Depois de ler isto fiquei muito mais descansada.
E que eficientes que eles são!... Quando foi mesmo que a gripe se manifestou?
Todos nós somos antagónicos. Todos procuramos, incessantemente, dentro e fora de nós. Todos somos múltiplos. Neste espaço, é a minha multiplicidade que se manifesta.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Bem me queria parecer
Choquei-a ontem e ela aqui está – a gripe, que não é suína, mas é chata.
Trezentos e cinquenta e cinco espirros, dores no corpo, na cabeça, na garganta. Frio e febre. Frio e febre.
Uma merda, é o que é.
Trezentos e cinquenta e cinco espirros, dores no corpo, na cabeça, na garganta. Frio e febre. Frio e febre.
Uma merda, é o que é.
A quem é que interessa o Paraíso?
Considerando que o Paraíso seria um Mundo sem doenças, sem drogas, sem guerras, sem poluição, sem desperdício, sem pobreza, sem violência.
Como sobreviveriam todos aqueles que tratam as doenças? Como sobreviveriam as farmácias e os laboratórios? Como sobreviveriam todas as associações de apoio aos toxicodependentes? e as associações humanitárias? Como sobreviveriam as fábricas de armamento e os exércitos? Como sobreviveriam as igrejas? e as fábricas? e as associações de defesa da Natureza?
É que esta gente dá trabalho a muita gente! Ainda que encha os bolsos a poucos.
Pode parecer a Teoria da Conspiração mas não sei até que ponto é que esta história da gripe dos porcos, como de outras que aparecem de vez em quando e, aparentemente, do nada, não serão obra de uns para benefício dos mesmos. Olha, embora lá espalhar um virusito para ver se a gente vende aqueles medicamentos que estão há tanto tempo na prateleira. E onde? onde? É pá num desses países com muita gente; ssuficientemente longe mas não tão longe que não se saiba. Num desses onde a pobreza já mora, de portas meias com a corrupção e a ignorância. É por essas e por outras que tu fazes cá falta pá! A quem é que interessa o Paraíso?! A mim, não.
Como sobreviveriam todos aqueles que tratam as doenças? Como sobreviveriam as farmácias e os laboratórios? Como sobreviveriam todas as associações de apoio aos toxicodependentes? e as associações humanitárias? Como sobreviveriam as fábricas de armamento e os exércitos? Como sobreviveriam as igrejas? e as fábricas? e as associações de defesa da Natureza?
É que esta gente dá trabalho a muita gente! Ainda que encha os bolsos a poucos.
Pode parecer a Teoria da Conspiração mas não sei até que ponto é que esta história da gripe dos porcos, como de outras que aparecem de vez em quando e, aparentemente, do nada, não serão obra de uns para benefício dos mesmos. Olha, embora lá espalhar um virusito para ver se a gente vende aqueles medicamentos que estão há tanto tempo na prateleira. E onde? onde? É pá num desses países com muita gente; ssuficientemente longe mas não tão longe que não se saiba. Num desses onde a pobreza já mora, de portas meias com a corrupção e a ignorância. É por essas e por outras que tu fazes cá falta pá! A quem é que interessa o Paraíso?! A mim, não.
Pois eu gostava. Que me perdoem os magnatas, mas que eu gostava, gostava.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Aceitam-se sugestões
Parece-me bem que se abra concurso para aprovar uma palavra que denomine tanto o género feminino como o masculino. Não gosto de ser tratada, na generalidade, por Homem, ainda que leve um H grande.
O Círculo de Leitores lançou agora uma obra, em exclusivo, que se chama Homens Que Mudaram O Mundo. Uma muito rápida vista de olhos deu para ver fotos e nomes como Madre Teresa de Calcutá, Marie Curie e Isabel II. Ainda que sejam só estas três, o que não acredito, porque carga de água se há-de chamar à obra Homens…?! Chamem-lhe Pessoas. Pessoa Que Mudaram O Mundo. Sempre gostava de saber se os homens gostavam de ser integrados numa espécie chamada Mulheres, ainda que se escrevesse com um M grande.
É que o tempo do machismo e das sociedades patriarcais já era...
