Todos nós somos antagónicos. Todos procuramos, incessantemente, dentro e fora de nós. Todos somos múltiplos. Neste espaço, é a minha multiplicidade que se manifesta.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Smile
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
2 de Fevereiro, dia de Nossa Senhora das Candeias
Diz que é dia de Nossa Senhora das Candeias.
Há 79 anos uma mãe pegou na mão da filha de oito dizendo:
- Vamos a casa do senhor João. A dona Maria teve uma menina!
Talvez por ter nascido neste dia a minha mãe tenha sobrevivido a uma meningite grave e a mais umas tantas maleitas que afectavam à época tantas crianças. Dos oito filhos que teve, a minha avó só guardou quatro. Todas meninas. Uma delas é aquela que nasceu neste dia, o de Nossa Senhora das Candeias, e que vinte e seis anos mais tarde me geraria a mim.
E esta aproximação ao seu nascimento, trazida pela memória da menina que tinha então oito anos e que hoje nos acordou às 8 da manhã para lhe dar os parabéns, comoveu-me.
Comovem-me tempos que nem foram meus! Como se o passar do tempo, só por si, fosse um milagre!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Curiosidades
Esta criatura tem cerca de 300 ou 400 milhões de anos. Viu dinossauros, homens e outros bichos, nascerem e morrerem sem sofrer grandes alterações ou adaptações; tem sangue azul porque em vez de ferro tem cobre no dito e, para além disso, possui poder de regeneração, o que é uma preciosidade para a ciência médica. Podemos extrair-lhe sangue ou arrancar-lhe uma das dez patas que o sangue renova-se e a pata volta a nascer!sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Dos armários e dos esqueletos que a gente vai metendo lá dentro
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Ilusões, quereres e coisas
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
...
Dia de aniversário
Já falta pouco. Logo logo tenho-o aí a bater à porta e mal posso esperar.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Frio, muito frio
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Da abstenção
Na impossibilidade de investigar sobre cada motivo que levou cada pessoa a abster-se de votar, creio que será justo, e democrático, ter em conta a existência de populações que utilizam a abstenção como forma de luta por não terem mais nenhuma.
Contudo, e uma vez que a abstenção não é considerada uma figura de valor percentual no quadro do eleitorado, lá se vai a forma de luta! É que, votem 100 ou 20, ganhará sempre o candidato que tiver mais cruzes efectivas no papel.
Em qualquer concelho de administração, creio eu, quando um ou mais membros são impossibilitados de comparecer numa votação terão de se fazer representar por outrem. Quer isto dizer que TODAS as vontades serão tidas em conta ou não se avança com medida nenhuma.
Essa deveria ser, na minha opinião, a atitude correcta no que às eleições diz respeito. Deveria ser determinado um número mínimo de votantes, nunca abaixo de 51% do eleitorado, para que qualquer eleição fosse levada a cabo. Só assim se estaria, realmente, a dar voz à maioria dos portugueses.
Até que ponto é que o modelo vigente serve o poder, é algo sobre o qual nos deveríamos debruçar.
Como já tive oportunidade de referir, em resposta a um comentário deixado no post anterior a este, e ao contrário do que possa parecer, eu votei, voto sempre a não ser que esteja verdadeiramente incapacitada de me deslocar. Contudo, numa democracia, não digo verdadeira porque a nossa o é, mas completa, esse quadro teria de ser tido em conta. Como é que faz, por exemplo, quem está internado ou incapacitado de se deslocar?
Existem, sempre existiram desde os primórdios gregos da democracia, formas mais ou menos subtis de afastar a participação dos mais fracos, e por “mais fracos” entenda-se todos aqueles que já mencionei mais os que continuam a ser objecto de uma selecção velada e que, de uma forma ou de outra, são mantidos na ignorância.
À pergunta “Como votar?”, digitada no site do Ministério da Administração Interna, obtive como resposta “0 resultados”.
