sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Smile

O sorriso da rádio apanhou-me na fisioterapia, onde se ouve a Comercial, pelo que pensei que fosse uma ideia exclusiva do Nuno Markl mas parece que não, afinal juntaram-se todos para fazer os portugueses sorrir, nem que fosse por uns escassos segundos. E parece que conseguiram!


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

2 de Fevereiro, dia de Nossa Senhora das Candeias

Diz que é dia de Nossa Senhora das Candeias.
Há 79 anos uma mãe pegou na mão da filha de oito dizendo:
- Vamos a casa do senhor João. A dona Maria teve uma menina!
Talvez por ter nascido neste dia a minha mãe tenha sobrevivido a uma meningite grave e a mais umas tantas maleitas que afectavam à época tantas crianças. Dos oito filhos que teve, a minha avó só guardou quatro. Todas meninas. Uma delas é aquela que nasceu neste dia, o de Nossa Senhora das Candeias, e que vinte e seis anos mais tarde me geraria a mim.
E esta aproximação ao seu nascimento, trazida pela memória da menina que tinha então oito anos e que hoje nos acordou às 8 da manhã para lhe dar os parabéns, comoveu-me.
Comovem-me tempos que nem foram meus! Como se o passar do tempo, só por si, fosse um milagre!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Curiosidades

Esta criatura tem cerca de 300 ou 400 milhões de anos. Viu dinossauros, homens e outros bichos, nascerem e morrerem sem sofrer grandes alterações ou adaptações; tem sangue azul porque em vez de ferro tem cobre no dito e, para além disso, possui poder de regeneração, o que é uma preciosidade para a ciência médica. Podemos extrair-lhe sangue ou arrancar-lhe uma das dez patas que o sangue renova-se e a pata volta a nascer!
Porque é que ao longo de 300 milhões de anos este animal está na mesma? Porque nasceu perfeitamente adaptado à sobrevivência. A sua extraordinária carapaça protege-o dos predadores e o seu poder de regeneração é, provavelmente, o que mais inveja causa àqueles que já têm a carapaça e sonham com a eternidade.
Mas, como em tudo, há um senão - é que ao poder de protecção da carapaça teremos de acrescentar a incapacidade de evolução. O que, no caso no caranguejo, é bom; no caso do bicho homem, é mau.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dos armários e dos esqueletos que a gente vai metendo lá dentro

Todos temos esqueletos dentro dos armários. Há quem lhes chame fantasmas, mas vai tudo dar no mesmo. Podem ser só um ou vários, assim como os armários, mas uma coisa é certa, convém que sejam, de tempos a tempos, revisitados, sob pena de causarem prejuízos irreversíveis já que actuam pela calada, sub-repticiamente, e quando julgamos ser uma a origem de todos os males, ela afinal está lá, nos esqueletos, fantasmas do passado...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ilusões, quereres e coisas

Desde que acordei que é amanhã! A sensação de que é 6ª feira persegue-me, mesmo depois de comprovar, várias vezes, que não, que é 5ª ainda... 6ª é só amanhã. Mas eu quero que seja hoje. Mas não é. É amanhã.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

...

Há sempre uma fase de maturação antes de qualquer coisa acontecer. Uma fase em que tudo parece pairar num limbo de ideias e propósitos que aguardam o momento certo para ver a luz do dia.
É nessa fase que estou.

Dia de aniversário

Hoje é dia de aniversário. Faz anos o meu irmão. E que falta ele me faz!
Já falta pouco. Logo logo tenho-o aí a bater à porta e mal posso esperar.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Frio, muito frio

O frio está a transformar-se num monstro que atravessa as paredes, se infiltra pelos interstícios da roupa, trespassa os poros e congela os ossos!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Da abstenção

Na impossibilidade de investigar sobre cada motivo que levou cada pessoa a abster-se de votar, creio que será justo, e democrático, ter em conta a existência de populações que utilizam a abstenção como forma de luta por não terem mais nenhuma.

Contudo, e uma vez que a abstenção não é considerada uma figura de valor percentual no quadro do eleitorado, lá se vai a forma de luta! É que, votem 100 ou 20, ganhará sempre o candidato que tiver mais cruzes efectivas no papel.

Em qualquer concelho de administração, creio eu, quando um ou mais membros são impossibilitados de comparecer numa votação terão de se fazer representar por outrem. Quer isto dizer que TODAS as vontades serão tidas em conta ou não se avança com medida nenhuma.

