domingo, 3 de outubro de 2010

Do amor livre, esse grande hipócrita

Acho uma graça do caraças (estou a ser irónica) a esses gajos que andam por aí, na maioria tipos da minha geração, a apregoar a liberdade no amor quando o que na verdade fazem é fingir que são muçulmanos mas sem as chatices que esta religião exige a qualquer homem que queira ter mais de uma mulher, i.e., sustentá-las financeiramente já que, de resto, é essa a raiz de tal tradição: há mais mulheres que homens; as mulheres não trabalham; logo, um homem que é rico ostenta a sua riqueza, sustentando tantas quantas puder…
Mas não! O que estes ocidentais na verdade querem é divertir-se o mais que puderem sem terem de se chatear. Assim, dizem à boca cheia que a forma mais honesta de vida é aquela em que, se se «amam» duas; três ou mesmo quatro, ao mesmo tempo, então distribuem-se quecas que são, evidentemente, a manifestação mais eloquente da promiscuidade e pouco ou nada têm a ver com amor, que estes tipos nem sabem, na verdade, o que isso é.
Depois há mulheres que vão na conversa. Umas porque se estão nas tintas para eles ou para outros quaisquer e o que querem realmente, tal como eles, é irem satisfazendo uma necessidade que, quer queiramos quer não, é fisiológica. Outras porque se apaixonam por estas mentes «espantosamente diferentes» e no fundo, lá muito no fundo, alimentam a esperança de serem elas a ficar, um dia, com eles para sempre… (evidentemente que essas são as que mais sofrem quando verificam que este tipo de gajos não ama ninguém e o que realmente lhe interessa é ir passando uns momentos agradáveis, de preferência com corpos mais jovens do que os deles…)
Amor livre, my ass, estes gajos sabem lá o que é o amor!

3 comentários:

CF disse...

Lol... Antígona, estás poderosa :):)

Sputnick disse...

Essa coisa de amor e queca, tem que se lhe diga, e muito mais, se cada um interptretar o seu sentir (leia-se, por vezes, conveniência) como o certo, e o resto, errado :)

Masquediabo disse...

Bem observado.