O Círculo de Leitores lançou agora uma obra, em exclusivo, que se chama Homens Que Mudaram O Mundo. Uma muito rápida vista de olhos deu para ver fotos e nomes como Madre Teresa de Calcutá, Marie Curie e Isabel II. Ainda que sejam só estas três, o que não acredito, porque carga de água se há-de chamar à obra Homens…?! Chamem-lhe Pessoas. Pessoa Que Mudaram O Mundo. Sempre gostava de saber se os homens gostavam de ser integrados numa espécie chamada Mulheres, ainda que se escrevesse com um M grande.
É que o tempo do machismo e das sociedades patriarcais já era...
Lar, doce lar
A ideia de gripe, das aves, dos porcos, dos cavalos…whatever; este céu acinzentado; um certo friozinho que se me entranhou; esta chuva miudinha que teima em cair e, qui ça, um certo cansaço, fazem-me dores de cabeça; deixam-me o corpo a pedir cama e uma enorme vontade de não sair de casa. De ficar por aqui, no aconchego do lar.
Pois que...
a EMEL lá arrecadou mais uns cobres; lá ouviu mais uns insultos; lá guardou, pelo menos, mais duas folhas, completamente preenchidas, do livro de reclamações, sem pestanejar, que a EMEL apesar de ser uma empresa escolhe a dedo os seus representantes que, por muito que tentem, queiram ou pensem disfarçar não enganam ninguém – trazem EMEL escrito na testa e estão preparados para tudo.
Ah! E, já agora, se vos acontecer encontrar vazio o lugar onde antes estava a vossa viatura não pensem em pagar com cheque. Diz lá, naqueles papéis mal amanhados que eles têm ao lado do guiché numa espécie de vitrina, que aceitam cheques mas é mentira. Se o tentarem fazer, logo o zeloso trabalhador que se encontra por detrás do vidro colará no dito, mesmo em frente ao vosso nariz, um outro papel que, por falta de espaço, não se encontra fixado e que diz que à EMEL se reserva o direito de não aceitar os pagamentos em cheque. A multa pode ser paga em cheque. O reboque e a “estadia” no parque com vista para o viaduto, não.
Outra coisa que é preciso ter em conta é a ausência de informação relativamente ao total do montante a desembolsar – é sempre uma agradável surpresa.
Ainda mais um pormenor para todos aqueles que aderiram ao moderno e sofisticado sistema de cartões que a EMEL implantou para facilitar a vida àqueles que usam os seus maravilhosos, confortáveis e seguros parques de estacionamento espalhados por essa Lisboa fora. Trata-se de uma espécie de passe para os parques. Claro que esse “passe” ficará à vista tal como os tradicionais talões.
Pois que ontem estava lá um senhor aderente desse maravilhoso e novíssimo sistema. Tinham-lhe rebocado o carro porque nunca tinham visto o cartãozito, nem mais gordo, nem mais magro. Não sabiam que existia, nem o que era.
Sem comentários.
Ah! E, já agora, se vos acontecer encontrar vazio o lugar onde antes estava a vossa viatura não pensem em pagar com cheque. Diz lá, naqueles papéis mal amanhados que eles têm ao lado do guiché numa espécie de vitrina, que aceitam cheques mas é mentira. Se o tentarem fazer, logo o zeloso trabalhador que se encontra por detrás do vidro colará no dito, mesmo em frente ao vosso nariz, um outro papel que, por falta de espaço, não se encontra fixado e que diz que à EMEL se reserva o direito de não aceitar os pagamentos em cheque. A multa pode ser paga em cheque. O reboque e a “estadia” no parque com vista para o viaduto, não.
Outra coisa que é preciso ter em conta é a ausência de informação relativamente ao total do montante a desembolsar – é sempre uma agradável surpresa.
Ainda mais um pormenor para todos aqueles que aderiram ao moderno e sofisticado sistema de cartões que a EMEL implantou para facilitar a vida àqueles que usam os seus maravilhosos, confortáveis e seguros parques de estacionamento espalhados por essa Lisboa fora. Trata-se de uma espécie de passe para os parques. Claro que esse “passe” ficará à vista tal como os tradicionais talões.
Pois que ontem estava lá um senhor aderente desse maravilhoso e novíssimo sistema. Tinham-lhe rebocado o carro porque nunca tinham visto o cartãozito, nem mais gordo, nem mais magro. Não sabiam que existia, nem o que era.
Sem comentários.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Não há uma sem duas, nem duas sem três...
O carro do meu filho foi rebocado.
Ele só pode sair do trabalho às onze da noite e, mesmo assim, já lhe estão a dar duas horas de bónus.
