segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Nasce connosco, está-nos no sangue

Têm quatro anos. Ela desfila enquanto ele faz flexões, deitado no chão. Dizem-se namorados e estão a brincar às casinhas. Ele troca, sistematicamente e com precisão, os Rs pelos Ls e vice versa. Fala compassado como se cada sílaba tivesse de ser antecipadamente pensada. Tratam-se por querido e quelida.

Ela está sentada numa cadeira com os pés apoiados noutra - está em casa dela.

Diz ele: - E agola eu passava pela tua casa e tu vias como eu ela rindo.

Ele passa, devagar e sacudindo o cabelo, pela frente dela.

Diz ela: - Aiii! Que senhor tão linnndo!!!

...........................................................................................................................................................................

Agora ela está a enviar-lhe um sms, escrito na palma da mão aberta, porque ele está doente, deitado ao comprido em cima de três cadeiras.
À medida que vai teclando vai verbalizando o texto: «Espero que estejas melhor. Gosto de ti. Beijos.»

3 comentários:

CF disse...

:):)

Sandra disse...

ahahahahahah
fantástico!!!
(ou não?)

:)

Antígona disse...

Eu achei :):) Delicioso :)