quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Facebook

Eu sei que há demasiada informação. Demasiada gente a utilizar as redes sociais para promover isto e aquilo, dizer o que pensa, desabafar, tornar público, até, o que dantes era privado.
 
Antigamente, e este antigamente vai até onde cada um quiser, as nossas preocupações ficavam-se por aquilo que nos era próximo – a nossa família, os nossos amigos, o nosso local de trabalho. Agora elas estendem-se aos confins do mundo. Agora elas são sociais, universais, demasiadas… e o espaço que dentro de nós lhes dedicamos é cada vez menor. Já não há pachorra mas, fundamentalmente, não há estrutura – afligimo-nos sabendo que pouco ou nada podemos fazer ou, pelo contrário, acreditamos que a nossa participação é importante, acreditamos que podemos fazer a diferença se nos mantivermos activos o que, muitas vezes, pode ser um factor acrescido de frustração quando verificamos que, afinal, as coisas acontecem independentemente de nós e é aí que temos vontade de regressar ao lugar que muitos não conheceram mas que persiste na nossa memória – aquele das preocupações mais nossas, mais próximas, mais leves até mas, sobretudo, centradas na fonte de onde brotam, também, as maiores alegrias.
 
Contudo, os meios-termos existem. Ainda há coisas que podemos fazer. Que, não fazendo parte do nosso círculo mais estreito, nos pertencem e podem alterar, para melhor ou para pior, o nosso pequeno mundo. Há decisões nas quais podemos ser úteis ajudando os pequenos mundos dos outros.
 
Existem ferramentas que circulam por aí e que terão o valor que terão mas que, na minha modesta opinião, valem sempre a pena utilizar se acreditarmos que aquilo que defendem é o que devem defender. Falo das petições; das páginas do Facebook; das cartas abertas.
 
Por muita vontade que as cúpulas tenham em tomar decisões independentemente de nós, uns milhares de assinaturas fazem a diferença. Podem, realmente, impedir qualquer coisa mas, quando mais não seja, deixam-nos cientes de que fizémos a nossa parte.
 
Aqui vos deixo uma que me é querida. Para ela, peço a vossa ajuda. Partilhem-na com os vossos amigos porque, para nós que por cá vivemos, já nos bastam os silos para estragar o que estava, não precisamos de contentores. O que queremos mesmo é praia e areia branca; pesca artesal e turismo - tudo o que existe por estas bandas e a que temos direito.

2 comentários:

Goldfish disse...

Uma luta que também me é cara, sim. Não há praias como as da Margem Sul e, pelas imagens que vi do que querem fazer para pôr os contentores na entrada do rio (na entrada da capital, pelo amor de deus!) dão-nos cabo do que resta de areal.

Contentores Trafaria-Caparica Não disse...

Agradecemos o apoio demonstrado.
Todos juntos podemos fazer a diferença e impedir que este projeto se concretize!

Melhores cumprimentos,
Movimento Contentores Caparica-Trafaria Não