Entrou ao meio-dia. Sairia à uma da manhã, não fosse o facto do carro ter sido rebocado.
Está a trabalhar há oito dias, sem descanso.
Pediu-me para o ir buscar.
O pai dele acha que deve ser ele a desenrascar-se. Acha que eu não devo estar sempre a pôr a mão por baixo. Acha que ele assim não cresce.
Se calhar tem razão. Provavelmente terá razão. O mais certo, mesmo, é ter razão.
Mas como é que eu faço isso?
Como é que me deixo ficar aqui sentada? Como é que não corro a meter-me no carro para o ajudar?!
Sei lá fazer uma coisa dessas!
Ele só pode sair do trabalho às onze da noite e, mesmo assim, já lhe estão a dar duas horas de bónus.
Entrou ao meio-dia. Sairia à uma da manhã, não fosse o facto do carro ter sido rebocado.
Está a trabalhar há oito dias, sem descanso.
Pediu-me para o ir buscar.
O pai dele acha que deve ser ele a desenrascar-se. Acha que eu não devo estar sempre a pôr a mão por baixo. Acha que ele assim não cresce.
Se calhar tem razão. Provavelmente terá razão. O mais certo, mesmo, é ter razão.
Mas como é que eu faço isso?
Como é que me deixo ficar aqui sentada? Como é que não corro a meter-me no carro para o ajudar?!
Sei lá fazer uma coisa dessas!
Ursos...
Primeiro foi a água. Num momento corria pelas torneiras, no outro deixou de correr. Isto logo de manhãzinha que é por causa das tosses. Ah, e tal... pedimos muita desculpa mas estamos a tratar de uma avaria e prometemos ser breves. Por acaso não mentiram, foi num instantinho.
Algumas horas mais tarde foi o telefone e a internete. Ah, e tal... estamos a proceder a actualizações na sua zona, são mais umas horitas. Isto à uma hora da tarde... durou até às cinco.
Informar o consumidor, com uma certa antecedência, destas démarches para quê?! Ele paga na mesma...
Dos Bichos e similares
Falávamos de bichos, a minha filha e eu.
Gosto de cães. Não gostas nada. Gosto sim.
Gosto de cães, como gosto de gatos, de pássaros, de árvores, de gente. Só não gosto é de todos. Excepto, talvez, das árvores. Nunca conheci nenhuma árvore de que não gostasse. Mas os bichos, como as pessoas, têm personalidades diferentes. Gosta-se mais de uns do que de outros. Às vezes não se gosta de todo, daquele em particular.
Talvez eu tenha uma estranha forma de demonstrar quando gosto, quanto gosto, mas gosto o suficiente para achar que ter um cão, ou um gato, tem de ser um acto de responsabilidade; tem de ser um acto de consciência, de quem sabe que um animal precisa de ser considerado parte de uma família, tal como uma criança. Que tem de haver predisposição e disponibilidade para ele.
Só quem não gosta de animais, ou de pessoas, é que os tem sem ter em conta quem são, o que são, de que precisam.
Gosto de cães. Não gostas nada. Gosto sim.
Gosto de cães, como gosto de gatos, de pássaros, de árvores, de gente. Só não gosto é de todos. Excepto, talvez, das árvores. Nunca conheci nenhuma árvore de que não gostasse. Mas os bichos, como as pessoas, têm personalidades diferentes. Gosta-se mais de uns do que de outros. Às vezes não se gosta de todo, daquele em particular.
Talvez eu tenha uma estranha forma de demonstrar quando gosto, quanto gosto, mas gosto o suficiente para achar que ter um cão, ou um gato, tem de ser um acto de responsabilidade; tem de ser um acto de consciência, de quem sabe que um animal precisa de ser considerado parte de uma família, tal como uma criança. Que tem de haver predisposição e disponibilidade para ele.
Só quem não gosta de animais, ou de pessoas, é que os tem sem ter em conta quem são, o que são, de que precisam.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Rogo uma praga
A todos os manipuladores, falsos, aldrabrões, dissimulados e mesquinhos.
Que se cruzem sem cessar com cães sarnosos.
Que a sua casa seja p'ra sempre invadida por pragas de formigas.
Que sejam enganados todos os dias por outros tantos, iguais a eles.
Que sofram de caganeira crónica.
Que o seu odor se torne insuportável.
