sábado, 7 de fevereiro de 2009

Tu e Eu - No Teatro Aberto

Pegue-se na Alegoria da Caverna de Platão, substitua-se as sombras por um livro aos quadradinhos e a caverna por uma caixa. Em vez de vários homens, encaixote-se GarcEu e TUninho, este ainda por nascer, e teremos Tu e Eu, em exibição no Teatro Aberto. Nesta peça ninguém morre. Ninguém é forçado a abandonar a caixa. GarEu abandona-a porque quer conhecer o mundo que da pequena abertura lhe parece lindo e imenso. TUninho tem medo e fica.
Uma vez cá fora GarcEu conhece o Níquel e tudo se complica. O risco que corre de desaparecer é enorme. Salvo por TUninho, adopta o medo que este acabou por perder.
Uma hora e qualquer coisa, sem intervalo, que nem se dá por passar. Divertida e bem interpretada, esta peça deixa-nos com um final auspiciosamente feliz pela mensagem de libertação, de possibilidade de vôo, que nos transmite.
Recomendo.

2 comentários:

eva disse...

cada um vê o que quer nos espectáculos. eu não vi nada disso. apenas imagens e palavras prisioneiras da falta de horizonte criativo.

é preciso dizer algo. mudar algo. o teatro deveria ter essa função.

Antígona disse...

Devia sem dúvida. Mas como disseste cada um tem o seu olhar. E não só no teatro, a arte tem dessas coisas - dar livre interpretação à criatividade alheia.