quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009
Algures a 100 Km do Cabo de S. Vicente...
Os olhos dos outros
terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
Profissões trocadas
Veja-se a poesia, por exemplo. Para que serve a poesia? Para transmitir sentimentos?! Não. Para os criar. Para os despertar. A poesia sente-se, não se lê. Quem lê verso a verso, sem alma nenhuma; quem a analisa como quem analisa o motor de um carro, não sabe o que ela é.
Como é que é possível gostar dos Lusíadas com professores assim?!!!!
Das escolhas
Escolham bem os pais dos vossos filhos. Não os escolham pelos bens materiais, mas pelo carácter e pelo tamanho do seu coração.
Escolham-nos pela saúde que faz sempre falta e há males que são hereditários.
Não os escolham pela beleza porque se foram belos por dentro ela estampar-se-á mais cedo ou mais tarde, nos seus rostos.
Escolham-nos pela sua inteligência mais do que pela esperteza, o mundo está cheio de Xicos Espertos mas são os inteligentes que o manterão a rodar e é deles a criatividade e a capacidade de adaptação.
Escolham-nos pela sua coragem, a cobardia é incompatível com a vida.
Escolham bem os pais dos vossos filhos. Eles são determinantes na sua felicidade e no seu encontro com a vida.
Quanto aos caminhos escolham-nos com o coração, mas que ele esteja puro. Não confundam nunca a soberba, a vaidade, o orgulho ou a vingança, com amor.
Escolham-nos com amor e com coragem, porque para escolher é preciso coragem.
Nunca acreditem mais nos outros do que em vós mesmos. Ninguém saberá nunca de vós tanto quanto vós.
Oiçam tudo e todos mas dêem ouvidos apenas a quem lhes falar à alma. Saberão disso sempre que o eco das suas palavras se reflectir dentro de vós.
A vida pode ser maravilhosa. Basta que a encontremos.
segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
Dos juízos
Por vezes ponderamos os nossos juízos. Por vezes não. Às vezes acertamos. Às vezes não. E quando acertamos gostamos de pensar que fomos perspicazes, mas na verdade não fomos porque quase nunca as coisas são óbvias, mesmo aquelas que nos parecem ser.
Quando se trata de julgarmos os outros a coisa ainda se complica mais porque ninguém é como nos parece em determinado momento e os juízos dependem sempre de momentos, é por isso que por vezes levamos uma vida inteira para ajuizar uma pessoa e é bem possível que ela morra sem sabermos exactamente quem ela foi. Basta ouvir aquilo que dela pensam os outros. Abram-se várias bocas a respeito e se duas tiverem a mesma opinião já é uma boa média.
Nunca conheci ninguém que fosse julgado da mesma maneira por duas pessoas diferentes.
Mas o juízo faz parte de nós. É ele que nos vai guiando pela vida e nos vai ajudando a seguirmos em frente ou a desviar-nos deste ou daquele caminho, desta ou daquela pessoa. Às vezes perde-se. Às vezes ganha-se.
domingo, 13 de Dezembro de 2009
A grande diferença...
Muita gente poderá estar a pensar que isso não muda nada, mas desenganem-se - não tem nada a ver...é outro conforto! outra liberdade!
sábado, 12 de Dezembro de 2009
AH!
No mundo dos mais favorecidos ou naquele dos mais desfavorecidos?
É que ao que parece nem uns nem outros estão ainda preparados para mudar de nível…
Por princípio...
sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
Justiça?!

Por momentos cheguei mesmo a viajar para o tempo do McCarthismo, que não vivi mas que consigo imaginar.
Não sei se estamos na época das limpezas sazonais ou se estamos a passar por uma nova caça às bruxas. Se andamos a limpar a casa, e por casa entenda-se o planeta porque ao que parece nós, portugueses, não estamos sozinhos apesar de me parecer também que por cá a azáfama é maior, quem sabe andámos mais tempo a deixar poisar o pó, se de limpeza se trata, dizia eu, tudo bem que a higiene nunca fez mal a ninguém. Agora se andamos à caça de bruxas é bom que se saiba que apesar de escondida sob diferentes pretextos, este tipo de caça teve sempre um e só um objectivo - o poder, com ou sem economia à mistura…
Baba de Caracol II

quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
Das duas uma
É uma desgraça!
A facilidade com que, às vezes, se passa do oito para o oitenta
O documentário visou as dificuldades do acesso ao ensino e o desemprego dos jovens na realidade brasileira. Vários jovens foram entrevistados e, entre eles, estava um militante do Movimento dos Sem Terra (MST).
Estas criaturas, que levam uma vida itinerante, estão a uns escassos 10% no que à escolaridade diz respeito, daqueles que vivem nas cidades!
O seu espírito lutador inspirou-me e, no calor da discussão, saí de lá certa que mudar é possível; que o poder está em todos nós e não nas mãos dos políticos ou mesmo dos média; que são as bases que mandam se quiserem porque se entenderem parar não há nada para ninguém. Saí de lá crente que o poder, o verdadeiro poder, está na instrução; na educação; na cultura. Que cabe aos professores levantarem o rabo das cadeiras e irem ao encontro de tantos jovens que nem sabem que querem aprender, e de lhes ensinar a autonomia; de os incentivar à criatividade; de os motivar para a iniciativa. Saí de lá a acreditar que o tempo do emprego acabou; mais cedo ou mais tarde temos de mudar a nossa mentalidade porque não vai haver emprego para todos. Não nos podemos deixar ficar sentados à espera que chova. Temos de nos mexer e há muita coisa para fazer; e pode fazer-se muita coisa.
Quando cheguei a casa e acendi a televisão, todo o calor da crença se foi esmorecendo à medida que as notícias se sucediam no ecrã; fui deixando descair os ombros, não sei se de cansaço se de desânimo, e todo o mundo, de repente, me pareceu caótico…
Gentinha que não presta para nada
De como Mourinho disse tudo em meia dúzia de palavras
Jornalista - Parece que os Italianos estão à espera que falhe...
Mourinho - Os Italianos e os Portugueses! Até estou admirado por ter cá uma televisão portuguesa! Devem estar à espera de sangue, mas desenganem-se porque o Inter...