Que o seu rosto se encha de acne.
Que os seus olhos nunca mais brilhem,
Para que os possamos reconhecer em qualquer esquina e deles nos esquivarmos, nós, os francos, os directos, os verdadeiros, os puros de espírito.
Pronto. Já desabafei.
Que se cruzem sem cessar com cães sarnosos.
Que a sua casa seja p'ra sempre invadida por pragas de formigas.
Que sejam enganados todos os dias por outros tantos, iguais a eles.
Que sofram de caganeira crónica.
Que o seu odor se torne insuportável.
Que o seu rosto se encha de acne.
Que os seus olhos nunca mais brilhem,
Para que os possamos reconhecer em qualquer esquina e deles nos esquivarmos, nós, os francos, os directos, os verdadeiros, os puros de espírito.
Pronto. Já desabafei.
Dos amigos, ou não...
A vida é dura. Não vale a pena complicá-la ou dificultá-la ainda mais do que ela já é. Sozinha, a vidinha encarrega-se de nos pregar rasteiras, de nos ir colocando obstáculos pelo caminho.
Com mais ou menos energia, com mais ou menos vontade, com mais ou menos sabedoria, lá vamos aproveitando de tudo um pouco, transformando os obstáculos em trampolins, sempre que se pode e sabe.
Da vida pode esperar-se tudo. Dos amigos, geralmente, espera-se o melhor. O apoio, a ajuda, o incentivo. Pode até não se esperar nada, mas nunca, nunca se espera o pior. Nunca se espera que seja um amigo a dificultar-nos a vida, a colocar no nosso caminho mais obstáculos do que aqueles que já foram colocados pela dita. De um amigo nunca se espera um acto de injustiça.
Não se espera. Embora isso não signifique que eles não possam surgir. Os actos de injustiça.
Alguém que cresceu comigo, alguém a quem eu sempre chamei de amiga ainda que a vida nos tenha afastado fisicamente, acabou de impedir que eu desse o passo que preciso neste momento. Que preciso, não que quero. Que preciso.
Impediu-o e fê-lo por falsas questões. Fê-lo por questões que ela mesma sabe que não existem. Não existem, a não ser na imaginação de uma louca capaz de atropelar quem quer que seja para viver, um pouco mais sossegada, a sua loucura.
Com mais ou menos energia, com mais ou menos vontade, com mais ou menos sabedoria, lá vamos aproveitando de tudo um pouco, transformando os obstáculos em trampolins, sempre que se pode e sabe.
Da vida pode esperar-se tudo. Dos amigos, geralmente, espera-se o melhor. O apoio, a ajuda, o incentivo. Pode até não se esperar nada, mas nunca, nunca se espera o pior. Nunca se espera que seja um amigo a dificultar-nos a vida, a colocar no nosso caminho mais obstáculos do que aqueles que já foram colocados pela dita. De um amigo nunca se espera um acto de injustiça.
Não se espera. Embora isso não signifique que eles não possam surgir. Os actos de injustiça.
Alguém que cresceu comigo, alguém a quem eu sempre chamei de amiga ainda que a vida nos tenha afastado fisicamente, acabou de impedir que eu desse o passo que preciso neste momento. Que preciso, não que quero. Que preciso.
Impediu-o e fê-lo por falsas questões. Fê-lo por questões que ela mesma sabe que não existem. Não existem, a não ser na imaginação de uma louca capaz de atropelar quem quer que seja para viver, um pouco mais sossegada, a sua loucura.
Areia p'rós olhos
O português é de queixas, de protestos, de choradinhos. Gostamos de criticar tudo e todos, principalmente se forem governantes. E com razão, não digo que não. Por mim falo, a mim me responsabilizo.
Na minha habitual vista de olhos pelas publicações nacionais, dei de caras com este artigo da Visão que me deixou um pouco assarapantada.
Primeiro reagi ao número de portugueses que participaram nesta iniciativa muito europeia, diga-se de passagem - 1.193! Mil Cento e Noventa e Três?! 0,0099416% ?! Isto considerando que seremos à volta de 12 Milhões, já que colaboraram também "portugueses expatriados em dezena e meia de países"! Vai-se a ver e foram só esses que participaram. Vai-se a ver e os de cá ficaram todos sentadinhos em casa a dizer mal deste e daquele. Eu incluída, claro.