Essa deveria ser, na minha opinião, a atitude correcta no que às eleições diz respeito. Deveria ser determinado um número mínimo de votantes, nunca abaixo de 51% do eleitorado, para que qualquer eleição fosse levada a cabo. Só assim se estaria, realmente, a dar voz à maioria dos portugueses.

Até que ponto é que o modelo vigente serve o poder, é algo sobre o qual nos deveríamos debruçar.

Como já tive oportunidade de referir, em resposta a um comentário deixado no post anterior a este, e ao contrário do que possa parecer, eu votei, voto sempre a não ser que esteja verdadeiramente incapacitada de me deslocar. Contudo, numa democracia, não digo verdadeira porque a nossa o é, mas completa, esse quadro teria de ser tido em conta. Como é que faz, por exemplo, quem está internado ou incapacitado de se deslocar?

Existem, sempre existiram desde os primórdios gregos da democracia, formas mais ou menos subtis de afastar a participação dos mais fracos, e por “mais fracos” entenda-se todos aqueles que já mencionei mais os que continuam a ser objecto de uma selecção velada e que, de uma forma ou de outra, são mantidos na ignorância.

À pergunta “Como votar?”, digitada no site do Ministério da Administração Interna, obtive como resposta “0 resultados”.

Este é o site cujo link deveria aparecer no do Ministério da Administração Interna, sempre que é formulada uma pergunta sobre eleições.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Falta de Quórum

Este termo é utilizado em votações e assembleias. Porque é que não é utilizado em eleições ou, se é, qual o número mínimo para que haja quórum?
Como é que é possível elerger-se um Presidente de República, ou um Governo, que supostamente representará todo um povo, quando mais de metade da população não votou?! Para já estamos em 35%!!! Isto não é representativo! Não pode ser!
É que, ainda por cima, nem sequer se pode considerar abstenção dado que um número ainda indeterminado de pessoas não conseguiu votar por questões técnicas!

sábado, 22 de janeiro de 2011

O peso das pequenas coisas

Tenho uma prima que só o é porque nasceu exactamente um mês antes de mim, bem podia ser irmã tal é o apoio que me tem dado.
Hoje ofereceu-me uma camisola. Uma camisola que é a minha cara e, sempre que me olho ao espelho, parece que renasci!
Há quem diga que somos muito diferentes. Eu arriscaria dizer que isso são só as más línguas...

À laia de balanço

Madrugada adentro, em frente a fotos antigas mas não tão antigas quanto isso, passei em revista os últimos anos da minha vida convencida que mais de uma década teria sobrevoado o meu último período de estabilidade, mas não, não passou ainda a dita. Os caminhos difíceis de percorrer parecerem sempre mais longos é um facto que, curiosamente, se contrapõe àquele outro do tempo passar a correr…
Mas deixei-me ficar parada, a olhar faces expressões e lugares, sem saber bem o que procurava, provavelmente nada, provavelmente o testemunho de que o que sinto hoje é diferente daquilo que sentia então. E é. Hoje tenho consciência de que houve momentos pouco aproveitados como terei, se não tomo cuidado, consciência disso mesmo, daqui a uns anos, quando passar em revista os tempos que são estes que agora vivo.
Mas sobretudo acalmei-me. O nível de ansiedade que me tem assolado sem dó nem piedade, baixou. Confirmei que, na verdade, não me tenho saído mal. Não me tenho saído nada mal. E se vou ou não chegar a bom porto, o futuro o dirá. Por ora e para já, vou saborear este sossego que esta noitada me trouxe.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Saiam-me da frente!

Ando há duas semanas presa numa armadura de determinação e cada vez que estendo um braço é para me defender, numa guerra em que sou a única protagonista.
Queria que o mundo parasse, que tudo parasse, até eu chegar ao meu destino. Que a vida esperasse por mim porque estou atrasada e corro, corro o mais depressa que posso porque sei que o atalho por onde corro me há-de levar de volta à estrada principal.
- Isso é que é ter força para andar para frente! - espanta-se a minha mãe.
- E que ninguém me puxe para trás! Que ninguém me puxe para trás! - respondo-lhe eu.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Hoje senti inveja duma senhora que anda numa carrinha a vender peixe de terra em terra, e que é tão feliz que está sempre a sorrir e diz que não quereria ser uma outra coisa qualquer.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Da beleza e da fealdade do mundo

