segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Frio


Está oficalmente aberta a época.

Para o que eu havia de estar guardada!!!...

Acabei de saber que afinal a minha nota a Estatística não foi 16,5 mas sim 17,5!!
A professora decidiu tirar um valor (roubar talvez seja uma expressão mais apropriada) a toda a gente pelo mau comportamento da turma!!
Fiquei a olhar para ela como se de repente alguém me tivesse transportado para outra dimensão. E mais não digo...

Faz hoje um ano...

... que coloquei aqui aquele a que entendi chamar o meu primeiro texto de entrada na blogosfera. Digo «aquele que entendi chamar» porque se quiserem verificar existem dois antes dele, postados dois dias antes, aos quais dei o nome de tímidos ensaios.
Portanto, o Antagonices faz hoje um ano e, se fosse uma criança, poder-se-ia dizer que uma vez que sobreviveu ao seu primeiro ano, provavelmente terá uma vida longa mas, nunca se sabe…
Não posso negar, nem quero, o prazer que me tem dado este meu cantinho. E poderia até dizer - com ou sem leitores, é o meu espaço de liberdade onde posso escrever o que me dá na real gana. Poderia, se isso fosse verdade, mas não é. É apenas uma ilusão de verdade. Uma ilusão maior ainda do que quando se escreve um livro porque, esse, enquanto o escrevemos, não sabemos se vai ou não ser publicado e, mesmo assim, custa perder o medo, soltar as palavras… Aqui escreve-se para isso, para publicar, e ainda que os leitores sejam escassos sabe-se que de um momento para o outro podem deixar de o ser. Aqui a consciência da exposição é permanente, logo não vale a pena dizer que o que escrevo é para mim porque se quisesse escrever só para mim escrevia num diário, ou num dos blocos que me acompanham e onde vou depositando, aí sim, o que me vem à cabeça e mais além e depois decido se mais alguém lê ou não.
Aqui, escrevo para mim e para todos aqueles que têm a gentileza de cá vir espreitar diariamente. A esses a minha gratidão porque sem eles este cantinho faria muito menos sentido e eu, provavelmente, já teria desistido. Não são muitos mas são bons e eu espero continuar a ter alguma capacidade de comunicação para que continuem a passar por cá, apesar de saber que ultimamente me tem sido mais difícil manter o ritmo mas isto é mesmo assim, não se consegue fazer tudo. Mas tenta-se. Tenta-se.
Um Muito Obrigada a todos vós que aqui vêm e que me lêem.

sábado, 28 de novembro de 2009

O Santo


Aquele polícia é mesmo tótó!...

Dos donativos e afins

Para qualquer lado que se vá, são mãos estendidas! Vivemos no país da pedinchice.
Gente nos semáforos a exibir a perna mais curta, jovens ainda mas já de mão estendida; gente nas esquinas, deitada em cartões… mas não é esta a pobreza que mais me preocupa, esta é a que me incomoda porque quer eu queira quer não, fico sempre com aquela sensação de ser gente onde abunda mais a miséria moral do que a material, gente para quem é mais fácil andar de mão estendida, gente que não quer trabalhar.
A pobreza que mais preocupa é esta nova pobreza que anda para aí escondida, de desempregados que deixaram de ter dinheiro para comer, de gente que não é velha ainda e já não é nova e que sempre teve um emprego e que agora não sabe o que fazer. Gente que vai, de mansinho e pela calada, buscar mantimentos a Alcântara, ao Banco Alimentar Contra a Fome.
E volto ao princípio deste texto – este é mais um fim-de-semana para os voluntários recolherem alimentos, a eles juntaram-se também as Amigas do Peito, grupo que recolhe fundos para que as mulheres pobres que sofrem de cancro da mama e que são operadas em Stª Maria possam dispor de compressas; cabeleiras e outros «extras» que o Governo, através do Ministério da Saúde, não providencia.
Onde quer que se vá, e há algum tempo atrás estavam apenas nas grandes superfícies, eles lá estão, os voluntários, de mão estendida.
Irritei-me. Como tantos outros se irritam. Mas será que tenho legitimidade para o fazer? Se o Governo não providencia, não teremos nós, todos nós, obrigação de ajudar? Se os impostos que se pagam não chegam a esta gente; se o país em que vivemos compreende a pobreza, não caberá a todos aqueles que ainda não precisam, e digo AINDA porque ninguém sabe o dia de amanhã, a obrigação de contribuir, com pouco que seja, para que este flagelo, porque de flagelo se trata quando quem precisa não tem, diminua? O que é que custa repartir o que se tem? Quanto gastamos nós em coisas que na verdade não nos fazem falta? E, sendo assim, porque é que são sempre os mesmos a dar? Mais curioso ainda – são geralmente aqueles que estão mais perto dos que não têm que dão! Sei-o porque já lá andei de saco na mão. São os que estão mais perto!
Pois àqueles que se julgam mais longe deixo aqui dito, mais uma vez, que ninguém sabe o dia de amanhã. E que, se todos, digo TODOS, contribuíssemos com pouco que fosse, muitos, e digo MUITOS, não estariam na situação em que estão.
Lembrem-se que o Mundo é redondo e gira e, por favor, lembrem-se ainda que quando caímos, para nos podermos levantar, precisamos de alguém que nos dê uma mão. Ninguém se levanta sozinho.