Logo a seguir pensei, espera aí, mas eu não sabia de nada disto! Quer dizer, não é que eu passe a vida a ver notícias, mas também não me fecho num casulo, ando por aí! Que raio de divulgação teve uma iniciativa destas?!
Depois pensei, estas iniciativas são mesmo boas desde que não sejam demasiado divulgadas. Isto convém mesmo é que não haja assim tanta gente a participar. Já viram a chatice que era ter de ler milhões de sugestões, provavelmente disparatas na sua maioria? O melhor mesmo é divulgar-se o indispensável para que isto sirva de propaganda; para que os responsáveis fiquem bem vistos perante o público; para que possam dizer que tiveram uma iniciativa altamente democrática no dia da Liberdade.
Cambada de palhaços. Eles e nós. Se é que não é tudo a mesma coisa...
Queria que fosse domingo
Ao fim de alguns anos, dois ou três não sei bem porque me parecem muitos, tenho novamente os meus dois filhos na mesma casa que eu, a dormir e a comer debaixo do mesmo tecto.
Queria tanto que este dia não acabasse; que se prolongasse como se prolongam os domingos e os feriados, para que eu o pudesse desfrutar lentamente, tão lentamente que ficasse gravado nas nossas memórias como um dos dias que escolhemos recordar quando o nosso ânimo descai e tudo nos parece um pouco mais negro. Porque é por dias assim que vale a pena cá andar, nesta sempre eterna luta em que nos vamos encaixando nas marés que nos assolam.
domingo, 26 de abril de 2009
Happy Hour
Confusão, ajuntamentos, atropelos e filas.
Isto e muito mais.
Aos Domingos, pelas 12 h, em qualquer supermercado perto de si.
Isto e muito mais.
Aos Domingos, pelas 12 h, em qualquer supermercado perto de si.
Pois é...
O papa está a canonizar Nuno Álvares Pereira. Diz que não faz mal ele ter sido soldado e ter morto muita gente porque tratou muito bem todos os prisioneiros.
O México está a ser assolado por uma gripe que veio dos porcos mas que se espalha pelos humanos com um simples espirro. Andam todos de máscara e mesmo assim teme-se que chegue ao resto do mundo.
Gostava de perceber como é que isto acontece e acho muito triste uma pessoa ter de dizer que está com gripe suína. O meu filho diz que isso é tudo uma treta, que de três em três meses aparece uma gripe com nome de animal e que a próxima há-de vir dos cavalos – a gripe equestre.
Já agora, alguém podia dizer ao nosso Director Geral de Saúde que aquele cabelinho já não se usa e que a barba também podia ir à vidinha dela. É que o senhor já não deve muito à beleza mas com aquele cabelinho, a barba e o bigode…enfim…
O México está a ser assolado por uma gripe que veio dos porcos mas que se espalha pelos humanos com um simples espirro. Andam todos de máscara e mesmo assim teme-se que chegue ao resto do mundo.
Gostava de perceber como é que isto acontece e acho muito triste uma pessoa ter de dizer que está com gripe suína. O meu filho diz que isso é tudo uma treta, que de três em três meses aparece uma gripe com nome de animal e que a próxima há-de vir dos cavalos – a gripe equestre.
Já agora, alguém podia dizer ao nosso Director Geral de Saúde que aquele cabelinho já não se usa e que a barba também podia ir à vidinha dela. É que o senhor já não deve muito à beleza mas com aquele cabelinho, a barba e o bigode…enfim…
sábado, 25 de abril de 2009
Eles andam aí
E aqui reside o egoísmo.
Não na alegria que damos a outros, mas na alegria que outros nos dão.
Não na vontade que temos em dar para alegrar outros, mas na vontade que temos de dar para que outros nos alegrem a nós.
Para um egoísta pouco interessa o que o outro é, desde que seja aquilo que dele é esperado.
Pouco importa o que o outro sente, desde que mostre aquilo que se espera que ele mostre.
Um egoísta, na verdade, está-se nas tintas para os outros. Aquilo que verdadeiramente lhe interessa é que os outros lhe dêm o que ele precisa, quando precisa.
O resto são tretas.
O que não é treta é o egoísmo disfarçado que abunda por aí.
Não na alegria que damos a outros, mas na alegria que outros nos dão.
Não na vontade que temos em dar para alegrar outros, mas na vontade que temos de dar para que outros nos alegrem a nós.
