quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Estou em crer que há mais mulheres do tipo D. Quixote do que homens. Mas posso estar enganada…

Há qualquer coisa que não bate certo.

Não, não tenho feito tudo bem. Fiz asneiras, com certeza. Tomei decisões que, se calhar, não deveria ter tomado, deveria ter tido a coragem de esperar para ver; de deixar correr; de não entrar em pânico.

É essa a maior lição que tiro da vida – há alturas em que a coragem de esperar traz mais vantagens do que a sede de resolver.

Mas tenho sido fiel a mim mesma; tenho sido trabalhadora; íntegra – não me vendo; nunca me vendi, apesar de sentir o quão difícil é o mundo para as mulheres…e agora está muita gente a pensar – Que disparate! 

Pensem que só estão a pensar assim porque partem do princípio que uma mulher quando diz que não se vende, está a dizer que não se prostitui. Ele há tantas formas de prostituição! E as piores são as dissimuladas: As da secretária que conquista o chefe; da mulher que aguenta, durante anos, humilhações, desrespeitos, enxovalhos, e sabe-se lá mais o quê, para garantir uma vida estável; da divorciada que persegue o gajo com dinheiro… Ele até há homens que entendem isso como natural e oferecem estabilidade em troco de companhia. São capazes de tiradas do tipo – Estás assim porque queres! que é como quem diz, Eu até te resolvia o problema…

Tal não faz parte da minha natureza e como não sei senão ser fiel a ela, tenho acreditado no meu valor; nas minhas capacidades; na minha força...

Neste momento está difícil. Os resultados desta postura não se têm revelado os mais brilhantes. Todos os dias me cruzo com gente que chegou muito mais longe, com muito menos esforço (refiro-me, evidentemente, à parte material da vida, àquela com que se compram as "bananas"). 

E olho constantemente à minha volta à procura de outros como eu - de gente que é como se deve ser - e encontro-os sempre atarefadíssimos, em plataformas abaixo dos menos que são os outros. E se há cada vez mais gente a abandonar esta equipa talvez seja porque os resultados tardam e há quem seja obrigado a desistir (será?). E chamo-lhes resultados e não recompensas porque entendo que uma recompensa é o produto de uma acção extraordinária, e ser-se como se deve ser não é ser extraordinário.

O mundo está às avessas.

Mas não, não trocaria se pudesse. Gosto de ser mulher. Sempre gostei. E, apesar dos pesares, continuo com fé que ainda hei-de ser capaz de não me deixar ficar mal.

3 comentários:

Nathacha disse...

Seguindo o blog :)


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Nah Phatcholly

CF disse...

Toma lá mil sorrisos:):):):)

A NOSSA LOJA - ELECTRODOMÉSTICOS disse...

E que grande mulher :):)