Felisbela Lopes


Ao sábado de manhã a RTP1 tem esta menina que descodifica, esclarece e repõe algumas das verdades dos jornais nacionais.
Ela é clara e directa; tem ética profissional e a graça da elegância.
Hoje entendeu que deveria tapar uma fotografia do secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, o juiz-conselheiro Mário Mendes, a ser transportado para o hospital em sequência do acidente que sofreu esta noite em Lisboa. Diz ela que se trata de uma foto privada que nenhum de nós tem o direito de ver.
Esclareceu-nos também sobre as novas medidas do Governo, ditadas pela oposição, que tendo sido dadas por alguma empresa escrita como medidas já aprovadas, não o são.
Well done Felisbela!


Frustração é...


ter uma Lua gigante à varanda e não ter máquina capaz de a fotografar.

Reencontros

Reencontrar pessoas que não via há 40 anos, e reconhecê-las, e gostar de as ver, e ficar feliz pelo seu sorriso e triste pelas suas tristezas...é maravilhoso!
Talvez estejamos todos irremediavelmente ligados.
E talvez só nos apercebamos realmente disso com o passar dos anos...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Vai uma sessãozinha de karaoke?

Um amigo enviou-me estes senhores por mail e eu não resisti a trazê-los para aqui.

Não quero saber de desgraças

Detesto desgraças; não tenho feitio para o diz que disse; não posso com alarmismos e não possuo aquilo que ao que parece muita gente tem - curiosidade mórbida por acontecimentos catastróficos.
Não quero saber de boatos, dêem-me factos e comprovados de preferência, ou bem fundamentados. Quando a minha disposição estiver virada para o terror, coisa que nunca ou muito raramente está, vejo um filme do género e quando me apetecer que a minha mente se deixe invadir por boatos, ligo a televisão e vejo as notícias. Assim como assim sempre fico a par de meias verdades.

Neste mundo...

... há basicamente 3 tipos de pessoas – os que falam; os que agem e os que falam e agem.
Os primeiros são geralmente gente preguiçosa que vai libertando pelas palavras a culpa, que nem sabe que sente, do não agir.
Os segundos, dizem o essencial e agem. São dinâmicos; voluntariosos. Andam sempre tão ocupados que têm pouco tempo para pensar e por isso falam pouco. São aqueles que estão sempre lá quando é preciso.
Os terceiros…bem, desses há poucos… o que dificulta bastante a sua caracterização. Mas parece-me que devem ser bons gestores, pelo menos do tempo...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Por mais que tente...

...não consigo compreender porque é que se tem um cão grande fechado num apartamento quando o animal não faz mais nada senão ladrar e uivar, de noite, de dia, a toda a hora, só chora o pobre do bicho! Comprem piriquitos; peixes; gatos; tartarugas; hamsters (nem sei se isto leva h ou não!), já não posso ouvir o bicho!
Que raio de egoísmo é este?! São estas as pessoas que dizem que gostam de animais?! Um bicho que precisa de correr, passa os dias e as noites fechado! Sempre gostava de saber o que é que estes donos sentiriam se os fechassem num cubículo e só os levassem à rua uma ou duas vezes por dia durante cinco minutos. Deus queira que sonhem com isso hoje, pode ser que acordem angustiados.

Sugestão

Esperam-me 4; 5 ou 6 dias de trabalho árduo. São cerca de 400 páginas sobre ensino à distância.
Já agora, para quem se interessa por estas questões do ensino é capaz de ser um bom presente de Natal.
Trata-se de uma compilação de vários artigos de vários autores, da responsabilidade de Guilhermina Lobato Miranda, que aborda questões muito interessantes relacionadas com o ensino, não só à distância mas misto também e, se formos a ver bem, todo o ensino tende a ser mais ou menos misto (vejam-se os Magalhães...) já que a Internet é uma ferramenta usada por todos, e mesmo aqueles que não têm um propósito específico, aprendem com ela. A edição é da Relógio d’Água Editores e há-de sair antes do Natal. Assim eu acabe depressa a revisão… e não, não ganho qualquer tipo de comissão sobre as vendas.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Está tudo explicado...

Seguindo o conselho deste meu amigo fui ver que música é que estava na berra no dia em que nasci. Olhem o que saiu:



Mexer-me para quê se basta sonhar?!...
Agora percebo contra que é que tenho andado a lutar toda a vida - contra esta crença de que basta sonhar! Sim, porque é muito importante o ambiente em que se nasce!... E medonhos que eles são! Medonhos! Vai-se a ver e foi isso que me assustou! Quem é que aguenta exemplares desta envergadura?!

Cliquem aqui.

Vocês já tinham ouvido isto?

Pois que eu ouvi pela primeira vez na Rádio Marginal e gostei. Aqui fica.


Ufa!

Está um tempo levado da breca ( há que tempos que me anda a apetecer usar esta expressão) !
Vinha pela estrada a pensar se sou só eu que uso o limpa-pára-brisas traseiro! É que não vejo carro nenhum com aquilo a trabalhar! Só o meu é uma animação, tudo mexe!
Será que não chove nos vidros traseiros dos outros carros?!

Estatística

16,5 no meu primeiro teste! O de Estatística. Nada mau.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Da vida

Sempre que a minha vida muda passo por um período de quase pânico.
Mas depois tudo se ajusta, tudo se faz, tudo se consegue. Ou quase tudo.
As coisas de que prescindo vão-se esmorecendo no tempo até serem quase sombras, meras recordações. Aquelas que tomam o seu lugar tornam-se vivas companheiras de percurso. E tudo se acalma, tudo existe e é.
A vida retoma naturalmente o seu ritmo. E eu nela, adaptada.