Para um egoísta pouco interessa o que o outro é, desde que seja aquilo que dele é esperado.
Pouco importa o que o outro sente, desde que mostre aquilo que se espera que ele mostre.
Um egoísta, na verdade, está-se nas tintas para os outros. Aquilo que verdadeiramente lhe interessa é que os outros lhe dêm o que ele precisa, quando precisa.
O resto são tretas.
O que não é treta é o egoísmo disfarçado que abunda por aí.
When things go wrong
Fiz uma pesquisa no Youtube sob o tema - When things are not as right as they should.
Foi isto que me apareceu:
Foi isto que me apareceu:
25 de Abril
Quando eu era pequenina….
Ahahahaahahahha se calhar pensavam que eu ia agora fazer um discurso do tamanho de um comboio para comparar épocas.
Se quiserem discursos tivesssem ouvido o da Ana Drago, há coisa de cinco minutos, na RTP 1, directamente da Assembleia da República. Eu, eu estou demasiado ocupada a tentar salvar a minha casa e o meu local de trabalho. Demasiado preocupada com a precariedade dos empregos e a exploração a que os meus filhos estão a ser sujeitos, nesta , já não tão nova assim, era da Democracia.
Estou demasiado zangada pelo facto de os saber, aos meus filhos, inseguros a todos os níveis. Tão inseguros que dificilmente poderão fazer planos para o futuro, já que não sabem até quando terão trabalho; já que não sabem quando é que poderão vir a contar com os catorze meses de salário a que os pais sempre tiveram direito; já que não sabem o que lhes poderá acontecer se, um dia, tiverem, e um deles teve há pouco tempo, um acidente grave, porque não ganham o suficiente para se segurarem e as entidades patronais rodeiam aquilo que, na lei, é obrigatório, que é o pagamento de um seguro de acidentes de trabalho que lhes cubra os prejuízos.
Estou demasiado triste por viver num país onde já não se pode gritar, outra vez. E não se pode gritar, não porque nos prendam, não porque as antigas prisões políticas tenham ressuscitado ou porque a PIDE tenha saído das tumbas para nos voltar a assombrar com todos os medos. Mas porque o medo de perder o posto de trabalho é maior do que a consciência da ilegalidade com que certas empresas operam.
Assim, o medo voltou, sobre outra forma, mais subtil, qui ça, maior, pondo em causa a sobrevivência das bases, tal como sempre fez.
Ahahahaahahahha se calhar pensavam que eu ia agora fazer um discurso do tamanho de um comboio para comparar épocas.
Se quiserem discursos tivesssem ouvido o da Ana Drago, há coisa de cinco minutos, na RTP 1, directamente da Assembleia da República. Eu, eu estou demasiado ocupada a tentar salvar a minha casa e o meu local de trabalho. Demasiado preocupada com a precariedade dos empregos e a exploração a que os meus filhos estão a ser sujeitos, nesta , já não tão nova assim, era da Democracia.
Estou demasiado zangada pelo facto de os saber, aos meus filhos, inseguros a todos os níveis. Tão inseguros que dificilmente poderão fazer planos para o futuro, já que não sabem até quando terão trabalho; já que não sabem quando é que poderão vir a contar com os catorze meses de salário a que os pais sempre tiveram direito; já que não sabem o que lhes poderá acontecer se, um dia, tiverem, e um deles teve há pouco tempo, um acidente grave, porque não ganham o suficiente para se segurarem e as entidades patronais rodeiam aquilo que, na lei, é obrigatório, que é o pagamento de um seguro de acidentes de trabalho que lhes cubra os prejuízos.
Estou demasiado triste por viver num país onde já não se pode gritar, outra vez. E não se pode gritar, não porque nos prendam, não porque as antigas prisões políticas tenham ressuscitado ou porque a PIDE tenha saído das tumbas para nos voltar a assombrar com todos os medos. Mas porque o medo de perder o posto de trabalho é maior do que a consciência da ilegalidade com que certas empresas operam.
Assim, o medo voltou, sobre outra forma, mais subtil, qui ça, maior, pondo em causa a sobrevivência das bases, tal como sempre fez.
IRRA!
Se alguém se atrever a falar-me de IRS, Declarações Electrónicas ou Direcção Geral dos Impostos, eu não respondo por mim.
E agora vou ali beber um chá para ver se me acalmo.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
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