dentro do roupeiro...
E adivinhem quem é que o descobriu - o pai! E isso é que foi o pior! É que ela fica possessa cada vez que perde!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

De repente sinto-me adoentada. Não doente, adoentada. Como se as forças me faltassem. Como se deixasse de ter consistência para suportar um determinado peso que, antes, me pareceu suportável.
A força da psique é imensa! Muito maior do que se imagina. Muito superior ao que se crê. O corpo vai agindo, robusto, enquanto o espírito acredita, e sucumbe quando ele deixa de acreditar. É isso que fazem os desaires - adoecem-nos.

O que me faz feliz?

Criar condições para a felicidade dos que amo. Arrancar-lhes as dores; poupar-lhes as amarguras; tê-los perto de mim. É para isso que quero o dinheiro…

Filhos da puta! Incompetentes! Garganeiros! Energúmenos! Tudo menos Santos...

Em Março passado contraí um empréstimo para compra de casa com a garantia de que, durante o primeiro ano, a prestação não aumentava.
Já aumentou duas vezes!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Coisas...


Depois de ter despejado a casa, lembrei-me que deixei para trás uma cadeira.
Sem saber porquê meteu-se-me na cabeça que era capaz de não ficar mal por aqui. Quem sabe até era capaz de dar jeito, especialmente no Natal...o meu pai era capaz de achar graça - poder ter perto dele uma das suas cadeiras...
Voltei atrás e, com pouca luz, tirei-lhe de cima a tralha destinada à betel, carreguei-a para o carro e trouxe-a para casa.
Há coisas que não merecem ser resgatadas, são más lembranças. Mas há outras que trazem boas memórias e uma cadeira pode ser mais do que uma cadeira.
Esta, se não era, passou a ser. O meu pai sorriu - É uma boa cadeira! disse ele.
E é verdade. Se ele disse, está dito.

domingo, 19 de setembro de 2010


Passei o Domingo fechada a fazer o que as pessoas normais fazem durante a semana – a trabalhar.

sábado, 18 de setembro de 2010

Catarina Furtado e as Sete Maravilhas


E se a elegêssemos como a oitava maravilha?

Déjà-vu...

Cada vez que despejo uma casa parece que desmancho um bocado de vida, que pode até nem ser meu, se é que não é meu também aquilo que pertence aos que me são mais próximos…
Hoje foi a dos meus pais. Alugámo-la. Não faria sentido estar vazia de gente e cheia de móveis a coberto do pó, e de máquinas a degradarem-se. Quem a alugou quise-a livre de tralhas antigas e escuras e hoje foi o dia escolhido para o despejo.
Não fui capaz de tirar tudo. Por lá ficaram pequenas coisas. A umas abandonei, a outras meti-as ao bolso. Lembram-me tempos antigos... Não consegui dominar o aperto do coração. E nem as lágrimas. O nó na garganta. Dói-me sempre! Por esta altura já deveria estar habituada! Mas dói-me sempre.
Para a semana trata-se do resto.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ó cum caraças!!!!!!!

Nunca pensei vir a sentir (também é verdade que nunca me passou pela cabeça, sequer, pensar sobre isso…) a aflição do Governo tão próxima de mim, tão directa, tão óbvia e…tão filha da puta.
Sinto-me literalmente rodeada por instituições que «lutam» desesperadamente por alguns tostões e fazem-no despudoradamente como quem se vira para um pobre e diz: Temos pena, mas a partir de hoje é proibido andar de camisa. Faça favor de a tirar.
Outras há bem mais cínicas. Rodeiam-nos de burocracias e dificuldades e ficam à espera dos enganos e das desistências. Bolsas de Estudo?! CLARO! CLARO QUE ATRIBUÍMOS! Mas agora, se não se importa, repita lá tudo o que nos disse há 4 meses atrás, sem enganos por favor e, já agora, não se importa de nos facilitar os papeizinhos todos que entregou a tempo e horas? É que são precisos outra vez. Mudou a legislação…
Se fossem todos levar num sítio que eu cá sei...