Este é o site cujo link deveria aparecer no do Ministério da Administração Interna, sempre que é formulada uma pergunta sobre eleições.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Falta de Quórum
sábado, 22 de janeiro de 2011
O peso das pequenas coisas
À laia de balanço
Mas deixei-me ficar parada, a olhar faces expressões e lugares, sem saber bem o que procurava, provavelmente nada, provavelmente o testemunho de que o que sinto hoje é diferente daquilo que sentia então. E é. Hoje tenho consciência de que houve momentos pouco aproveitados como terei, se não tomo cuidado, consciência disso mesmo, daqui a uns anos, quando passar em revista os tempos que são estes que agora vivo.
Mas sobretudo acalmei-me. O nível de ansiedade que me tem assolado sem dó nem piedade, baixou. Confirmei que, na verdade, não me tenho saído mal. Não me tenho saído nada mal. E se vou ou não chegar a bom porto, o futuro o dirá. Por ora e para já, vou saborear este sossego que esta noitada me trouxe.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Saiam-me da frente!
Queria que o mundo parasse, que tudo parasse, até eu chegar ao meu destino. Que a vida esperasse por mim porque estou atrasada e corro, corro o mais depressa que posso porque sei que o atalho por onde corro me há-de levar de volta à estrada principal.
- Isso é que é ter força para andar para frente! - espanta-se a minha mãe.
- E que ninguém me puxe para trás! Que ninguém me puxe para trás! - respondo-lhe eu.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Da beleza e da fealdade do mundo
E não me refiro aqui à beleza dos traços que delimitam a matéria, mas à beleza que vem da harmonia do conjunto composto pelo objecto e aquilo que o rodeia. A beleza graciosa e generosa do contexto do que é e do que parece ser, do que se vê e daquilo que é invisível.
E isto vem a propósito de um excerto de um bailado de Pina Bausch que encontrei no Facebook. Não pretendo pôr em causa a indiscutível qualidade de Pina Bausch nem, tão pouco, o valor desta obra, que não vi. O que me chamou a atenção, aqui como noutras obras de arte, foi o enfoque, o olhar do artista.
Eu própria defendi, há não muito tempo, a necessidade da exposição do mundo tal como ele é, a realidade “nua e crua” e, se mais não houvesse, bastariam estes dois adjectivos para se perceber que o mundo não é bonito. Eu própria defendi a necessidade do choque, como um grito que exige que se abram os olhos, que se veja!
Hoje, talvez por ser assolada por essa realidade “nua e crua”, seja através dos média, seja no contacto com obras de arte, questiono as vantagens daquilo a que chamo o “realismo assoberbado”.
Falta-nos a paz que a beleza tem o poder de transmitir! Não caberá essa transmissão aos artistas? Não lhes caberá a tarefa de recriar a realidade; de a olhar de um outro ângulo; de a transformar? Não estará na altura de circunscrever a triste realidade aos média e pedir aos artistas que nos mostrem o invisível, que nos mostrem um outro lado do possível? Será que não está na altura de tentarmos transformar um pouco o mundo devolvendo-lhe alguma beleza?
É que, quer queiramos quer não, os conceitos tendem a entranhar-se-nos na alma e, nos dias que correm, o paradigma vigente é o de uma realidade repleta de fealdade. Quem sabe se o mudarmos, ao paradigma, seremos capazes de, com o tempo, transformar o mundo. António Gedeão percebeu isso quando disse, a propósito dos olhares de Sancho e D. Quixote: “Vê moinhos? São moinhos! Vê gigantes? São gigantes!”
sábado, 15 de janeiro de 2011
Um certo abandono
É perigoso este amor ao abandono, esta vontade de não ser, de não estar; esta indiferença. É perigoso em todas as idades mas, fundamentalmente, em idades avançadas, quando aquilo que nos desperta cada vez desperta menos e dependemos da vontade alheia para por cá continuarmos.
É perigoso e assustador para quem presencia. Oscila-se entre a compreensão e a revolta feita do medo que a proximidade da morte transporta.