sábado, 19 de março de 2011

Já que estou numa de poesia...

Sou de ferro e de algodão
Rocha escondida na duna
Sou rouxinol e falcão
Sou tudo e coisa nenhuma

Sou a floresta e a árvore
A baía e o oceano
Sou a mata a despertar
Sou o mote. Sou o dano.

Sou a luz e sou as trevas
Sou a alegria e a tristeza
Sou raiz. Sou folha e ervas
Pão e vinho sobre a mesa

Sou formiga num canteiro
Estátua esplendor da avenida
Sou a ponte e o ribeiro
Sou o ódio e a alma querida

Sou a que chega e a que parte
A que fica se quiser
Sou a obra. Sou a arte.
Sou pessoa. Sou mulher.
A. Couto

4 comentários:

Sputnick disse...

gostei :)

maria disse...

Muito bonito! Gostei

Inês disse...

Um dia folheava um livro desta Senhora Alda Couto, a minha filhota de 11 anos então disse-me...
- Hoje na visita de estudo havia uma senhora sentada à minha frente que lia um livro desta Alda Couto.

Isso é bom não é?

Antígona disse...

:):):) É bom sim :) Quem escreve gosta de ser lido :)