Dos ovos e dos sonhos - E se forem Fabergé?


Levei a noite inteira a sonhar com eles!
Diz* que ovos é bom, jóias nem por isso...a não ser que as percamos!
Bem, pensando bem, tive-os na mão, mas nem eram meus!...
* in Grande Dicionário dos Sonhos, TodoLivro

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Depois da tempestade...

Já estou um bocadinho mais calma. Isto por muito controle que se tenha, ou se julgue ter, sobre a vida e a forma como a encaramos, há sempre momentos em que o controle vai p’rás urtigas e o desespero se instala – ai ai ai que desta é que é! Ai que não me aguento!...
Para completar o ramalhete calhou-me em sorte a revisão de uma obra sobre macroeconomia, de um autor prestigiadíssimo que me deixa ainda mais deprimida - só dou com os olhos em termos complicadíssimos; fórmulas esquisitas e raciocínios elaborados e penso cá para comigo, mas quem é que vai compreender isto?! Ai meu Deus se este homem tem soluções e ninguém as entende o que vai ser de nós que vamos todos pelo cano e isto nunca mais se endireita!... Mas isto sou eu, e a minha fraca fé nos técnicos da nossa praça, a pensar…
Verdade verdadinha é que já passei por situações bem mais complicadas e não só sobrevivi como singrei. Portanto upa upa que isto há-de ir.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Consultor/a Precisa-se

Alguém absolutamente isento em frente do qual eu possa explanar toda a minha vidinha profissional, económica e seus derivados, e que me saiba dar bons conselhos mas que, sobretudo, me ajude a encontrar soluções viáveis porque eu, como de resto todos nós, quando me embrenho cegamente no trabalho deixo de ter olhos para o analisar. Isto ou se trabalha ou se pensa. E quando se pensa não se existe. E o que eu quero mesmo, o que eu gosto mesmo, é de existir...
Consultor/a precisa-se! E que trabalhe de borla. Anda tanta gente por aí que ADORA dar conselhos! Pois que os dê. Estou a precisar.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Conspiração, só pode!

Isto não está mesmo nada fácil e já me passou pela cabeça que se trata de uma qualquer conspiração para me levar o pouco que ainda tenho, ele é carro, ele é casa, ainda agora me mudei e já tenho de contribuir para a pintura do prédio, o carro coitado já lhe vão pesando os anos e o orçamento para lhe dar algum gás por mais uns tempos (longos, espero eu...) é de ir às lágrimas, ou a coisa vira e eu começo realmente a colher os frutos de um trabalho que tem sido árduo ou pego mas é na trouxa e vou pregar para outra freguesia.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Voltei

Agora sim, voltei. Vencida pela sobrevivência, não convencida quanto aos benefícios do trabalho porque, se ele dá saúde, o descanso dá-a com muito mais eficácia e menos esforço, logo é muito mais adequado a estes tempos de crise.

Convenhamos que depois de três dias aqui me passou pela cabeça a reformulação, mais uma, desta forma de por cá andar. Mas dado o avanço da idade e a perspectiva de alguma falta de força o melhor mesmo é deixar-me ficar onde estou, e rezar para que ela, a força, não me falte antes de tempo. Até porque hoje passei por um atrasado mental qualquer que me gritou que eu ia ter um AVC só porque me viu a fumar… até se me puseram os cabelos em pé e em surdina atirei-lha de volta, a profecia, e murmurei entre dentes – a tua mãe.

Sei que prometi mais informação mas, acreditem, está tudo aqui. O encantamento por que passei na presença deste projecto; a maravilha de saber que há gente suficientemente revolucionária para pensar e executar (porque o pensar nem sempre é o mais difícil), projectos de vida verdadeiramente alternativos, deixa-me sem palavras e sem bagagem para acrescentos àquilo que por eles é dito. Isso e a má disposição que me assolou esta manhã quando tomei consciência da demasiadamente rápida semana à qual dificilmente poderei chamar Férias.