Como diz a canção “…não vais levar a mal, mas beleza é fundamental”.
E não me refiro aqui à beleza dos traços que delimitam a matéria, mas à beleza que vem da harmonia do conjunto composto pelo objecto e aquilo que o rodeia. A beleza graciosa e generosa do contexto do que é e do que parece ser, do que se vê e daquilo que é invisível.
E isto vem a propósito de um excerto de um bailado de Pina Bausch que encontrei no Facebook. Não pretendo pôr em causa a indiscutível qualidade de Pina Bausch nem, tão pouco, o valor desta obra, que não vi. O que me chamou a atenção, aqui como noutras obras de arte, foi o enfoque, o olhar do artista.
Eu própria defendi, há não muito tempo, a necessidade da exposição do mundo tal como ele é, a realidade “nua e crua” e, se mais não houvesse, bastariam estes dois adjectivos para se perceber que o mundo não é bonito. Eu própria defendi a necessidade do choque, como um grito que exige que se abram os olhos, que se veja!
Hoje, talvez por ser assolada por essa realidade “nua e crua”, seja através dos média, seja no contacto com obras de arte, questiono as vantagens daquilo a que chamo o “realismo assoberbado”.
Falta-nos a paz que a beleza tem o poder de transmitir! Não caberá essa transmissão aos artistas? Não lhes caberá a tarefa de recriar a realidade; de a olhar de um outro ângulo; de a transformar? Não estará na altura de circunscrever a triste realidade aos média e pedir aos artistas que nos mostrem o invisível, que nos mostrem um outro lado do possível? Será que não está na altura de tentarmos transformar um pouco o mundo devolvendo-lhe alguma beleza?
É que, quer queiramos quer não, os conceitos tendem a entranhar-se-nos na alma e, nos dias que correm, o paradigma vigente é o de uma realidade repleta de fealdade. Quem sabe se o mudarmos, ao paradigma, seremos capazes de, com o tempo, transformar o mundo. António Gedeão percebeu isso quando disse, a propósito dos olhares de Sancho e D. Quixote: “Vê moinhos? São moinhos! Vê gigantes? São gigantes!”

sábado, 15 de janeiro de 2011

Um certo abandono

Há uma certa doçura no abandono, na entrega. Talvez seja essa doçura que assalta certas pessoas em certas idades e as leva a abandonarem-se à morte quando a vida ainda pulsa lá dentro, ténue, silenciosa.
É perigoso este amor ao abandono, esta vontade de não ser, de não estar; esta indiferença. É perigoso em todas as idades mas, fundamentalmente, em idades avançadas, quando aquilo que nos desperta cada vez desperta menos e dependemos da vontade alheia para por cá continuarmos.
É perigoso e assustador para quem presencia. Oscila-se entre a compreensão e a revolta feita do medo que a proximidade da morte transporta.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Já estou mais calma

Já contei até 100. Já estou mais calma.
Mais calma. Não, mais conformada.
O cenário não é nada favorável para quem trabalha neste país. Para quem quer, ou sonha, construir alguma coisa. Não é nada favorável, principalmente se se for "órfão" sem "rede", e por "rede" entenda-se financiamento, próprio ou alheio. É que, a juntar à sede de dinheiro das várias instituições e companhias, está a incompetência e/ou má vontade de certos funcionários.
O azar total é quando nos deparamos, em simultâneo, com as duas situações, i.e., quando temos a cama prontinha para a invasão das instituições e companhias e, ainda por cima, deparamos com funcionários incompetentes.
A mim têm-me saído pacotes destes nos últimos dias, daí o desabafo.
Que me desculpem os intelectos mais delicados.

Foda-se! É de mais!

Há dias em que me é quase insuportável viver neste país!
Cambada de sanguessugas, ladrões, filhos de um continente de putas.
Anda uma pessoa a trabalhar para alimentar esta cambada! Roubam por todos os lados, de todas as maneiras e quem trabalha não tem outro remédio senão engolir sapos cada vez maiores! Um dia destes desatamos todos a vomitar e aí é que vai ser bonito!
Eu seja cão se não hei-de esfregar nas trombas de bancos, companhias de seguros, telefones e afins, metros e metros de panos encharcados!