segunda-feira, 4 de maio de 2009

Da fragilidade

Se há coisa que me assusta na vida, é a fragilidade.
A facilidade com que as coisas mudam, morrem, deixam de ser.
A fragilidade que existe em tudo o que nos rodeia: em nós, nos outros, nas situações.
Nada é certo, nada é seguro, nada é definitivo e, por muito que nos esforcemos por construir algo mais sólido que nos deixe respirar e dormir durante a noite, ninguém nos garante que, de repente, não haja nada que não caia.
É como se a vida estivesse suspensa por finos cordéis. O cordel da família, o do dinheiro, o da saúde, o do amor, o do trabalho e, sempre que um desses cordéis clama pela nossa atenção, todos os outros se vêem obrigados a esticar um pouco mais, correndo, um ou outro, o risco de se quebrar.
Valha-nos o facto da fragilidade ser tão generalizada que, inevitavelmente, atinge também os maus momentos.
Assim, o que agora é mau, amanhã pode ser bom. O que agora é incerto, amanhã pode ser certo. O que agora é frágil… amanhã pode ser sólido.

2 comentários:

CF disse...

Acho que hoje precisava de ler algo assim...

Margarida disse...

Olá priminha! Pois é, nada é definitivo, nem certo! Resta-nos essa certeza! Mas acabamos sempre por nunca estarmos preparados e ficamos surpreendidos quando um dos cordéis estica, estica...
Guida