A boa notícia é que se tenho estado sozinha, porque tenho, agora deixei de o estar. E isso dá-me força.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Até para a semana


Fiquem com Deus. Divirtam-se. Pr'á semana estou de volta.

A Saga da Segurança Social

Ao cabo de dois meses de cartas registadas; telefonemas; visitas com direito a duas páginas no livro de reclamações e, não nego, alguns insultos, a Segurança Social emitiu o seu parecer: depois de analisadas todas as reclamações a Segurança Social reconheceu que, na verdade, não existia dívida, isto é, tudo tinha sido SEMPRE pago a tempo e horas mas, ainda assim, nós teríamos de pagar juros de mora e custas, no valor de pouco menos de dezassete euros.
Seguiram-se mais duas cartas para as suas mais altas esferas numa tentativa de compreender porque carga d’água é que nós, não devendo nem N-U-N-C-A tendo devido, tínhamos de pagar custas e JUROS DE MORA!!! Juros de mora de quê?! E terminavam as cartas com uma singela frase em que eu explicava às destinatárias que ele há muitas formas de roubar e que esta, minhas senhoras, seria uma delas…
Mais um mês se passou e ontem, dia de despedida já que hoje penso meter pés, aliás rodas, ao caminho e esquecer-me disto pelo menos por uma semana, vi-me em braços com um nota de pagamento única, com a merda dos dezasseis euros e noventa e tal cêntimos para pagar!
Não é pela importância, evidentemente, é pelo princípio. Se nunca devi, não posso ter acumulado juros de mora. Se não acumulei juros de mora, não tenho de pagar qualquer tipo de custas.
Esta equação parece-me, a mim, mais do que lógica. Por isso, agarrei no telefone e vá de ligar.
Atendeu-me um senhor que depois de ter ouvido o motivo do telefonema me pediu para aguardar que ia passar a quem de direito. Aguardei.
Ele voltou passado um bocadinho. Que a colega não estava. Ia passar a outra.
Voltou passado um bocado. A outra também não estava. «Mas a senhora se não se importa vai-me deixar todos os dados que, mais tarde, entraremos em contacto.»
E eu vá de desabafar: e porque assim; e porque assado; inadmissível…e blablablabla…tome lá o número do processo; e porque ainda por cima mandam-me uma coisa a dia 27 com prazo limite a 31, é claro que só recebi depois do prazo limite, mas ainda assim NÃO PAGO, não quero saber se são só dezassete euros. Não tenho nada de pagar!
Esteja descansada, dizia-me ele, que entraremos em contacto. E com quem falei? pergunto eu que gosto de tomar nota destas coisas todas. Com o vigilante P.V., responde-me ele despreocupadamente!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Da União e da Força

A união faz a força; aumenta exponencialmente as possibilidades , todas, e resolve qualquer problema.
Toda a gente sabe isto. Toda a gente sabe isto e são poucos os que não aceitam unir-se por uma causa que seja justa, por um objectivo que seja comum. Desde que apareça, é claro, um unificador. E não pode, evidentemente, ser um unificador fraquinho, tem de ser alguém a explodir de vontade e de razão; de entusiasmo e de fé.
É isso que nos falta, a nós, humanos – verdadeiros unificadores. Aqueles que pensam ter adoptado esse papel já o desempenham há tanto tempo que se lhes esvaíram os requisitos fundamentais. Já nenhum de nós acredita em causas, ou poucos acreditam…, já ninguém confia nos líderes que para aí andam. E depois, como em tudo, quanto mais extenso for o território maior a dificuldade. Experimentem lá unir meia dúzia de pessoas, que lhes sejam próximas, para resolver um problema familiar…é que é num ápice! Ninguém diz que não e, nos corações, fica aquela sensação reconfortante de se ter contribuído para a alegria de alguém.